Coronel Pacheco, 15 de março de 2021
Prezados,
Coronel Pacheco, 15 de março de 2021
Prezados,
Certo dia, o mestre recebeu a
visita de um homem, uma pessoa deprimida. Tão logo chegou, foi convidado pelo
sábio para sentar e tomar um chá. “Mestre, ando revoltado. Lembro-me o tempo
todo do mal que já me fizeram e isso acaba comigo. Sinto-me triste e furioso…”
Sem piscar, o mestre respondeu: “Perdoe e esqueça.” O homem não acreditou no que
ouviu. “Senhor, eu não sou feito de pedra. Como pode dar um conselho assim para
alguém como eu, que já sofreu tanto? Estou muito magoado e ferido para simplesmente
perdoar e esquecer.” Foi quando o mestre concluiu: “Então eu vou te dar outra
opção: não perdoe e não esqueça. Tenha sempre na memória cada detalhe do que te
fez sofrer no passado. Sonhe com isso até não conseguir mais dormir, até ter
que tomar remédios. Chore e tenha muita pena de si mesmo. Perca peso e fique
com uma aparência pálida e abatida, faça com que todos os seus amigos se
preocupem com você. Pare de falar sobre momentos felizes e interrompa as
pessoas para reforçar o quanto você é triste e injustiçado. Aproveite e deixe
que isso se agrave para uma ansiedade, gastrite ou enxaqueca, assim você sempre
se lembrará do mal que lhe fizeram. Se você acha que este é o melhor caminho a
seguir, vá em frente. Boa sorte.”
“Deus tomou a redondeza da lua e a ondulação da serpente; o entrelaçamento da trepadeira e o tremer da erva; a esbelteza do caniço e a frescura da rosa; a ligeireza da folha e o aveludado do pêssego; o olhar lânguido da corça e a inconstância da brisa; o pranto da nuvem e a alegria do sol; a timidez da lebre e a vaidade do pavão; a doçura da penugem que guarnece a garganta dos pássaros e a dureza do diamante; o sabor doce do mel e a crueldade do tigre; o gelo da neve e o calor do fogo; o cacarejar do galo e o arrulho da rola. Misturou tudo isso e fez a mulher. Ela era graciosa e sedutora. E, achando-a mais bela que a íbis e a gazela, Deus, orgulhoso de sua obra, admirou-a e deu-a de presente ao homem. Oito dias depois, o homem, bastante confuso, procurou Deus e lhe disse: “Senhor, a criatura que me ofereceste envenena a minha existência; tagarela sem cessar, lamenta-se a propósito de tudo, chora e ri ao mesmo tempo, é inquieta, exigente e melindrosa; está sempre me importunando e não me deixa um instante de sossego. Suplico-te, Senhor, chama-a de volta para ti, pois não posso viver com ela”. E Deus, paternalmente, retomou a mulher. Mas, passados oito dias, o homem voltou a procurar a Deus: “Senhor, minha vida é uma solidão, desde que te restituí aquela criatura. Ela cantava e dançava na minha frente. Que suave expressão tinha ela quando me olhava de lado, sem voltar a cabeça. Ela brincava comigo! E não há fruto mais delicioso, de nenhuma árvore, que se compare às suas carícias! Imploro que me devolvas. Não posso viver sem ela!” E Deus devolveu-lhe a mulher. Passaram-se mais oito dias e Deus franziu o cenho, vendo surgir o homem que empurrava a mulher dizendo: “Senhor, não sei como isso acontece, mas a verdade é que esta mulher me dá mais aborrecimento do que prazer. Fica com ela, que eu não a quero mais!” A tais palavras, o Senhor lhe disse: “Homem, regressa à tua casa com tua companheira e aprende a suportá-la. Se eu a aceitasse de volta, daqui a oito dias tu virias de novo importunar-me para reavê-la. Vai e leva-a contigo.” E o homem se retirou murmurando: “Como eu sou infeliz! Duplamente infeliz, porque não posso viver com ela e não posso viver sem ela!”
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que
eu quero
Na cama que
escolherei
Vou-me embora pra
Pasárgada
Vou-me embora pra
Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma
aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de
Espanha
Rainha e falsa
demente
Vem a ser
contraparente
Da nora que nunca
tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro
brabo
Subirei no
pau-de-sebo
Tomarei banhos de
mar!
