segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Os comentários depreciativos desonram jornalistas e outros profissionais?

     Nos dias atuais, todos podem falar o que pensam. As opiniões diferenciadas são essenciais para aprimorar o conhecimento e a qualidade do debate. Nos anos de 2018 e 2019, acompanhamos pela internet (blogs, revistas, jornais). Alguns jornalistas e profissionais de outras áreas que produziram e produzem (matérias, textos e artigos) para Jornal e Revista, eles foram ou são incompreendidos por parte do público. Os veículos de comunicação reservam espaço para o leitor fazer comentários, a respeito dos conteúdos produzidos. Além disso, deixa explícito que os comentários não representam a opinião do jornal ou da revista; a responsabilidade é dos autores das mensagens. 
     As empresas jornalísticas e especificamente o “Tribuna de Minas” enfatizam que reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Muitos leitores fazem comentários anônimos, identificam seus nomes com siglas, camisas de times de futebol e partidos políticos.  Não sabem expor suas opiniões... Infelizmente, são deselegantes e partem para ataques pessoais. Quando não concordam com (matérias, textos e artigos) publicados, alguns destilam ódio, intolerância, violência verbal, ameaça de morte, racismo, preconceito, rancor. 
         Eis alguns comentários de leitores retirados de jornais e revistas: “Quanta bobagem! O titulo é oportunista e mentiroso. A 1ª frase é simplesmente ridícula. Qual o objetivo do artigo? O missivista vai se candidatar?” “Parece redação de crianças do ensino fundamental kķkkkkk”. “Logo abaixo da "manchete" consta os créditos para dois -huáhuáhuáhuáhuáhuahuáhuáhuáhuá -, "REPORTERES", ou seja, Marcos Araujo e Vivia Lima. PQP, TM tu estás de brincadeira, parece redação de guri da quinta série, ou talvez, nem isso!!!”  “Nordestino é uma desgraça cambada de demônio”. O nível da argumentação extrapolou a esfera da moral, em qualquer debate público. A falta de educação e falta  de respeito tomaram o lugar do debate honesto. Enfim, resta fazer a nossa parte e procurar estabelecer a cada dia nossa conduta para não cairmos nessa abominação que vem se espalhando no mundo virtual, a intolerância.
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

sábado, 31 de agosto de 2019

Nada mudou nos 519 anos do Brasil


          O Brasil foi colonizado por Portugal, as nossas riquezas foram levadas para a Europa, parte significativa da população brasileira vivia em condições precárias.  Não havia moradias adequadas, não havia saneamento básico, sistema de saúde e educação eram insuficientes... Com o processo de independência do país, tanto D. Pedro I quanto D. Pedro II, no chamado período imperial, não conseguiram melhorias para maior parte das pessoas. A Proclamação da República possibilitou desenvolvimento na vida dos brasileiros? As oligarquias revezaram no poder, administravam o Brasil com objetivo de atender os próprios interesses... Getúlio Vargas passou a comandar o país, devido a Revolução de 1930, e ficou até 1945. Vargas implantou a política de direitos sociais e trabalhistas. 
          No período (1946 até 1964) conhecido como Redemocratização, os presidentes eleitos buscaram apoio popular com medidas demagógicas. Contudo, não cumpriram as promessas para melhorar as condições de trabalho, saúde, educação, transporte. No período de (1964 até 1985), os militares conduziram a nação. Entre 1967 e 1973, os chamados anos do “milagre econômico”, o Brasil teve expansão do consumo interno, crescimento no setor industrial, abertura de novos postos no mercado formal de trabalho. Entretanto, o mesmo tempo que elevava as vagas de empregos, o valor médio do salário mínimo reduzia. No período de 15 de março de 1985 até 15 de março de 1990, o governo de José Sarney foi marcado pelo alto índice de inflação e planos econômicos frustrados. 
          Já no período de março de 1990 até os dias atuais, os presidentes eleitos democraticamente tentaram medidas para resolver os problemas enfrentados pela maioria da população. Porém, nada mudou nos 519 anos do Brasil. Parte significativa da população reclama da “qualidade do atendimento” e das “filas intermináveis” nos hospitais e postos de saúde, há milhões de brasileiros desempregados, alto índice de violência e criminalidade, habitações precárias, poluição, falta de saneamento básico, desigualdade social... Por fim, pode ter ocorrido progresso nos últimos anos, nas áreas sociais. Mas Infelizmente, ainda existem muitos problemas que afetam a vida das classes menos favorecidas social e economicamente.
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

