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terça-feira, 28 de julho de 2020

Como a língua inglesa obteve tanto prestígio?

A Inglaterra, no século XVIII, foi pioneira no processo de Revolução Industrial. O episódio consolidou o modo de produção capitalista...  A nação inglesa também sediou o Império Britânico e colonizou territórios da (América do Norte, América Central, Ásia, Oceania, África). A força do “British Empire” desempenhou e ainda desempenha predomínio cultural no mundo. Já os Estados Unidos da América ocupam o primeiro lugar entre as potências mundiais, exercem vasta influência cultural no cenário capitalista da atualidade. Os “United States of America” são responsáveis pelo controle financeiro, tecnológico e científico do capitalismo internacional. Outras nações consideradas desenvolvidas como: Irlanda, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Canadá possuem o inglês como língua oficial. Diante desta possível realidade de poder e domínio cultural, o restante do mundo sofre influência do inglês britânico ou americano. No Brasil, a “English Language” está presente no cotidiano das pessoas. Algumas palavras como: (“fast food”, “download”, “hair”, “delete”, “fashion”, “off”, “online”, “login”, “fitness”, “checking”, “fake”, “smartphone”, “Spoiler”, “news”, “lockdown”) dentre outras são encontradas nas ruas,  nos meios de comunicação, nas instituições de ensino, nas indústrias, nos comércios , nos aeroportos...  No século XXI, o inglês é considerado a língua universal da globalização com o planeta. É o idioma das transações comerciais, dos estudos, do turismo, da internet, da comunicação, da aviação, dos eventos esportivos internacionais...

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dona Rede Globo, a senhora é culpada ou inocente II?



 
Imagem pública da internet retirada do site www.ibamendes.com
        Na fase final do regime militar, entre 1983 e 1984, o movimento das “Diretas Já” teve participação popular e ganhou as ruas das principais cidades brasileiras. Os manifestantes exigiam eleições diretas para Presidência da República.  Uma parte da sociedade brasileira – na época e ainda hoje - acusa a tevê Globo de omitir em seus telejornais a importância da campanha favorável a eleições para presidente. A suposta falta de comprometimento no caso das Diretas, gerou polêmicas e discussões na época do acontecimento e ainda é um tema polêmico da atualidade. A hegemonia da emissora carioca sobre as outras redes de tevê ainda é uma realidade nos dias atuais, porém nas décadas de 80 e 90 do século passado, era ainda mais forte.
 
Imagem pública da internet
        Na campanha das “Diretas Já” entre março de 1983 e abril de 1984, o papel da Rede Globo no início do episódio foi procurar projetar o movimento de maneira inferior à magnitude que se constatava, diminuindo ou silenciando a importância da campanha. Enquanto os outros veículos de comunicação mostraram com ênfase a importância da realização do ato político de oposição ao regime vigente. A tevê de Roberto Marinho acompanhou de forma discreta todo o processo de tramitação da emenda Dante de Oliveira no Congresso Nacional, noticiou os debates, encontros e entrevistas. No ano de 1984, ocorreu o crescimento da campanha. Já em janeiro daquele ano, aconteceu um comício de lançamento nacional do movimento das “Diretas Já” em Curitiba e a emissora inicialmente manteve a mesma postura do ano anterior com coberturas sem maiores repercussões, o evento na capital paranaense foi noticiado apenas no telejornal local. 

Imagem pública da internet (Praça da Sé - São Paulo - 25/01/1984)

        Nos comícios seguintes, a Globo adotou os mesmos critérios e cobriu as manifestações somente nos noticiários regionais. A primeira exibição em rede nacional da campanha foi no Jornal Nacional, em 25 de janeiro de 1984, em São Paulo, na Praça da Sé, aniversário da cidade. A reportagem é considerada por muitos como a grande polêmica da cobertura da Rede Globo no movimento das "Diretas Já". Segundo a emissora carioca, o motivo da repercussão foi a escalada do Jornal Nacional da data do dia 25 de janeiro de 1984, sem referências ao comício, mas sim ao aniversário da capital paulista. O fato foi sentido na chamada de entrada do telejornal, então apresentado por Marcos Hummel. Porém o que foi reiterado no decorrer da matéria, produzida pelo jornalista Ernesto Paglia, era o objetivo político da manifestação. A sociedade civil organizada exigia maior destaque das manifestações pró-diretas, e chegou até a depredar automóveis da emissora. Os militares pressionavam para que não fosse feita a cobertura do evento, ameaçando retirar a concessão da emissora, de acordo com informações da própria TV Globo. Mas conforme crescia a campanha das “Diretas Já”, era inevitável a cobertura jornalística da movimentação. No fim da campanha em abril de 1984, especificamente nos comícios do Rio de Janeiro, na Candelária, e de São Paulo, no Vale do Anhangabaú, a Rede Globo de Televisão adotou outra postura, e passou a fazer a cobertura jornalística intensa das diretas para todo país. A verdade, no entanto, é que a trajetória da tevê carioca foi de omissão com relação à cobertura da emenda Dante de Oliveira, na maior parte do tempo.


 
Imagem pública da internet
        Enfim, podemos nos perguntar se era isso exatamente o que o brasileiro esperava de uma emissora líder de audiência no país? Nos dias atuais, já passados mais de 30 anos do processo de redemocratização, e questiona se todo aquele silêncio (ou prudência) com relação a cobertura da Rede Globo no movimento das “Diretas Já” não foi por medo das retaliações dos militares ou apreensão pela possibilidade da perda da concessão. A mudança de atitude terá sido motivada pela possível perda de audiência para outras emissoras de televisão na cobertura daquele evento tão importante para o país? O que estava em jogo: a luta pela audiência, receio da censura ou interesses empresariais? A resposta? Deixamos para os leitores do Blog dos Letrados Desalienados fazerem uma reflexão.    
Sérgio Lopes