quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Albert Einstein sempre teve razão

 

Entre 1879 e 1955, Albert Einstein marcou a história como um dos maiores cientistas de todos os tempos. Físico e matemático, tornou-se referência mundial ao revolucionar a ciência com contribuições decisivas para a Física Moderna, especialmente a Teoria da Relatividade e a célebre equação E=mc², que redefiniu a compreensão sobre energia e matéria. Em 1921, recebeu o Prêmio Nobel de Física por suas pesquisas sobre o efeito fotoelétrico, consideradas relevantes para o avanço da física quântica. Embora a Teoria da Relatividade tenha ampliado sua notoriedade internacional, a premiação concedida pela Academia Sueca referiu-se oficialmente aos seus estudos sobre a interação entre luz e matéria. Para além de suas descobertas, o cientista teórico também se manifestou publicamente em favor da paz. Foi um dos signatários do Manifesto Russell-Einstein, documento que advertia sobre os riscos das armas nucleares e instava a comunidade internacional a assumir responsabilidade científica e política... O formulador da Teoria da Relatividade também propôs análises que transcendem a física e evidenciam fragilidades no comportamento humano, questionando a ciência dissociada da consciência, o conhecimento desvinculado da ética e o progresso alheio à responsabilidade social. Entre as diversas citações a ele atribuídas, sobressai a que sintetiza seu pensamento acerca da condição humana: “Chegará um dia em que a tecnologia ultrapassará a interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas”. O Mestre já alertava, muita conexão, nenhum laço, telas cheias, humanidade vazia. Não condena a tecnologia em si, mas o uso irresponsável que dela se faz. Sem ética e maturidade emocional, o progresso técnico produz equipamentos cada vez mais sofisticados, e indivíduos gradualmente substituíveis. No fim, Albert Einstein sempre teve razão, as ferramentas tecnológicas evoluem com atualização automática; o homem insiste na versão beta da própria ignorância. O erro? Claro, não é do código, é do “usuário avançado”.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

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