segunda-feira, 14 de junho de 2021

Carta aberta aos Vereadores de Coronel Pacheco

 

Coronel Pacheco, 14 de junho de 2021.

           Ilustres Vereadores Pachequenses,

            Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o Brasil e o mundo enfrentam problemas com internações, mortes, sofrimentos, crise econômica, falta de oportunidade de trabalho e isolamento social.  Em tempos pandêmicos, milhões de pessoas estão com suas vidas transformadas. A rotina alterada, as mudanças no trabalho e, sobretudo, as relações humanas são marcas profundas da Covid 19.  

             O município de Coronel Pacheco também sofre com suas dificuldades. Infelizmente, já ocorreram óbitos... A atual gestão adotou e ainda adota medidas de combate ao coronavírus. Contudo, uma possível crise econômica mundial do pós-pandemia pode provocar o risco de uma recessão generalizada e elevar a desigualdade social.  O desemprego, a fome, a miséria podem gerar situação de risco e vulnerabilidade social para milhões de indivíduos e famílias.                       

              Diante desta possível realidade, o planeta pós-covid 19 ainda é uma incógnita. O nosso município poderá ser afetado... Excelentíssimos Senhores Vereadores, qual é a percepção oportuna a respeito da disseminação e do fim do SARS-CoV-2? No cenário pós-pandemia, o que Coronel Pacheco precisaria para se desenvolver nas áreas da: (Educação, Saúde, Saneamento Básico, Infraestrutura, Agricultura, Outras)? A população pachequense quer respostas. Deus os proteja.  Deus abençoe o povo de Coronel Pacheco.

Jornalista e Professor Sérgio Lopes

 

 

 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Amar

 

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Lá se foi mais um guerreiro valioso

 

No período de 07 de agosto de 1964 até 06 de maio de 2021, Henrique Figueiredo Curcino espalhou alegria, amor, simpatia, carisma, humildade, bondade, humor, amizade, alto astral, diversão e simplicidade por todos os lugares.  Henrique Figueiredo Curcino era conhecido como Lico, Linco, Fofinho,  Paulista, Índio, o cara do uísque, o  primo paulista.  Ele nasceu na Região Sul do Brasil, em  Bandeirantes, estado do Paraná. Ainda jovem foi com sua família para São Paulo. Trabalhou em diferentes ramos de atividades:  representação de tapetes, educação infantil (creche), produção de artesanato, bares, restaurantes, similares... Na área comercial, demostrou um talento extraordinário, juntamente com sua esposa (Vani Lopes). O jovem casal conquistou uma excelente clientela. O trabalho proporcionou imóveis, automóvel, capital. Contudo, Henrique Figueiredo Cursino nunca abriu mão dos prazeres da vida.  Na badalação de São Paulo, Lico frequentou os Shoppins Centers e suas praças de alimentação,  usou roupas de grife, saboreou as boas bebidas,  curtiu o litoral paulistano, divertiu com os pancadões barulhentos e apreciou o que tem de melhor na  gastronomia paulista. Além disso, foi um pai de família exemplar. Nunca deixou faltar nada para sua esposa, filhos, netos, parentes. Todavia, Lico estava bem desgastado com o agito da capital. Então, começou fazer viagens para a cidade natal.  Espalhou alegria em Bandeirantes. Mas Lico ainda não tinha conhecido o estado de Minas Gerais. No ano de 1998, Lico conheceu Minas Gerais... O paulista veio diretamente para a pequena Coronel Pacheco. Inicialmente, ficou perplexo com o tamanho da cidade. Mas sua vinda foi hilária. No primeiro dia do primo paulista, eu  e  meus irmãos fomos apresentar a cidade para o Lico, que aqui passou a ser chamado de Linco. A ida inicial foi no antigo bar do Paulinho. Linco pediu um monte de cerveja e tira-gosto... Nós ficamos assustados, mas foi muito divertido... Linco ficou encantado com a cidade e as suas vindas tornaram frequentes. Ele e sua família sempre ficavam hospedados na residência dos meus pais. Ele tinha um imenso carinho pela minha falecida mãe e por toda nossa família... Sinceramente, era um bagunça geral.... Mas era bom demais. Nós comíamos peixes e  fazíamos churrascos maravilhosos. Aliás, Linco era um baita de um churrasqueiro. Linco e Vani faziam o tradicional baião de dois, prato nordestino espetacular... Linco foi além dos laços familiares, ele começou a curtir todas as festas da região (Cabra Fest, Festa da Banana, Exposição , Carnaval). O uísque, a água de coco e o  red bull passaram a ser sua marca registrada. Essa prática é muito comum em São Paulo, mas na nossa região, uma novidade... O amor de Linco por Minas Gerais foi crescendo...  Então, ele decidiu comprar um granja no Jardins do Continente, Coronel Pacheco.  Definitivamente, ele passou a ser conhecido por todos e começou a fazer muitas amizades.  A galera  (Nenem, Tilica, Braz Junior, e outros  ),  o pessoal do bairro Continente, o Anderson do bar ( chamado por ele de bar do aranha), o bar do Waldir, a galera do centro de Coronel, o pessoal de Goianá (Conde do gás, Eleuza, Samuel, Claudinha...) e tantos outros sempre  demostraram muito amor e carinho. Bem como,   tornaram amigos e admiradores do nosso querido  Henrique Figueiredo Curcino.

