segunda-feira, 25 de maio de 2026

O Caramelo ao Menos Não Cobra Ingresso

 

O grande debate cultural do século XXI acontece às duas da manhã na internet, descobrir quem desafina menos e chamar isso de talento musical. Há quatro opções. A primeira é o Caramelo, um cão sem ambições fonográficas, qualidade que já o coloca acima da concorrência humana. A segunda atende por Fiuk, herdeiro oficial do sobrenome de Fábio Jr., prova viva de que genética virou currículo no entretenimento nacional. Canta, atua, desfila e confirma que fama e talento vocal raramente moram no mesmo endereço. A terceira figura é Manoel Gomes, o homem que transformou um refrão repetido (“Caneta azul, azul caneta. Caneta azul tá marcada com minhas letra”) à exaustão em patrimônio folclórico da internet brasileira. Depois de memes, perdas financeiras e confusões empresariais, agora ensaia migrar para a política, movimento natural num país onde viralização pesa mais que preparo. Fecha a lista Juliette Freire, fenômeno digital fabricado pelo algoritmo. Formada em Direito, converteu carisma em contratos, seguidores e carreira musical..., área em que engajamento sobe ao palco enquanto a afinação desaparece pelos fundos. A enquete ignora justamente o detalhe técnico que a internet brasileira decidiu tratar como opcional: cantar bem. Os candidatos humanos reforçam a tese de que desafino virou estilo, gritaria virou identidade cultural e qualquer ruído minimamente viral já ganha contrato de streaming. Sobra o Caramelo. Pelo menos ele late sem anunciar turnê, lançar álbum conceitual ou chamar barulho de arte.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade

 


sexta-feira, 22 de maio de 2026

Falsa Liberdade, Real Cansaço

 

A amplamente repetida frase motivacional, “Se você não trabalhar pelos seus sonhos, alguém vai te contratar para trabalhar pelos dele”, transforma independência em símbolo de liberdade, mas, no fim, reproduz o discurso do mercado. Na medida em que poucos vendem a própria “jornada de sucesso”, a maioria sobrevive contando moedas e fingindo entusiasmo em reuniões inúteis. Nem todo mundo nasceu com vontade de empreender; muita gente só quer trabalhar sem enlouquecer. Para muitos trabalhadores, luxo mesmo seria ter paz, salário e um domingo sem ansiedade. A frase sustenta uma narrativa em que o trabalhador vira figurante do sucesso alheio, e não protagonista da própria vida. O mercado não perde tempo, pega a exploração, dá um banho de verniz motivacional e, por fim, vende como se fosse oportunidade, enquanto ainda exige validação no fim de tudo. 

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade

quinta-feira, 21 de maio de 2026

A República dos Covardes Bem Relacionados

 

Em ambientes de poder, mérito nem sempre é o principal critério para ascender. Em muitos casos, cultivar alianças convenientes parece trazer resultados mais rápidos do que defender opiniões próprias. Cercados por aplausos seletivos e concordâncias automáticas, muitos líderes passam a tratar bajulação como fidelidade, enquanto qualquer crítica minimamente sincera ganha status de afronta imperdoável. O problema é que relações sustentadas apenas por conveniência costumam durar exatamente até o instante em que deixam de oferecer vantagem. Quem hoje demonstra lealdade absoluta pode amanhã trocar de posição com a mesma rapidez com que adapta o próprio discurso às circunstâncias. Ainda assim, o teatro segue lotado: concordâncias instantâneas, aplausos calculados e uma impressionante vocação para transformar conveniência em virtude e bajulação em carreira.  Em última análise, esse tipo de convivência produz ambientes artificiais, onde manter as aparências costuma valer mais do que qualquer traço de honestidade. E enquanto alguns acreditam estar cercados de aliados leais, talvez estejam apenas acumulando profissionais da conveniência, sempre prontos para mudar de lado conforme o vento do poder.