O mundo está complicado

       O caráter é considerado traço marcante da personalidade do homem. O comportamento social, religião, o ponto de vista da moral, determinação, disciplina, empatia, estabilidade, generosidade, sabedoria, respeito, autoconfiança, contentamento, coragem, desapego, sinceridade, responsabilidade, otimismo podem ser considerados virtudes essenciais na formação do caráter humano. Ouvimos frequentemente as seguintes expressões: “Educação vem do berço” e “Fulano não tem berço”.  A primeira é acessível a qualquer família, independente da condição socioeconômica.  Dentro de um lar, os pais e responsáveis pelas crianças de (zero a nove anos) iniciam o processo de educação, respeito, ética, princípios. São responsáveis por moldar o caráter dos filhos.  
           Muitos aprendem os valores passados pelos pais e tornam-se homens honrados e de boa índole... “Fulano não tem berço” é referente às pessoas que são consideradas mal-educada, ríspida, malcriada, boçal, descortês. Representa também os indivíduos que apresentam valores pouco louváveis, criam problemas, provocam constrangimento. Os que não tiveram a sorte de ser bem orientados na infância ou mal influenciados na adolescência e juventude. Certamente, trilharão por caminho obscuro...  Milhões de brasileiros não têm caráter. Eles provocam prejuízos a terceiros e ferem os sentimentos dos outros através de manipulações e mentiras.  Não assumir as próprias responsabilidades, falta de palavra, tratamento diferenciado, dívidas, traição são exemplos clássicos de mau-caratismo.  O mau- caráter é arrogante, vaidoso, mentiroso, ambicioso, covarde. 
            Além disso, não tem o mínimo de compaixão com a dor do outro. Não assumem os próprios erros, não tem coragem de identificar seus atos desleais e preferem ficar sempre anônimo. As Instituições de Ensino (escolas municipais e estaduais), Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, Prefeituras Municipais (servidores efetivos e contratados que lambem as botas dos prefeitos), Hospitais têm algumas pessoas sem caráter. Enfim, o mundo está complicado devido à ação dos que têm índole duvidosa.
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

segunda-feira, 29 de julho de 2019

E lá se foi o músico João Gilberto!

          No dia 06 de julho de 2019, o Brasil perdeu o músico João Gilberto. Cantor talentoso que produziu canções relevantes e foi um dos fundadores da Bossa Nova. Segundo o site www.letras.com.br/biografia, João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira nasceu no dia 10 de junho de 1931, na cidade de Juazeiro na Bahia. Aos 18 anos decide se mudar para Salvador, com intenção de ser cantor de rádio e crooner. Em seguida, foi para o Rio de Janeiro, em 1950, e teve algum sucesso cantando no grupo Garotos da Lua. Ainda de acordo com o portal, João Gilberto passou por muitas dificuldades, mas tinha a ideia obsessiva de criar nova forma de expressar-se com o violão.

          Conforme o www.letras.com.br/biografia, a sorte de João começou a mudar. Ele conheceu o pianista e compositor Tom Jobim.  A influência da música norte-americana da época (principalmente o jazz) e o grupo de estudantes universitários músicos de classe média possibilitaram o lançamento, no final da década de 1950, do movimento que ficou conhecido por Bossa Nova.  No livro “Breve História da Bossa Nova” do autor Guca Domenico, é relatado que a Bossa Nova, nascida em 1958, é associada a uma imagem otimista do Brasil, no período que foi conhecido como Anos Dourados. Além disso, Guga destaca que o ritmo musical é um divisor de águas da música popular brasileira.