E quando estiver
cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a
mãe-d'água
Pra me contar as
histórias
Que no tempo de eu
menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra
Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo
seguro
De impedir a
concepção
Tem telefone
automático
Tem alcaloide à
vontade
Tem prostitutas
bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver
mais triste
Mas triste de não ter
jeito
Quando de noite me
der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei
—
Terei a mulher que eu
quero
Na cama que
escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Manuel Bandeira
No final do século XIX, a abolição da escravidão possibilitou a entrada de europeus no Brasil. O desemprego e a miséria foram problemas sociais enfrentados pela Itália e outras nações da Europa. Milhões de imigrantes vieram para algumas cidades brasileiras... Belo Horizonte recebeu aproximadamente 80 mil italianos. De acordo com o Historiador Anísio Ciscotto Filho, “desse número, 70% veio trabalhar nas fazendas e em torno de 17% na construção da nova capital.” No processo de desenvolvimento de BH, o gosto pelo futebol foi intensificado pela colônia italiana... No dia 2 de janeiro de 1921, foi fundado a Societá Sportiva Palestra Itália, atual Cruzeiro Esporte Clube. No dia (02/01/2021), os nove milhões de corações cruzeirenses pulsam de alegria pelo Brasil, Minas Gerais e o mundo... A história centenária é marcada por 68 títulos oficiais: duas Copas Libertadores, quatro Campeonatos Brasileiros e seis Copas do Brasil. Ademais, a equipe conquistou 38 Campeonatos Mineiros, duas Supercopas Libertadores, uma Recopa Sul-Americana, uma Copa Ouro, uma Copa Master, duas Copas Sul-Minas, uma Copa Centro-Oeste, um Supercampeonato Mineiro, duas Copas dos Campeões Mineiros, cinco Taças Minas Gerais e uma Copa Belo Horizonte. Niginho, Orlando Fantoni, Natal, Nelinho, Ademir, Douglas, Ricardinho, Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Zé Carlos, Palhinha, Joãozinho, Procópio, Roberto Batata, Boiadeiro, Perfumo, Luisão, Giovanni, Elivélton, Alex, Kléber Gladiador, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Marcelo Ramos, Marcelo Moreno, Sorín, Nonato, Roger Flores, Ronaldo, Montillo, Gomes, Fábio, Dida, Raul dentre tantos outros ídolos escreveram seus nomes nas páginas heroicas e imortais do Cruzeirão Cabuloso. A atual fase ruim não apaga a história. Parabéns Cruzeiro Esporte Clube!!! Felicidades 1000!!! Deus o abençoe.
“Cruzeiro,
Cruzeiro querido. Tão combatido, jamais vencido!”
Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e
Especialista em TV, Cinema e Mídias)
Final de ano é tempo de festa e celebração, mas também de reflexão, de análise e de recomeços. Para trás fica um ano que agora acaba, e dele devemos guardar o bom e esquecer o menos bom. Do sofrimento e das lágrimas guardemos apenas a certeza de que a elas sobrevivemos. Dos erros guardemos a aprendizagem; e das dificuldades guardemos o momento da superação. Devemos sentir alegria e gratidão por mais um ano vivido, e apesar de tudo que tenha acontecido, o importante é que chegamos até aqui. E hoje somos mais experientes, mais fortes e mais sábios. Agora é tempo de encher o coração de otimismo, esperança e sonhos, é tempo de recomeçar e renovar, pois um novo ano vai começar e devemos vivê-lo e aproveitá-lo ao máximo. Desejos de um feliz e próspero Ano Novo!
De acordo com Lêillane
Soares, o conceito de burocracia deveria ser procedimentos que visam atrapalhar
quando estamos com muita pressa para fazer algo. Nas instituições (pública, privada, social)
tais como: escolas, hospitais, cartórios, empresas, órgãos públicos dentre
outros, há sempre a figura detestável de um burocrata ou tecnocrata. Este
profissional adora complicar a vida da equipe de trabalho. A maior parte
designa determinações gerenciais arbitrárias, enfadonhas, repetitivas,
extenuantes e inúteis. A Produção quase
diária de relatórios, a exigência de reuniões intermináveis aos sábados ou após
o expediente, as inúmeras chamadas telefônicas fora do horário de trabalho, a criação
de projetos inúteis, sobretudo, na área de educação são algumas atitudes
desagradáveis dos burocratas e tecnocratas. Quem já enfrentou, enfrenta ou
enfrentará o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a Receita Federal, o
DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito), a Administração de Benefícios dos
Servidores Públicos...? Bastantes cidadãos sempre ficam enfurecidos com a
imprestabilidade do sistema burocrático do país. Milhões de indivíduos sentem o
quanto é repugnante os imensuráveis formulários, métodos equivocados, imposição
desigual ao trabalhador brasileiro, funcionários públicos nada atenciosos,
dificuldade para conseguir um serviço público e descontentamento com a solução.
“Burocracia: a arte de converter o fácil para o difícil através do inútil” é
uma frase de autoria desconhecida e define bem a complexidade burocrática. Senhores
burocratas e tecnocratas libertem as suas mentes para chegarem a novas conquistas,
planos, maneira de viver e refletir. Por fim, como disse o pensador Ernesto P.
Neto: “os governos devem tornar a vida do cidadão mais produtiva e livre, sem
burocracias e amarras”.
Sérgio
Lopes (Jornalista, Professor, Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)