Ataques de Estados Unidos e Israel ao
Irã já estão estrelando no preço do petróleo. O brasileiro? Esse sente
antes mesmo de entender o motivo e chora depois. Os iluminados do mundo falam
em “geopolítica complexa”, enquanto a gasolina dispara e a energia não perdoa.
O Irã, um dos pesos-pesados do petróleo global, vê sua produção ameaçada,
e qualquer risco faz o barril subir como foguete de sexta-feira à noite. O
resultado? Combustíveis nas nuvens, transporte à beira do colapso e a inflação
mostrando quem manda no bolso. O histórico de conflitos no Oriente Médio
ensina, o efeito dominó chega antes do contracheque e sai depois da
dignidade... E quem sente primeiro é a família brasileira, convocada a
compreender o cenário internacional enquanto reorganiza o orçamento
doméstico. O real perde força, o dólar dispara e produtos importados viram
luxo. Para não ser esmagado sem misericórdia, dizem os sábios de plantão, é
hora de cortar gasolina, lotar ônibus e encarar preços como prova de
sobrevivência em reality show. O Irã lá longe, os mísseis no céu, e o
brasileiro aqui, colecionando contas e frustração. A carteira que sangra
primeiro, sem anestesia, sem licença e sem qualquer simpatia. Diplomacia
elegante? Para o brasileiro comum, só sobra a conta, entregue com sorriso
irônico.
Sérgio Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.