          As figuras de João Gilberto, Tom Jobim, Nara Leão, Vinicius de Morais, Ronaldo Bôscoli, Carlos Lyra, entre outros são os principais expoentes da bossa. Segundo o diversao.r7.com/pop/musica, foi com o lançamento do compacto que continha a música Chega de Saudades que João Gilberto começou uma grande revolução na música popular brasileira. Com seu banquinho e violão, João levou a música popular brasileira para o mundo, principalmente para os Estados Unidos, Europa e Japão. João Gilberto fez canções inesquecíveis, tocou violão com muita perfeição, fez parceria com nomes conhecidos da música, apresentações em casas renomadas. Além disso, viveu amores, conflitos, isolamento social e tocou o coração de muitos com seu talento musical. Enfim, aos 88 anos de idade, João Gilberto faleceu no Leblon, Rio de Janeiro, no dia 6 de julho de 2019.

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)







            

sexta-feira, 26 de julho de 2019

A falsidade é uma doença na sociedade brasileira


          Conforme a linguagem coloquial, o dicionário é conhecido como “o pai dos burros”.  Já de acordo com a norma culta, Aurélio Buarque de Holanda tornou referência de dicionário da língua portuguesa. Em ambos, a palavra falsidade apresenta os seguintes significados: qualidade de falso; alteração propositada da verdade; mentira, calúnia; disposição para enganar; perfídia; falsificação; fraude. Os pensadores mundiais também deixaram suas impressões a respeito da falsidade. O principal nome da literatura espanhola Miguel de Cervantes, autor da obra “Dom Quixote” proferiu a seguinte frase: “a verdade alivia mais do que magoa. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água”. O dramaturgo, poeta, ator e maior escritor da língua inglesa William Shakespeare disse o seguinte: “as palavras estão cheias de falsidade ou de arte; o olhar é a linguagem do coração”.

           O Teórico político, escritor, compositor autodidata genebrino e um dos maiores pensadores do iluminismo Jean-Jacques Rousseau afirmou: “sempre notei que as pessoas falsas são sóbrias, e a grande moderação à mesa geralmente anuncia costumes dissimulados e almas duplas”.  Em hindu, o vocábulo ‘Buda’ significa “Iluminado”, o nome foi dado a Siddhartha Gautama, líder religioso que viveu na Índia, ele fez a seguinte declaração: “um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma”. O compositor, cantor, guitarrista e responsável por tornar o reggae ritmo musical reconhecido internacionalmente, Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley declarou: “ideal seria que todas as pessoas soubessem amar, o tanto que sabem fingir”.

           Albert Einstein é considerado o gênio do século XX, profetizou que “gostaria de uma sociedade mais justa, menos corrupta, com menos hipocrisia, mais digna, com mais amor ao próximo, menos preconceito, menos rancor e principalmente mais paz na alma”. Uma parte considerável da sociedade atual é falsa ou hipócrita. Seja na família, no trabalho, na escola, na rua, no supermercado, na capital, no interior... Sempre deparamos com pessoas educadas e gentis que adoram dar tapinhas nas costas e três beijinhos. Fingem que são amigas, mas na realidade são falsas... Criticam as pessoas que são mais evoluídas, são excessivamente prestativos, só ajudam se houver benefícios, amam fofocas... Por fim, como lidar com a hipocrisia de homens e mulheres? Há possibilidade de pressentir a apunhalada pelas costas? 
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

terça-feira, 23 de julho de 2019

O que há de errado com o futebol brasileiro?

          O futebol brasileiro mexe com a paixão de milhões de torcedores e movimenta valores financeiros astronômicos na economia da nação. Muitos clubes tradicionais do mercado futebolístico do país tiveram ou ainda têm dirigentes inescrupulosos que já foram denunciados ou poderão sofrer denúncias por enriquecimento a custa dos times. Além disso, políticos também estão vinculados aos clubes. Sendo que, alguns usam de suas influências para ajudar o time do coração. Construção de estádio com dinheiro público, beneficiar mando de campo nos jogos, indicação de patrocinadores dentre outros são atitudes condenáveis que já foram praticadas ou ainda podem ser concretizadas por figuras do cenário político nacional. Outro personagem marcante no futebol é o empresário, agente ou procurador.

