O gás
de cozinha terá aumento de 4,8%, enquanto a gasolina ficará 4,5% mais cara em
razão da atualização das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS). Este é o quarto reajuste anual consecutivo desde a adoção do
modelo de valores fixos por litro ou quilo, em 2023. Com a atualização aprovada
pelos estados, os valores do imposto passam a ser:
Gasolina:
de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro.
Diesel:
de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro.
Gás de
cozinha: de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
As
novas alíquotas entram em vigor em 1º de fevereiro de 2027, conforme convênios
publicados no Diário Oficial da União (DOU) em 28 de outubro de 2026. O
reajuste considera a comparação dos preços médios dos combustíveis entre
fevereiro e setembro de 2026 e o mesmo período de 2025, com base nos dados da
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No botijão
de gás de 13 quilos, a diferença representa R$ 0,91 a mais em impostos. O
Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) atribuiu a atualização ao
cenário internacional do petróleo e de seus derivados. A entidade também
informou que os estados estudam antecipar a mudança nas alíquotas do diesel,
mas não divulgaram detalhes. Os conflitos no Oriente Médio e a guerra na
Ucrânia também pressionam as cotações internacionais, com reflexos no mercado
brasileiro. O impacto, porém, vai além dos postos de combustíveis e dos
botijões. O transporte mais caro pode pressionar os preços dos alimentos e dos
serviços, enquanto o aumento do gás compromete o orçamento doméstico. Dessa
forma, um reajuste no setor de combustíveis pode alcançar praticamente toda a
população. A renda do trabalhador, entretanto, nem sempre acompanha a elevação
dos custos. Cada aumento reduz o poder de compra, obriga famílias a rever
despesas e torna mais difícil manter o orçamento em equilíbrio. A arrecadação
tem suas regras e justificativas, mas a responsabilidade do poder público
também envolve a qualidade dos serviços, a eficiência dos gastos e os
resultados entregues à sociedade. Quando os preços sobem, o consumidor sente os
efeitos diretamente no orçamento. Já a melhoria dos serviços públicos e a
redução do peso dos tributos são desafios que permanecem no debate sobre a
relação entre arrecadação e retorno à população.
Sérgio Lopes Jornalista
Há 11 anos,
o Blog dos Letrados Desalienados incomoda certezas, questiona discursos e
provoca o pensamento. Criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, o
espaço defende a liberdade de expressão e o direito de questionar.
Acesse: https://blogdosletradosdesalienados.blogspot.com/2026/11/mais-impostos-menos-dinheiro.html






