segunda-feira, 12 de abril de 2021

Zé Carlos, a trajetória de um vencedor

 

Não há palavras para definir este grande homem.  Zé Carlos cumpriu com maestria sua passagem por este mundo. Foi um pai de família exemplar, foi um excelente profissional.  Ele foi um verdadeiro vencedor...  Dedicou anos na Prefeitura local, e sempre prestou bons serviços...  Educou muito bem suas filhas.  Possibilitou que elas conseguissem  diplomas universitários, ambas são formadas.  Eu ,particularmente, já tive o prazer de lecionar para a Flávia.  Hoje ela e a sua irmã Flaviani são duas mulheres educadíssimas... Zé Carlos,  eu o chamava de goleirão... Ele foi um grande goleiro no futebol local.  O Tuchinha, o  Dodó e o  Coleu sabem o que estou falando.... Zé Carlos foi um homem admirado pela família Valério e pela família Dornelas. Meu amigo Emerson Dornelas sempre fala a respeito do arraiá dos Dornelas, lá  na casa do Zé Carlos.   Zé Carlos foi um ilustre guerreiro  e um homem respeitado pelas famílias de Coronel Pacheco. Zé Carlos foi  um marido excepcional. Há uma frase muito marcante, que eu uso no meu cotidiano :Por trás de um grande homem, há uma grande mulher. Minha querida amiga Marilene Dornelas é uma grande mulher e sempre foi o braço direito do Zé Carlos. Este casal maravilhoso, (Zé Carlos e Marilene), escreveu uma história de amor linda marcada por simplicidade, compreensão, lealdade, honestidade, responsabilidade, fidelidade, humildade, trabalho e fé...  Eu completei dez anos de casado e vivo muito bem com a minha esposa. Minha fonte de inspiração é o  casal ( Zé Carlos e Marilene) com mais de 35 anos de matrimônio. Vocês são exemplos de (união, respeito e bondade) para ser seguido pelos casais de nossa cidade. Zé Carlos, você foi um  ser humano sensacional . O senhor  deixou o  legado de honra, de caráter, da família abençoada e da bondade.  Zé Carlos goleirão, vá em paz !!!  Vá com os anjos !!!

Sérgio Lopes ( Professor e Jornalista)

 

sábado, 10 de abril de 2021

Os comerciantes não são os responsáveis pela Covid 19

 O setor comercial de Goianá está passando por um momento terrível, principalmente, os pequenos comerciantes... Os proprietários dos estabelecimentos comerciais têm contas e impostos para pagar. Além disso, eles têm filhos para criar e a grande maioria possui somente o comércio como única fonte de renda. As portas fechadas geram sofrimento, tristeza, desemprego e depressão... O comércio da nossa querida Goianá não é responsável pelo aumento dos casos de COVID 2019. A cidade recebe muitos visitantes e várias pessoas possuem residências no município. Há aglomerações? Há fiscalização para esse pessoal? Há barreiras sanitárias no acesso à cidade? Esperamos que Prefeito, Vice_prefeito, Vereadores, Autoridades Municipais, Comerciantes e população local fiquem unidos e tenham bom senso para tomar medidas inteligentes em relação ao combate do Coronavírus. A cordialidade e o respeito são primordiais neste momento. Gentileza gera gentileza!! Não é hora para arrogância, insensibilidade, rispidez, covardia, autoritarismo, desrespeito, crueldade, indiferença e sobretudo fanatismo político. Enfim, Deus dê discernimento para os políticos locais entenderem o que é sensato ou perigoso, verdadeiro ou falso, certo ou errado. Deus cuide de todos os comerciantes. Faça com que eles tenham paciência com os infortúnios... Mande dias melhores. Deus proteja o povo de Goianá e abençoe esta querida cidade.