Eu , minha esposa (Clarisse), meus filhos (Murilo e Miguel), meu pai (Murilo), meus irmãos (César e Eder), minhas cunhadas (Ana Paula e Carolina) e todos os simpatizantes do Linco devemos acreditar que ele partiu, porém nunca abandonará  nossos corações e deixará sempre  conosco um saudade sem fim. Meu querido primo, amigo e guerreiro Linco, muito obrigado por tudo. Vá em paz, vá com os anjos !!!

Jornalista e Professor Sérgio Lopes

 

 

 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Zé Carlos, a trajetória de um vencedor

 

Não há palavras para definir este grande homem.  Zé Carlos cumpriu com maestria sua passagem por este mundo. Foi um pai de família exemplar, foi um excelente profissional.  Ele foi um verdadeiro vencedor...  Dedicou anos na Prefeitura local, e sempre prestou bons serviços...  Educou muito bem suas filhas.  Possibilitou que elas conseguissem  diplomas universitários, ambas são formadas.  Eu ,particularmente, já tive o prazer de lecionar para a Flávia.  Hoje ela e a sua irmã Flaviani são duas mulheres educadíssimas... Zé Carlos,  eu o chamava de goleirão... Ele foi um grande goleiro no futebol local.  O Tuchinha, o  Dodó e o  Coleu sabem o que estou falando.... Zé Carlos foi um homem admirado pela família Valério e pela família Dornelas. Meu amigo Emerson Dornelas sempre fala a respeito do arraiá dos Dornelas, lá  na casa do Zé Carlos.   Zé Carlos foi um ilustre guerreiro  e um homem respeitado pelas famílias de Coronel Pacheco. Zé Carlos foi  um marido excepcional. Há uma frase muito marcante, que eu uso no meu cotidiano :Por trás de um grande homem, há uma grande mulher. Minha querida amiga Marilene Dornelas é uma grande mulher e sempre foi o braço direito do Zé Carlos. Este casal maravilhoso, (Zé Carlos e Marilene), escreveu uma história de amor linda marcada por simplicidade, compreensão, lealdade, honestidade, responsabilidade, fidelidade, humildade, trabalho e fé...  Eu completei dez anos de casado e vivo muito bem com a minha esposa. Minha fonte de inspiração é o  casal ( Zé Carlos e Marilene) com mais de 35 anos de matrimônio. Vocês são exemplos de (união, respeito e bondade) para ser seguido pelos casais de nossa cidade. Zé Carlos, você foi um  ser humano sensacional . O senhor  deixou o  legado de honra, de caráter, da família abençoada e da bondade.  Zé Carlos goleirão, vá em paz !!!  Vá com os anjos !!!

Sérgio Lopes ( Professor e Jornalista)

 

sábado, 10 de abril de 2021

Os comerciantes não são os responsáveis pela Covid 19

 O setor comercial de Goianá está passando por um momento terrível, principalmente, os pequenos comerciantes... Os proprietários dos estabelecimentos comerciais têm contas e impostos para pagar. Além disso, eles têm filhos para criar e a grande maioria possui somente o comércio como única fonte de renda. As portas fechadas geram sofrimento, tristeza, desemprego e depressão... O comércio da nossa querida Goianá não é responsável pelo aumento dos casos de COVID 2019. A cidade recebe muitos visitantes e várias pessoas possuem residências no município. Há aglomerações? Há fiscalização para esse pessoal? Há barreiras sanitárias no acesso à cidade? Esperamos que Prefeito, Vice_prefeito, Vereadores, Autoridades Municipais, Comerciantes e população local fiquem unidos e tenham bom senso para tomar medidas inteligentes em relação ao combate do Coronavírus. A cordialidade e o respeito são primordiais neste momento. Gentileza gera gentileza!! Não é hora para arrogância, insensibilidade, rispidez, covardia, autoritarismo, desrespeito, crueldade, indiferença e sobretudo fanatismo político. Enfim, Deus dê discernimento para os políticos locais entenderem o que é sensato ou perigoso, verdadeiro ou falso, certo ou errado. Deus cuide de todos os comerciantes. Faça com que eles tenham paciência com os infortúnios... Mande dias melhores. Deus proteja o povo de Goianá e abençoe esta querida cidade.