Sérgio Lopes Jornalista

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quarta-feira, 20 de maio de 2026

O Caixão Não Reconhece Classe Social

 

“Não é só a morte que iguala a gente. O crime, a doença e a loucura também acabam com as diferenças que a gente inventa.” A frase do escritor brasileiro Lima Barreto ainda é relevante ao demonstrar a fragilidade das barreiras sociais impostas pela sociedade. Ao tratar de experiências extremas comuns à condição humana, sem considerar diferenças sociais ou raciais, o autor convida o leitor a refletir sobre desigualdades e discriminação. Nascido em 1881, no Rio de Janeiro, Lima Barreto ganhou relevância na literatura brasileira no começo do século XX. Filho de pais negros, enfrentou um país que defendia igualdade apenas no discurso, Barreto escreveu sobre um Brasil que pregava progresso, mas mantinha exclusões. Seu livro mais lembrado é Triste Fim de Policarpo Quaresma, crítica à sociedade e ao nacionalismo da época. Ao longo da vida, o escritor carioca enfrentou pobreza, racismo e o abandono de uma nação que preferia tratar a loucura em hospícios a discutir suas causas. A própria trajetória influenciou uma escrita ácida, direta e crítica. Mais de cem anos depois, seus textos continuam atuais diante de problemas sociais que persistem. A frase de Lima Barreto ironiza uma sociedade obcecada por status, mas que descobre, diante da doença, da loucura e da morte, que privilégios não garantem imunidade. Uma crítica ainda atual em um país onde desigualdade muitas vezes segue tratada como rotina.

Sérgio Lopes Jornalista

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terça-feira, 19 de maio de 2026

83 anos de um homem raro

 

Hoje, 19 de maio, o tempo não comemora apenas uma idade glorifica a existência de um ser humano que atravessou décadas sem perder aquilo que muitos abrem mão cedo: caráter, honra e dignidade. Murilo de Paula Lopes completa 83 anos deixando um legado que não cabe em fotografias nem em discursos longos. Existem homens que falam pouco, mas ensinam a vida inteira apenas pelo exemplo. Bondoso sem ser fraco. Firme sem ser cruel. Honesto quando seria mais fácil não ser. Daqueles pais que protegem sem humilhar, corrigem sem destruir e amam sem precisar anunciar ao mundo. 83 anos de uma vida limpa. De nome respeitado. De consciência tranquila. Em tempos em que tanta gente tenta parecer grande, ele provou algo mais raro: ser digno. Feliz aniversário ao homem que transformou caráter em herança. Parabéns pai!  Felicidades infinitas, Eu o amo.

Sérgio Lopes Jornalista

 

O Evangelho dos Decepcionados

Muitas pessoas que frequentaram instituições religiosas por anos acabam se afastando ao longo do tempo. Entre os motivos mais comuns estão feridas emocionais envolvendo membros da comunidade, percepções de hipocrisia e moralismo, desilusão com lideranças, conflitos interpessoais e a sensação de julgamento ou falta de acolhimento. O distanciamento da experiência de Deus nas igrejas costuma ser atribuído à “decepção com os outros”. Raramente se considera a própria dinâmica de ambientes formados por seres humanos, inevitavelmente atravessados por atritos, contradições e frustrações. É uma narrativa eficiente. Preserva intactos a fé, a autoimagem e certa superioridade moral de quem saiu. O problema fica embalado e terceirizado para a hipocrisia alheia, como se comunidades humanas tivessem obrigação de funcionar sem conflito. No fundo, a necessidade exagerada de explicar quase sempre revela.

Sérgio Lopes Jornalista

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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Relação em Dívida

 

Há uma tendência antiga, apresentada como sabedoria contemporânea, de encarar vínculos humanos como um sistema de créditos e débitos afetivos, em que toda gentileza é vista como troca e toda recusa como ofensa. Um sistema que parece coerente quando parte de quem se entende como credor da vida alheia. A lógica é simples, transformar favores em uma espécie de reserva de reciprocidade futura. Quando o retorno falha, a compreensão cede lugar à indignação visível. O argumento da “ingratidão” surge no momento em que a ajuda é tratada como troca esperada, um conjunto de princípios aparentes, sustentado por memória seletiva e ego. Ajuda-se em público, cobra-se em silêncio e reage-se em privado. Em geral, há uma expectativa de retorno constante por gestos básicos de convivência, como se cada ato gerasse uma dívida implícita. O que se apresenta como benefício não é generosidade, é troca velada. Expectativas não assumidas, quando não atendidas, geram ressentimento como reação previsível. No fundo, relações são tratadas como planilha, cada gesto vira dívida, cada ausência, um calote emocional.