Jornalista e Professor Sérgio Lopes

quarta-feira, 31 de março de 2021

Poema de Sete Faces

 Quando nasci, um anjo torto

Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida

As casas espiam os homens
Que correm atrás de mulheres
A tarde talvez fosse azul
Não houvesse tantos desejos

O bonde passa cheio de pernas
Pernas brancas pretas amarelas
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração
Porém meus olhos
Não perguntam nada

O homem atrás do bigode
É sério, simples e forte
Quase não conversa
Tem poucos, raros amigos
O homem atrás dos óculos e do bigode

Meu Deus, por que me abandonaste
Se sabias que eu não era Deus
Se sabias que eu era fraco

Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução
Mundo mundo vasto mundo
Mais vasto é meu coração

Eu não devia te dizer
Mas essa lua
Mas esse conhaque
Botam a gente comovido como o diabo

Carlos Drummond de Andrade


segunda-feira, 15 de março de 2021

Carta aberta aos Políticos e Autoridades Municipais de Coronel Pacheco

 Coronel Pacheco, 15 de março de 2021

Prezados,

Prefeito, Vice-prefeito, Vereadores, Secretários
Gostaria de parabenizá-los pela oportunidade de debater a respeito das medidas restritivas de combate ao Covid 19, na cidade de Coronel Pacheco . Somente com a democracia, o cidadão tem direito de opinar e sugerir ideias para as melhorias da comunidade. o cenário atual vivido pela população brasileira é assustador, a Covid 19 está destruindo vidas. Muitos não assumem suas responsabilidades e jogam a culpa nos políticos. Infelizmente, várias pessoas não seguiram ou seguem os protocolos de combate ao Coronavírus... A situação agravou, as determinações vindas de Belo Horizonte, do governador Romeu Zema, devem ser cumpridas. Porém são necessárias algumas medidas, dos políticos municipais, que adequam à realidade de uma pequena cidade do interior. O estado de Minas Gerais tem 853 municípios com suas particularidades e divergências. Há regiões mineiras que destacam pela riqueza e prosperidade. Em contrapartida, outras são marcadas pela probreza, míseria e desigualdade... A onda Roxa que serve com um ’’lockdown’’ espalhou por quase todo território mineiro. Ela restringe e limita a circulação de pessoas e veículos pelas ruas. Ademais, impôs regras que impedem o funcionamento do comércio. As grandes empresas e negócios, bem como, os serviços essenciais não foram afetados. Uma rede famosa e rica de supermercados, as farmácias, os açougues, as borracharias, as lojas de informática, as instituições bancárias, as padarias, os correspondentes bancários, os materiais de construção, as quitandas, dentre outros podem abrir suas portas. Eles podem vender seus produtos... Eles fornecem produtos essenciais. Eles precisam de trabalhar. Eles movimentam a economia. Eles merecem respeito dos consumidores. Entretanto os proprietários de lojas de roupa e sapato, os donos de salões de cabelereiro, manicures, lojinhas, lojas de movéis, lanchonetes, restaurantes não são serviços essenciais ? Sim, são essenciais. Estes comerciantes têm contas e impostos para pagar. Além disso, eles têm filhos para criar e muitos possuem somente esta fonte de renda... Ilustres, (Prefeito, Vice-prefeito, Vereadores e Autoridades Municipais). O cidadão pachequense pode ir à padaria comprar um pão ? Pode ir ao açougue comprar um quilo de bife ? Pode ir à farmácia comprar um xarope ? Mas ele não pode ir à loja comprar uma roupa ou sapato ? Não pode ir à lanchonete comprar um lanche ? Não pode ir à loja de móvel comprar uma televisão ? Não pode ir ao salão cortar o cabelo ou fazer a barba ? Se o cidadão pachequense estiver com o Coronavírus, ele vai transmitir o vírus para qualquer comerciante, seja de produto essencial ou não ? Apoiamos e respeitamos todos os comerciantes da cidade e esperamos o bom senso dos políticos locais. A flexibilização das restrições ao comércio pachequense é primordial. A vizinha Goianá já tomou atitude praticável para liberar o comércio, bem como, o seguimento dos protocolos de combate ao Covid 19. A cidade de São João Nepomuceno está na onda Roxa, mas o comércio e a indústria estão funcionando normalmente, com as medidas protocolares... Esperamos que as autoridades locais flexibilizem o comércio de Coronel Pacheco e entendam que a nossa realidade é totalmente diferente de Belo Horizonte, Contagem, Juiz de Fora, Uberlândia, Varginha, Betim... Enfim, a cidade de Coronel Pacheco não tem um grande mercado consumidor. Há cidadãos que possuem renda fixa e podem enfrentar com mais ‘tranquilidade’ a Covid 19. Já outra parte da população não tem ganho suficiente. Deus os abençoe. Deus proteja o povo pachequense.
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Siga o primeiro conselho do Mestre

