Sérgio Lopes Jornalista
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Tribuna de Minas divulgou meu artigo
terça-feira, 28 de abril de 2026
Do Chão ao Topo
Milhões de brasileiros têm origem humilde, enfrentam separação familiar, dificuldades financeiras e vivem em condições precárias. Parte dessa população acaba envolvida com o crime. A falta de oportunidades ainda é realidade no país. Ainda assim, há quem consiga romper esse ciclo e se tornar referência. Alexandre Moura, conhecido como Zulu, nasceu em Niterói e construiu uma trajetória de destaque no esporte. Filho de empregada doméstica, iniciou no Jiu-Jitsu aos 10 anos, sem condições de pagar as mensalidades. Para treinar, limpava a academia. Com disciplina e persistência, acumulou títulos relevantes ao longo da carreira. Moura superou as dificuldades da vida e carrega marcas profundas de suas experiências, mas também uma força que inspira. Gratidão, empatia, humildade, coragem, resiliência e integridade definem sua trajetória. Lançado em 2018, o livro “Vencendo as Decepções” apresenta uma narrativa de superação centrada em um protagonista resiliente. A obra trata as decepções como pontos de virada, defendendo que frustrações podem se transformar em aprendizado e crescimento espiritual e pessoal. Com linguagem acessível, o autor propõe uma mudança de perspectiva diante das adversidades e o redirecionamento para novas oportunidades. É uma leitura indicada para quem enfrenta desafios e busca compreender melhor as próprias experiências.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Destrói em segundos, se esconde pra sempre
Os
nossos atos e julgamentos são responsáveis pelas escolhas, ainda que possamos
ter pontos de vista favoráveis ou desfavoráveis acerca de determinadas
circunstâncias. Como dizia o religioso, escritor e orador português,
considerado o principal nome do Barroco na língua portuguesa, Padre Antônio Vieira (1608–1697): “Para haver
verão e inverno, é necessário um ano; e, para haver noite e dia, são
necessárias vinte e quatro horas; mas, para haver mal e bem, basta um só
momento”. A declaração ganha peso incômodo neste caso, o erro não exige
tempo prolongado. Um único ato, praticado às escondidas ou por conveniência, é
suficiente. Denunciar injustamente ou agir contra quem atua de boa-fé não
configura opinião nem procedimento neutro; trata-se de uma escolha consciente,
com efeitos imediatos. A observação de Vieira é direta, o mal tende a ser
rápido, de baixo custo e anônimo; por isso mesmo, impõe responsabilidade moral
a quem o pratica. Há, porém, um contraponto menos confortável, o bem não se
sustenta apenas na intenção. Exige consistência, transparência e coragem
pública. Um gesto covarde resolve rápido, fere em segundos e some no escuro. Já
reparar o erro ou sustentar o que é correto dá trabalho, cobra tempo e exige
dar a cara a tapa. Coragem, ao contrário da covardia, não é instantânea nem
anônima. Em síntese, um instante basta para fazer o errado, e esse atalho expõe
mais sobre quem age do que qualquer justificativa tardia. É fácil estragar;
mais raro é pagar o preço de fazer o certo, item fora de catálogo para muitos.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Democracia de Fachada
A
troca de lideranças no cenário político atual raramente vem acompanhada de
mudança real de conduta. O poder alterna protagonistas, mas preserva a lógica
que sustenta práticas recorrentes. Mudam
os nomes e permanecem os vícios... No Brasil, o discurso se mantém formal e
institucional, enquanto a prática segue refém de padrões já conhecidos.
Anunciam agendas de Estado, porém entregam resultados atravessados por
interesses imediatos. A aparência se renova; o método resiste. E o
constrangimento persiste... Parte dos
que hoje denunciam a erosão institucional já participou, direta ou
indiretamente, de sua consolidação. No fim, o poder não transforma, apenas
expõe o que sempre foi tolerado. A pergunta que fica: se o poder virou
chiqueiro, a responsabilidade é só de quem ocupa… ou também de quem nunca
deixou de aplaudir?