Sérgio Lopes Jornalista

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Banco Master e os impactos no cenário político

 

O caso envolvendo o Banco Master ampliou o debate político em Brasília após reportagens apontarem relações entre o empresário Daniel Vorcaro e integrantes do governo federal, além de nomes ligados ao Judiciário e ao Congresso Nacional. As informações divulgadas trouxeram questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e sobre a proximidade entre agentes públicos e representantes do setor financeiro. Entre os episódios mencionados estão um encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Vorcaro fora da agenda oficial, a atuação do ex-ministro Guido Mantega como interlocutor do empresário, serviços jurídicos prestados ao banco pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski e a proximidade do senador Jaques Wagner com pessoas ligadas ao grupo empresarial. Também surgiram questionamentos envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Até o momento, não há acusações formais contra os citados, e os envolvidos negam irregularidades. No Congresso, parlamentares da oposição articulam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. Integrantes da base governista afirmam que não existem provas que indiquem participação irregular de membros do Executivo. Em meio à repercussão, o senador Flávio Bolsonaro confirmou ter procurado Daniel Vorcaro em busca de apoio financeiro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada pelo The Intercept Brasil, com base em mensagens, documentos e um áudio atribuído ao parlamentar. Segundo a reportagem, transferências relacionadas ao empresário teriam sido realizadas entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o projeto audiovisual. Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade e afirmou que não houve utilização de recursos públicos. O episódio intensificou discussões sobre transparência, financiamento privado, relação entre poder político e econômico e a atuação das instituições de controle. O caso também reacendeu debates sobre a capacidade de investigação em situações que envolvem figuras públicas de diferentes espectros políticos e sobre os impactos da polarização no cenário nacional.

Sérgio Lopes Jornalista

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sucesso Mal Visto

 

“Estranhos vão repostar seu conteúdo. Amigos irão te assistir em silêncio.” A declaração deixa claro um deboche cada vez mais banal. Quem não faz parte do seu círculo distribui sua mensagem, enquanto quem conhece sua história entrega indiferença. O estranho compartilha sem o desconforto de ver você crescer. Já o “amigo” permanece invisível… Embora esteja sempre olhando, como quem prefere o próprio orgulho à coragem de reconhecer seu mérito. Nas redes, quem acompanhou suas dificuldades costuma sentir mais desconforto com suas conquistas. Há quem suporte sua presença, mas não tolera sua vitória. Por fim, muitos dos que dizem torcer por você conseguiriam lidar com seu sucesso, ou só se sentem confortáveis enquanto você ainda não chegou lá?

Sérgio Lopes Jornalista

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Detergente também tem lado

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de produtos da marca Ypê após identificar riscos de contaminação microbiológica em determinados lotes. A medida levou à suspensão da fabricação e comercialização dos itens afetados. A decisão gerou repercussão e discussões nas redes sociais, incluindo associações políticas envolvendo a família Beira, controladora da empresa, e doações realizadas a campanhas eleitorais. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, comentou sobre o impacto da desinformação na saúde pública. Em nota, a Ypê afirmou discordar da decisão da Anvisa e informou que pretende recorrer. Diante deste cenário, a polêmica se insere como mais um capítulo do mesmo enredo, tudo se converte em disputa ideológica.  De um lado, os que encontram teorias da conspiração até na espuma da pia. Do outro, os que interpretam qualquer crítica como agressão política. Lula e Bolsonaro viraram lentes distorcidas da realidade e até detergente precisa “ter lado”. No meio disso, a lógica desaparece e sobra o barulho das opiniões vazias. Tudo se reduz à torcida, não é do meu lado, já é tratado como oposição. No fim, a própria pergunta soa quase ofensiva de tão evidente que é a resposta. O problema é o detergente ou um debate que virou esgoto a céu aberto e ainda se chama opinião?