 

Certo dia, o mestre recebeu a visita de um homem, uma pessoa deprimida. Tão logo chegou, foi convidado pelo sábio para sentar e tomar um chá. “Mestre, ando revoltado. Lembro-me o tempo todo do mal que já me fizeram e isso acaba comigo. Sinto-me triste e furioso…” Sem piscar, o mestre respondeu: “Perdoe e esqueça.” O homem não acreditou no que ouviu. “Senhor, eu não sou feito de pedra. Como pode dar um conselho assim para alguém como eu, que já sofreu tanto? Estou muito magoado e ferido para simplesmente perdoar e esquecer.” Foi quando o mestre concluiu: “Então eu vou te dar outra opção: não perdoe e não esqueça. Tenha sempre na memória cada detalhe do que te fez sofrer no passado. Sonhe com isso até não conseguir mais dormir, até ter que tomar remédios. Chore e tenha muita pena de si mesmo. Perca peso e fique com uma aparência pálida e abatida, faça com que todos os seus amigos se preocupem com você. Pare de falar sobre momentos felizes e interrompa as pessoas para reforçar o quanto você é triste e injustiçado. Aproveite e deixe que isso se agrave para uma ansiedade, gastrite ou enxaqueca, assim você sempre se lembrará do mal que lhe fizeram. Se você acha que este é o melhor caminho a seguir, vá em frente. Boa sorte.”

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Narrativa de uma Lenda Hindu

 “Deus tomou a redondeza da lua e a ondulação da serpente; o entrelaçamento da trepadeira e o tremer da erva; a esbelteza do caniço e a frescura da rosa; a ligeireza da folha e o aveludado do pêssego; o olhar lânguido da corça e a inconstância da brisa; o pranto da nuvem e a alegria do sol; a timidez da lebre e a vaidade do pavão; a doçura da penugem que guarnece a garganta dos pássaros e a dureza do diamante; o sabor doce do mel e a crueldade do tigre; o gelo da neve e o calor do fogo; o cacarejar do galo e o arrulho da rola. Misturou tudo isso e fez a mulher. Ela era graciosa e sedutora. E, achando-a mais bela que a íbis e a gazela, Deus, orgulhoso de sua obra, admirou-a e deu-a de presente ao homem. Oito dias depois, o homem, bastante confuso, procurou Deus e lhe disse: “Senhor, a criatura que me ofereceste envenena a minha existência; tagarela sem cessar, lamenta-se a propósito de tudo, chora e ri ao mesmo tempo, é inquieta, exigente e melindrosa; está sempre me importunando e não me deixa um instante de sossego. Suplico-te, Senhor, chama-a de volta para ti, pois não posso viver com ela”. E Deus, paternalmente, retomou a mulher. Mas, passados oito dias, o homem voltou a procurar a Deus: “Senhor, minha vida é uma solidão, desde que te restituí aquela criatura. Ela cantava e dançava na minha frente. Que suave expressão tinha ela quando me olhava de lado, sem voltar a cabeça. Ela brincava comigo! E não há fruto mais delicioso, de nenhuma árvore, que se compare às suas carícias! Imploro que me devolvas. Não posso viver sem ela!” E Deus devolveu-lhe a mulher. Passaram-se mais oito dias e Deus franziu o cenho, vendo surgir o homem que empurrava a mulher dizendo: “Senhor, não sei como isso acontece, mas a verdade é que esta mulher me dá mais aborrecimento do que prazer. Fica com ela, que eu não a quero mais!” A tais palavras, o Senhor lhe disse: “Homem, regressa à tua casa com tua companheira e aprende a suportá-la. Se eu a aceitasse de volta, daqui a oito dias tu virias de novo importunar-me para reavê-la. Vai e leva-a contigo.” E o homem se retirou murmurando: “Como eu sou infeliz! Duplamente infeliz, porque não posso viver com ela e não posso viver sem ela!”

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Vou-me Embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

 

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

 

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

 

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção


Tem telefone automático

Tem alcaloide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

 

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira