quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

De melhor time do mundo a humilhação da série B

 



O Santos Futebol Clube encantou todos os torcedores do mundo, na década de 1960. O estilo de jogo ofensivo e habilidoso, as goleadas nos adversários, a exibição em várias partes do planeta, o inacreditável (conseguir parar guerra), as conquistas e o rei do futebol (Pelé) são características marcantes do Esquadrão Imortal. Edson Arantes do Nascimento (Pelé), o maior jogador de futebol de todos os tempos, e demais craques santistas conquistaram 23 títulos. 


Segundo https://medium.com/@365Esportes/, a equipe do Santos da década de 1960, comandada por Pelé. Em apenas uma década ganhou 23 títulos, sendo 2 Mundiais Interclubes (1962 e 1963), 2 Libertadores da América (1962 e 1963), 1 Supercopa Sul-Americana (1968), 1 Recopa Mundial (1968), 5 Taças Brasil, atualmente reconhecidas como Campeonatos Brasileiros (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), 1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa, também reconhecido como Campeonato Brasileiro (1968), 3 Torneios Rio-São Paulo (1963, 1964 e 1966) e 8 Campeonatos Paulistas (1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969).




Ainda de acordo com o https://medium.com/@365Esportes/, a equipe base ao longo da década de 60 foi: Gilmar; Lima (Carlos Alberto Torres), Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Dorval; Mengálvio (Clodoaldo), Coutinho (Toninho Guerreiro), Pelé e Pepe (Edu). Técnicos: Lula e Antoninho. Esse esquadrão simplesmente estraçalhou as defesas adversárias, marcando muitos gols todos os jogos, fazendo história em estádios históricos, como a Vila Belmiro, o Maracanã, o Pacaembu, e até o San Siro e o Estádio da Luz. Até uma guerra esse time conseguiu parar, quando foi excursionar pela África. Equipes do mundo inteiro tentavam desafiar o Santos constantemente, inclusive as equipes mais poderosas da Europa, sendo o Santos muitas vezes vitorioso desses confrontos.


Entretanto, após o auge da década de 1960, o time paulista viveu sem conquistas relevantes... Em 2002, (Léo, Elano, Alex, Diego e Robinho) ganharam o campeonato brasileiro, após vitórias por 2 X 0 e 3 X 2 sobre o Corinthians. Em 2004, o Santos conquistou o campeonato brasileiro de pontos corridos. No ano de 2010, liderados por (Neymar, Ganso, Robinho), a equipe praiana conquistou a inédita Copa do Brasil.  O primeiro jogo derrotou o Vitória da Bahia por 2 x 0 e perdeu o segundo por 2 x 1.  Em 2011, conquistou a Copa Libertadores da América. Em Montevidéu, ocorreu empate sem gols com o Peñarol. Em São Paulo, o peixe venceu por 2 X 0.



No dia 29 de dezembro de 2022, o maior ídolo da história, Pelé, morreu aos 82 anos...  No campeonato de 2023, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) batizou como Brasileirão Rei, em homenagem a Pelé. Nos últimos anos, para aumentar ainda mais a agonia santista, o time elevou suas dívidas, montou elencos fracos, fez trocas intensas de treinadores, contou com gestões ruins e sentiu muito a morte do Rei Pelé. O golpe de misericórdia foi concretizado no dia 06/12/2023, o Santos perdeu para o Fortaleza, por 2 x 1, o time foi rebaixado para segunda divisão do futebol brasileiro.



Segundo o Jornalista Cosme Rimoli, do portal https://esportes.r7.com/prisma/cosme-rimoli, “o lance consolidava um namoro de três anos, da péssima administração de Andrés Rueda. Com certeza, um dos piores presidentes da história do Santos. Só aumentou as dívidas. Não conquistou um título sequer. E trouxe a agonia de o clube passar de eterno candidato a conquistas a ter a humilde ambição de não ser rebaixado. Desde que Rueda assumiu estes foram os treinadores. Ariel Holan (12 jogos), Fernando Diniz (31 jogos), Fábio Carille (27 jogos), Fabián Bustos (30 jogos), Lisca (8 jogos), Odair Hellmann (34 jogos), Paulo Turra (7 jogos) e Diego Aguirre (5 jogos). Marcelo Fernandes comandou o time 15 partidas, até a derrota vexatória de ontem”.  As conquistas épicas, os craques inesquecíveis, os dribles desconcertantes, os grandes jogos nunca serão apagados da memória do torcedor. Portanto, a humilhante queda de divisão do Santos mancha a grandeza do clube e seu vínculo eterno com o Rei Pelé.

Sérgio Lopes Jornalista

 

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