terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A distribuição de remédios no SUS

 


A assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamental para assegurar o acesso igualitário aos medicamentos e apoiar as ações de saúde pública, especialmente, no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Amostra analisada pelo Banco Mundial, com base na avaliação dos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de modo geral, apontou que os gastos com saúde correspondem a 13% do orçamento das famílias brasileiras. Desconsiderando os planos de saúde privados, os dispêndios com assistência médica representam, em média, 10,5% do orçamento das famílias. “Os mais ricos gastam mais com plano de saúde e os mais pobres, mais com remédio", observa Edson Correia Araújo, economista sênior do Banco Mundial e um dos autores do estudo, ao lado de Bernardo Dantas Pereira Coelho. Ainda de acordo com os pesquisadores, em média, os medicamentos representam 46% do gasto com saúde das famílias brasileiras. Para os mais pobres, o peso é de 84%, quase três vezes a média das famílias mais ricas (29%). De forma complementar, medicamentos para doenças raras têm alto custo, e o produto final inclui impostos e taxas de importação, que variam conforme a legislação de cada país. o Brasil enfrenta desafios como dificuldades logísticas na distribuição de medicamentos, falta de qualificação técnica e baixa articulação entre os níveis de atenção do SUS. Em vista disso, esses fatores comprometem o funcionamento do sistema e impactam diretamente a qualidade do atendimento à população. As necessidades de grupos em situação de vulnerabilidade, áreas afastadas, pacientes com condições financeiras menos favoráveis deveriam ser contemplados com o desenvolvimento de políticas sólidas e integradas A qualidade do cuidado, a uniformidade no ingresso e o uso racional dos recursos públicos têm de ser objeto de análise aprofundada. A implementação de iniciativas governamentais para integrar os níveis de gestão e reforçar a atenção à saúde deve ser aprimorada.  Em resumo, pesquisas sobre administração e utilização adequada de medicamentos são essenciais para a assistência farmacêutica no SUS e para um sistema de saúde acessível a todos.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

2 comentários:

  1. SUS, é mais para rico que o pobre. Virou uma máfia . Quem tem pessoas lá dentro do sistema tem mais facilidade. Farmácia popular a maioria dos remédios são similar. Fraudas de péssima qualidade. E um descaso. Ultimamente doenças raras o governo tem negado ajuda. O que esperar de um governo corrupto. Saúde pede socorro ! Que Deus tem misericórdia da nossa nação.

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  2. Infelizmente, os medicamentos são caros. Grande parte da população não tem condições financeiras. A dependência do SUS pode ser pesadelo.

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