sábado, 2 de maio de 2026

Tem final, tem samba, só falta você aparecer

 

O domingo (03/05/2026) promete clima de arquibancada cheia e futebol raiz em Coronel Pacheco, às 9 horas, o campo do Aymoré recebe a grande final do Cinquentão. De um lado, a tradição do Aymoré, do outro, a competitividade do Botafoguinho. Em campo, experiência, rivalidade e um futebol bem jogado, sem firula, do jeito que o torcedor e a torcedora gostam. E não para por aí. Após o apito final, às 11h, a festa segue além das quatro linhas.  A banda pachequense Samba Raiz assume o comando com muito pagode. Lailinha, Ratinho, Zé Mazinho e Nandão entram em cena para garantir a animação do público. Som de qualidade, talento da casa e resenha garantida. Domingo completo, bola rolando e samba no pé.

Sérgio Lopes Jornalista


Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

 


sexta-feira, 1 de maio de 2026

A verdade

 

Todos cometem erros,  alguns reconhecem,  outros não admitem,  muitos insistem.  Mas o pior é quando um indivíduo realiza equívoco contra um homem e uma mulher,  e passa evitá-los .   Essa realidade afeta milhares de pessoas.  Infelizmente,   os que prejudicaram seus semelhantes não têm humildade para pedir desculpa ou perdão.  Enfim,  quem erra  e ignora a situação,  é digno ou digna de pena.

                  Sérgio Lopes Jornalista 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Sotaque não é erro. Arrogância, sim

 

O excelentíssimo senhor Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes ironizou o sotaque do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante entrevista ao programa JR Entrevista, da Record, em 22 de abril de 2026. Ao comentar a possível inclusão do governador Romeu Zema no Inquérito das Fake News, o magistrado afirmou que o político utiliza um “dialeto próximo do português” e comparou sua forma de falar ao tétum, idioma oficial do Timor-Leste.  Ilustre integrante da Suprema Corte, o sotaque de Minas Gerais expressa história, identidade e traços culturais da população. Originário das regiões montanhosas, o modo de falar reflete a cultura e o estilo de vida dos moradores de Minas. Expressões como “uai” e “trem” marcam a fala mineira, caracterizada por proximidade e forte identidade cultural. O jeito mineiro de falar pode soar manso, mas não é inferior. O sotaque carrega identidade própria e dispensa validação externa. A forma de expressão tem valor, seja no Brasil ou em Timor-Leste. Quem exerce função pública deve demonstrar respeito à diversidade cultural. A ausência dessa postura compromete o papel institucional e fragiliza a relação com a sociedade. O problema nunca foi o sotaque, é o preconceito tentando se passar por inteligência. Alguns chamam ignorância de opinião e ainda esperam aplauso. Sou mineiro, com orgulho. Minas Gerais não precisa diminuir ninguém para provar que é grande.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade

quarta-feira, 29 de abril de 2026

terça-feira, 28 de abril de 2026

Do Chão ao Topo

Milhões de brasileiros têm origem humilde, enfrentam separação familiar, dificuldades financeiras e vivem em condições precárias. Parte dessa população acaba envolvida com o crime. A falta de oportunidades ainda é realidade no país. Ainda assim, há quem consiga romper esse ciclo e se tornar referência. Alexandre Moura, conhecido como Zulu, nasceu em Niterói e construiu uma trajetória de destaque no esporte. Filho de empregada doméstica, iniciou no Jiu-Jitsu aos 10 anos, sem condições de pagar as mensalidades. Para treinar, limpava a academia. Com disciplina e persistência, acumulou títulos relevantes ao longo da carreira. Moura superou as dificuldades da vida e carrega marcas profundas de suas experiências, mas também uma força que inspira. Gratidão, empatia, humildade, coragem, resiliência e integridade definem sua trajetória. Lançado em 2018, o livro “Vencendo as Decepções” apresenta uma narrativa de superação centrada em um protagonista resiliente. A obra trata as decepções como pontos de virada, defendendo que frustrações podem se transformar em aprendizado e crescimento espiritual e pessoal. Com linguagem acessível, o autor propõe uma mudança de perspectiva diante das adversidades e o redirecionamento para novas oportunidades. É uma leitura indicada para quem enfrenta desafios e busca compreender melhor as próprias experiências.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Destrói em segundos, se esconde pra sempre

 

Os nossos atos e julgamentos são responsáveis pelas escolhas, ainda que possamos ter pontos de vista favoráveis ou desfavoráveis acerca de determinadas circunstâncias. Como dizia o religioso, escritor e orador português, considerado o principal nome do Barroco na língua portuguesa, Padre Antônio Vieira (1608–1697): “Para haver verão e inverno, é necessário um ano; e, para haver noite e dia, são necessárias vinte e quatro horas; mas, para haver mal e bem, basta um só momento”. A declaração ganha peso incômodo neste caso, o erro não exige tempo prolongado. Um único ato, praticado às escondidas ou por conveniência, é suficiente. Denunciar injustamente ou agir contra quem atua de boa-fé não configura opinião nem procedimento neutro; trata-se de uma escolha consciente, com efeitos imediatos. A observação de Vieira é direta, o mal tende a ser rápido, de baixo custo e anônimo; por isso mesmo, impõe responsabilidade moral a quem o pratica. Há, porém, um contraponto menos confortável, o bem não se sustenta apenas na intenção. Exige consistência, transparência e coragem pública. Um gesto covarde resolve rápido, fere em segundos e some no escuro. Já reparar o erro ou sustentar o que é correto dá trabalho, cobra tempo e exige dar a cara a tapa. Coragem, ao contrário da covardia, não é instantânea nem anônima. Em síntese, um instante basta para fazer o errado, e esse atalho expõe mais sobre quem age do que qualquer justificativa tardia. É fácil estragar; mais raro é pagar o preço de fazer o certo, item fora de catálogo para muitos.

                                       Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Democracia de Fachada

 

A troca de lideranças no cenário político atual raramente vem acompanhada de mudança real de conduta. O poder alterna protagonistas, mas preserva a lógica que sustenta práticas recorrentes.  Mudam os nomes e permanecem os vícios... No Brasil, o discurso se mantém formal e institucional, enquanto a prática segue refém de padrões já conhecidos. Anunciam agendas de Estado, porém entregam resultados atravessados por interesses imediatos. A aparência se renova; o método resiste. E o constrangimento persiste...  Parte dos que hoje denunciam a erosão institucional já participou, direta ou indiretamente, de sua consolidação. No fim, o poder não transforma, apenas expõe o que sempre foi tolerado. A pergunta que fica: se o poder virou chiqueiro, a responsabilidade é só de quem ocupa… ou também de quem nunca deixou de aplaudir?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade