Todos cometem erros, alguns reconhecem, outros não admitem, muitos insistem. Mas o pior é quando um indivíduo realiza equívoco contra um homem e uma mulher, e passa evitá-los . Essa realidade afeta milhares de pessoas. Infelizmente, os que prejudicaram seus semelhantes não têm humildade para pedir desculpa ou perdão. Enfim, quem erra e ignora a situação, é digno ou digna de pena.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Sotaque não é erro. Arrogância, sim
O
excelentíssimo senhor Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes
ironizou o sotaque do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante
entrevista ao programa JR Entrevista, da Record, em 22 de abril de 2026. Ao
comentar a possível inclusão do governador Romeu Zema no Inquérito das Fake
News, o magistrado afirmou que o político utiliza um “dialeto próximo do
português” e comparou sua forma de falar ao tétum, idioma oficial do
Timor-Leste. Ilustre integrante da
Suprema Corte, o sotaque de Minas Gerais expressa história, identidade e traços
culturais da população. Originário das regiões montanhosas, o modo de falar
reflete a cultura e o estilo de vida dos moradores de Minas. Expressões como
“uai” e “trem” marcam a fala mineira, caracterizada por proximidade e forte
identidade cultural. O jeito mineiro de falar pode soar manso, mas não é
inferior. O sotaque carrega identidade própria e dispensa validação externa. A
forma de expressão tem valor, seja no Brasil ou em Timor-Leste. Quem exerce
função pública deve demonstrar respeito à diversidade cultural. A ausência
dessa postura compromete o papel institucional e fragiliza a relação com a
sociedade. O problema nunca foi o sotaque, é o preconceito tentando se passar
por inteligência. Alguns chamam ignorância de opinião e ainda esperam aplauso.
Sou mineiro, com orgulho. Minas Gerais não precisa diminuir ninguém para provar
que é grande.
Sérgio Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com),
em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço
criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como
forma de consciência, sensibilidade e liberdade
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Tribuna de Minas divulgou meu artigo
Sérgio Lopes Jornalista
terça-feira, 28 de abril de 2026
Do Chão ao Topo
Milhões de brasileiros têm origem humilde, enfrentam separação familiar, dificuldades financeiras e vivem em condições precárias. Parte dessa população acaba envolvida com o crime. A falta de oportunidades ainda é realidade no país. Ainda assim, há quem consiga romper esse ciclo e se tornar referência. Alexandre Moura, conhecido como Zulu, nasceu em Niterói e construiu uma trajetória de destaque no esporte. Filho de empregada doméstica, iniciou no Jiu-Jitsu aos 10 anos, sem condições de pagar as mensalidades. Para treinar, limpava a academia. Com disciplina e persistência, acumulou títulos relevantes ao longo da carreira. Moura superou as dificuldades da vida e carrega marcas profundas de suas experiências, mas também uma força que inspira. Gratidão, empatia, humildade, coragem, resiliência e integridade definem sua trajetória. Lançado em 2018, o livro “Vencendo as Decepções” apresenta uma narrativa de superação centrada em um protagonista resiliente. A obra trata as decepções como pontos de virada, defendendo que frustrações podem se transformar em aprendizado e crescimento espiritual e pessoal. Com linguagem acessível, o autor propõe uma mudança de perspectiva diante das adversidades e o redirecionamento para novas oportunidades. É uma leitura indicada para quem enfrenta desafios e busca compreender melhor as próprias experiências.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Destrói em segundos, se esconde pra sempre
Os
nossos atos e julgamentos são responsáveis pelas escolhas, ainda que possamos
ter pontos de vista favoráveis ou desfavoráveis acerca de determinadas
circunstâncias. Como dizia o religioso, escritor e orador português,
considerado o principal nome do Barroco na língua portuguesa, Padre Antônio Vieira (1608–1697): “Para haver
verão e inverno, é necessário um ano; e, para haver noite e dia, são
necessárias vinte e quatro horas; mas, para haver mal e bem, basta um só
momento”. A declaração ganha peso incômodo neste caso, o erro não exige
tempo prolongado. Um único ato, praticado às escondidas ou por conveniência, é
suficiente. Denunciar injustamente ou agir contra quem atua de boa-fé não
configura opinião nem procedimento neutro; trata-se de uma escolha consciente,
com efeitos imediatos. A observação de Vieira é direta, o mal tende a ser
rápido, de baixo custo e anônimo; por isso mesmo, impõe responsabilidade moral
a quem o pratica. Há, porém, um contraponto menos confortável, o bem não se
sustenta apenas na intenção. Exige consistência, transparência e coragem
pública. Um gesto covarde resolve rápido, fere em segundos e some no escuro. Já
reparar o erro ou sustentar o que é correto dá trabalho, cobra tempo e exige
dar a cara a tapa. Coragem, ao contrário da covardia, não é instantânea nem
anônima. Em síntese, um instante basta para fazer o errado, e esse atalho expõe
mais sobre quem age do que qualquer justificativa tardia. É fácil estragar;
mais raro é pagar o preço de fazer o certo, item fora de catálogo para muitos.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Democracia de Fachada
A
troca de lideranças no cenário político atual raramente vem acompanhada de
mudança real de conduta. O poder alterna protagonistas, mas preserva a lógica
que sustenta práticas recorrentes. Mudam
os nomes e permanecem os vícios... No Brasil, o discurso se mantém formal e
institucional, enquanto a prática segue refém de padrões já conhecidos.
Anunciam agendas de Estado, porém entregam resultados atravessados por
interesses imediatos. A aparência se renova; o método resiste. E o
constrangimento persiste... Parte dos
que hoje denunciam a erosão institucional já participou, direta ou
indiretamente, de sua consolidação. No fim, o poder não transforma, apenas
expõe o que sempre foi tolerado. A pergunta que fica: se o poder virou
chiqueiro, a responsabilidade é só de quem ocupa… ou também de quem nunca
deixou de aplaudir?
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Família terceirizada
No
cenário atual, observa-se que parte da população tem adotado condutas que destoam do habitual e queda de reconhecimento de outros nas relações sociais. O Cláudio Duarte, pastor, conferencista, escritor, empresário e
apresentador, é conhecido pelo uso de humor em palestras e pregações sobre
temas religiosos, como sexualidade e casamento. Recentemente, Duarte fez uma
declaração que gerou polêmica: “Temos uma geração estranha que põe os filhos na
creche, os pais no asilo e vai passear com os cães na praça”. A afirmação
caracteriza-se como uma análise de ordem ética. Porém, reduz uma circunstância complexa
a uma interpretação simplificada. Colocar filhos em creches não caracteriza
abandono; frequentemente decorre de necessidades econômicas. Encaminhar idosos
a instituições pode garantir cuidados especializados, sem implicar negligência
afetiva. Ainda assim, a frase evidencia um ponto sensível, há indícios de
inversão de prioridades nas relações sociais. Verificam-se casos em que
vínculos são delegados e o afeto passa a ser tratado como elemento secundário.
O passeio com o cachorro vira o álibi perfeito, um símbolo conveniente para
disfarçar prioridades bastante seletivas. Ironia? Discursa-se muito sobre
“qualidade de vida”, enquanto a presença real se torna cada vez mais rara. A
crítica funciona porque exagera e, só assim, consegue ser notada. No fundo, não
envolve creche, asilo ou pets; revela uma ausência emocional disfarçada de
rotina. No fim, se incomoda, talvez não seja pela frase, mas pelo que ela
reflete.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.