            Ele é responsável pela gestão da carreira profissional do jogador de futebol. Fazem as negociações dos jogadores com os clubes, negociam com os patrocinadores, prestam assessoria de imprensa e jurídica. Contudo, os empresários sofrem críticas de muitos e são acusados de “esquemas”, “propinas”, favorecimento aos filhinhos de papai para ingressar nas equipes tradicionais. O comando do futebol brasileiro está nas mãos da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). As vinte e sete federações estaduais de futebol responsáveis pelos campeonatos estaduais são subordinadas e subservientes a CBF. Há quatro anos, o faturamento foi surreal. Segundo o site https://epoca.globo.com, as 27 federações estaduais em 2015, arrecadaram R$ 144,8 milhões. 

            Os responsáveis foram os cartolas que não chutam uma bola, não pagam salários de atletas, nem constroem e mantém estádios, mas detêm o monopólio sobre o futebol. Não existe partida oficial sem o aval de federações e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).  Os anos passaram e os lucros são espantosos. De acordo com https://blogs.oglobo.globo.com, a CBF fechou o seu balanço de 2018, registrou faturamento de R$ 668 milhões (ante R$ 590 milhões no ano anterior) e  lucro de R$ 52 milhões, R$ 1 milhão a mais do que em 2017.  A Rede Globo detém o monopólio de transmissão dos jogos do futebol nacional. A emissora toma medidas autoritárias. Dificultam a justa concorrência, determinam horários ridículos às partidas, usam de modo exclusivo as transmissões e imagens, diminuem as organizações responsáveis por comandar o futebol. Por fim, a CBF e a Rede Globo promovem uma perfídia ao futebol, ao torcedor e ao telespectador. Além de desprezar e desvitalizar preceitos flexíveis relevantes na sociedade civil.

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)


sexta-feira, 28 de junho de 2019

A sociedade não é dos sonhos

          A frase “Toda a unanimidade é burra” é muita conhecida. Ela foi dita pelo Jornalista Nelson Rodrigues, e possibilita refletir a respeito da generalização.  A atual sociedade  apresenta características marcantes, não associadas a sua totalidade. Muitos homens são hipócritas, pregam a moralidade e os bons costumes. Porém, cometem os mesmos erros que criticam sempre. Eles desaprovam a exploração do trabalho, a baixa remuneração dos trabalhadores brasileiros, a corrupção do meio político, a incompetência do funcionalismo público, a burocracia e tecnocracia dos setores particulares e públicos, a exploração da fé alheia, o fanatismo religioso, o enriquecimento dos líderes religiosos, as falcatruas e acordos espúrios. Além disso, muitos querem levar vantagens e passam por cima de qualquer um para atingir objetivos.

          O carro do ano, o apartamento na praia, o sítio confortável, os melhores destinos para curtir as férias, restaurantes sofisticados, festas da alta sociedade, relacionamentos com mulheres lindas e homens poderosos são sonhos de consumo de indivíduos. Alguém consegue?  No mundo do politicamente correto, não podemos desrespeitar os direitos das pessoas... Todavia, alguns grupos conseguem viver o glamour do capitalismo moderno e atingir as metas ambiciosas. Nos lugares simples e principalmente nos lugares badalados, sempre há os que despertam a atenção. As mulheres bonitas e bem vestidas, o político e seu clã, o empresário, o endinheirado, o jogador de futebol, o artista da tevê mantém o status quo.  Já outra parte significativa da sociedade brasileira está em conflito, em relação à postura política. Sendo que uma metade defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
          Milhões de pessoas alegam que saíram da pobreza com o governo petista, devido ao benefício do “Bolsa Família”. Dizem que conseguiram a casa própria com o "Projeto Minha Casa Minha Vida" e que muitos jovens carentes entraram nas universidades, graças ao PROUNI. Desde o funcionário da limpeza até o profissional altamente qualificado, com pós-doutorado, a frase mais famosa dita por eles é: “Lula Livre”. Outra metade apoia o presidente Jair Messias Bolsonaro. Os bolsonaristas pregam a liberação do porte de arma, criminalização do aborto e militarização do Governo e escolas. O partido de Lula ficou dezesseis anos no poder. A cúpula petista está atrás das grades e o Lula está enjaulado em Curitiba. Bolsonaro não promoveu mudanças no país, e o Ministro da Justiça Sérgio Moro teve a credibilidade abalada. Enfim, a sociedade não é dos sonhos.

Sérgio Lopes, Jornalista e professor