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
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quinta-feira, 23 de abril de 2026
Família terceirizada
No
cenário atual, observa-se que parte da população tem adotado condutas que destoam do habitual e queda de reconhecimento de outros nas relações sociais. O Cláudio Duarte, pastor, conferencista, escritor, empresário e
apresentador, é conhecido pelo uso de humor em palestras e pregações sobre
temas religiosos, como sexualidade e casamento. Recentemente, Duarte fez uma
declaração que gerou polêmica: “Temos uma geração estranha que põe os filhos na
creche, os pais no asilo e vai passear com os cães na praça”. A afirmação
caracteriza-se como uma análise de ordem ética. Porém, reduz uma circunstância complexa
a uma interpretação simplificada. Colocar filhos em creches não caracteriza
abandono; frequentemente decorre de necessidades econômicas. Encaminhar idosos
a instituições pode garantir cuidados especializados, sem implicar negligência
afetiva. Ainda assim, a frase evidencia um ponto sensível, há indícios de
inversão de prioridades nas relações sociais. Verificam-se casos em que
vínculos são delegados e o afeto passa a ser tratado como elemento secundário.
O passeio com o cachorro vira o álibi perfeito, um símbolo conveniente para
disfarçar prioridades bastante seletivas. Ironia? Discursa-se muito sobre
“qualidade de vida”, enquanto a presença real se torna cada vez mais rara. A
crítica funciona porque exagera e, só assim, consegue ser notada. No fundo, não
envolve creche, asilo ou pets; revela uma ausência emocional disfarçada de
rotina. No fim, se incomoda, talvez não seja pela frase, mas pelo que ela
reflete.
Sérgio
Lopes Jornalista
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publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
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Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
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quarta-feira, 22 de abril de 2026
Votam, performam, não resolvem
O
Brasil é pobre, capitalista, desigual. A maioria da população é alienada, fútil, fanática, analfabeta,
intolerante, invejosa, covarde, exploradora e miserável. Diante disso, surge a pergunta
que não quer calar: se 11 ministros vão decidir tudo, por que pagamos 594
parlamentares? Em teoria, pagamos 594 parlamentares para representar e
preservar o teatro da decisão popular. Eles dominam o microfone e fogem da
decisão; outros, porém, mandam no jogo. O martelo já foi batido. Quem se sente
ator compõe apenas a plateia. A discussão é ampla; o desfecho, discreto. Votam
sempre e resolvem raramente, mas fazem barulho na mídia. A democracia parece
uma transmissão ao vivo, muita audiência e pouca consequência. Em paralelo, 11
assinaturas fazem o que 594 discursos não fizeram. É dispendioso manter esse
quadro de ideias mutáveis. Na hora da verdade, poder há de sobra; falta
vergonha, valentia de palco, covardia de bastidor. E o custo da farsa? Sempre
cai no colo de quem insiste em bater palma.
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
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Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
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terça-feira, 21 de abril de 2026
Tiradentes: herói ou farsa oficial?
O dia
21 de abril é feriado nacional. Mas por quê? Os livros de história descrevem a
Inconfidência Mineira como um movimento de caráter separatista ocorrido em
Minas Gerais, em 1789, com o objetivo de instituir uma república autônoma e
eliminar os débitos junto à Fazenda Real. A conspiração foi descoberta antes de
se concretizar, resultando na prisão e condenação de seus participantes. Joaquim
José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, assumiu maior responsabilidade
pelo movimento e foi executado por enforcamento em 21 de abril de 1792. Quase
um século depois, a Proclamação da República no Brasil é descrita pela
historiografia como o evento ocorrido em 15 de novembro de 1889, marcando o fim
do regime monárquico. O movimento foi liderado por Deodoro da Fonseca, com
apoio de setores militares e civis. O imperador Dom Pedro II foi deposto e
enviado ao exílio, consolidando a adoção do regime republicano
presidencialista. No processo de consolidação do novo regime, o país buscou
símbolos de unificação nacional. Nesse contexto, Tiradentes, até então pouco
lembrado, passou a ser promovido como mártir da República. Diante disso, surge
a questão: Tiradentes deve ser considerado um herói nacional ou uma figura
posteriormente construída para atender a interesses políticos?
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
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