Jornalista e Professor Sérgio Lopes

quarta-feira, 31 de março de 2021

Poema de Sete Faces

 Quando nasci, um anjo torto

Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida

As casas espiam os homens
Que correm atrás de mulheres
A tarde talvez fosse azul
Não houvesse tantos desejos

O bonde passa cheio de pernas
Pernas brancas pretas amarelas
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração
Porém meus olhos
Não perguntam nada

O homem atrás do bigode
É sério, simples e forte
Quase não conversa
Tem poucos, raros amigos
O homem atrás dos óculos e do bigode

Meu Deus, por que me abandonaste
Se sabias que eu não era Deus
Se sabias que eu era fraco

Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução
Mundo mundo vasto mundo
Mais vasto é meu coração

Eu não devia te dizer
Mas essa lua
Mas esse conhaque
Botam a gente comovido como o diabo

Carlos Drummond de Andrade


segunda-feira, 15 de março de 2021

Carta aberta aos Políticos e Autoridades Municipais de Coronel Pacheco

 Coronel Pacheco, 15 de março de 2021

Prezados,

Prefeito, Vice-prefeito, Vereadores, Secretários
Gostaria de parabenizá-los pela oportunidade de debater a respeito das medidas restritivas de combate ao Covid 19, na cidade de Coronel Pacheco . Somente com a democracia, o cidadão tem direito de opinar e sugerir ideias para as melhorias da comunidade. o cenário atual vivido pela população brasileira é assustador, a Covid 19 está destruindo vidas. Muitos não assumem suas responsabilidades e jogam a culpa nos políticos. Infelizmente, várias pessoas não seguiram ou seguem os protocolos de combate ao Coronavírus... A situação agravou, as determinações vindas de Belo Horizonte, do governador Romeu Zema, devem ser cumpridas. Porém são necessárias algumas medidas, dos políticos municipais, que adequam à realidade de uma pequena cidade do interior. O estado de Minas Gerais tem 853 municípios com suas particularidades e divergências. Há regiões mineiras que destacam pela riqueza e prosperidade. Em contrapartida, outras são marcadas pela probreza, míseria e desigualdade... A onda Roxa que serve com um ’’lockdown’’ espalhou por quase todo território mineiro. Ela restringe e limita a circulação de pessoas e veículos pelas ruas. Ademais, impôs regras que impedem o funcionamento do comércio. As grandes empresas e negócios, bem como, os serviços essenciais não foram afetados. Uma rede famosa e rica de supermercados, as farmácias, os açougues, as borracharias, as lojas de informática, as instituições bancárias, as padarias, os correspondentes bancários, os materiais de construção, as quitandas, dentre outros podem abrir suas portas. Eles podem vender seus produtos... Eles fornecem produtos essenciais. Eles precisam de trabalhar. Eles movimentam a economia. Eles merecem respeito dos consumidores. Entretanto os proprietários de lojas de roupa e sapato, os donos de salões de cabelereiro, manicures, lojinhas, lojas de movéis, lanchonetes, restaurantes não são serviços essenciais ? Sim, são essenciais. Estes comerciantes têm contas e impostos para pagar. Além disso, eles têm filhos para criar e muitos possuem somente esta fonte de renda... Ilustres, (Prefeito, Vice-prefeito, Vereadores e Autoridades Municipais). O cidadão pachequense pode ir à padaria comprar um pão ? Pode ir ao açougue comprar um quilo de bife ? Pode ir à farmácia comprar um xarope ? Mas ele não pode ir à loja comprar uma roupa ou sapato ? Não pode ir à lanchonete comprar um lanche ? Não pode ir à loja de móvel comprar uma televisão ? Não pode ir ao salão cortar o cabelo ou fazer a barba ? Se o cidadão pachequense estiver com o Coronavírus, ele vai transmitir o vírus para qualquer comerciante, seja de produto essencial ou não ? Apoiamos e respeitamos todos os comerciantes da cidade e esperamos o bom senso dos políticos locais. A flexibilização das restrições ao comércio pachequense é primordial. A vizinha Goianá já tomou atitude praticável para liberar o comércio, bem como, o seguimento dos protocolos de combate ao Covid 19. A cidade de São João Nepomuceno está na onda Roxa, mas o comércio e a indústria estão funcionando normalmente, com as medidas protocolares... Esperamos que as autoridades locais flexibilizem o comércio de Coronel Pacheco e entendam que a nossa realidade é totalmente diferente de Belo Horizonte, Contagem, Juiz de Fora, Uberlândia, Varginha, Betim... Enfim, a cidade de Coronel Pacheco não tem um grande mercado consumidor. Há cidadãos que possuem renda fixa e podem enfrentar com mais ‘tranquilidade’ a Covid 19. Já outra parte da população não tem ganho suficiente. Deus os abençoe. Deus proteja o povo pachequense.
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)