Sérgio Lopes Jornalista

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terça-feira, 12 de maio de 2026

A vida além das reclamações

 

Em meio à rotina intensa, às responsabilidades e aos pequenos dramas do cotidiano, muita gente acredita carregar o peso do mundo nas costas, até descobrir que existem pessoas lutando apenas para continuar vivas até amanhã. Reclamar da vida virou hábito confortável para quem nunca precisou disputar comida, remédio ou dignidade. Quando o olhar sai do próprio umbigo, aparecem dores que quase ninguém quer enxergar. Em hospitais de câncer, há pessoas travando batalhas silenciosas entre esperança e sofrimento, enquanto do lado de fora ainda existe quem trate atraso no delivery como tragédia pessoal. Em orfanatos e asilos, abandono e solidão machucam mais do que muitas doenças. E nos lixões e nas regiões consumidas pela dependência química, a sobrevivência acontece no limite da fome, da exclusão e da perda da própria humanidade. Não se trata de medir quem sofre mais, mas de lembrar que falta empatia em um mundo onde muitos transformaram conforto em motivo de reclamação permanente. Às vezes, o problema não é a falta de uma vida perfeita, é o excesso de ingratidão diante da vida que já existe. Depois de enxergar essas realidades, certas reclamações parecem menos desabafo e mais luxo emocional. E a gratidão deixa de ser frase bonita de rede social para virar consciência.

Sérgio Lopes Jornalista

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Ambiente de trabalho e Valorização

Alguns  indivíduos são competentes e apresentam habilidades para execucão de tarefas. Exercem   a função de pedreiro,  padeiro, carpinteiro, enfermeiro, professor,  empresario, médico,  policial,  cantor,  psicologo, cabeleireiro,  manicure, cozinheira, empregada doméstica, atendente,  motorista,  radialista,  jornalista,  escritor,  locutor,  contador,  faxineiro, porteiro,  diretor dentre outros.  Todas as profissões são relevantes no processo de desenvolvimento da sociedade.  Contudo,   vários lugares e muitas pessoas não valorizam o talento e a qualidade profissional de homens e mulheres.  Diante desta realidade  o que precisa ser feito?  Quando não há reconhecimento do trabalho, inicialmente,  busque o diálogo direto com os gestores e os  proprietários da empresa. Posteriormente,  analise o desempenho,  melhore a visibilidade,  aumente o marketing pessoal.  Por fim,  busque outras oportunidades e  continue no processo de qualificação. Certamente,  conseguirá  reconhecimento e  respeito  no ambiente profissional. 

             Sérgio Lopes Jornalista 

sábado, 9 de maio de 2026

Mãe merece um presente










Não comprou o presente da mãe? Ainda dá tempo.  A RION CALÇADOS tem calçados,  roupas,  meias,  toalhas,  bolsas,  perfumes.  Neste sábado, (09/05/2026), vamos funcionar no horário de 9 horas a 16 horas.  Presentei a pessoa mais importante do mundo,  a sua mãe.  A Clarisse espera por você.  RION CALÇADOS,  Avenida dos Andradas _ 117 _ centro _ Coronel Pacheco MG 

                  Sérgio Lopes Jornalista 

Mãe merece um presente









Não comprou o presente da mãe?  Ainda dá tempo. A CLÁ CALÇADOS tem  calçados,  roupas, meias, toalhas, bolsas,  perfumes . Neste sábado,  (09/05/2026),  vamos funcionar no horário de 8 horas a 16 horas.  Presentei a pessoa mais importante do mundo , a sua mãe.  A Paula espera por você.  CLÁ CALÇADOS,  Avenida 21 de dezembro _ 926 _   centro _ Goianá MG. 

                   Sérgio Lopes Jornalista 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Conta cheia, vida vazia

 

A maioria da população brasileira é mal remunerada e vive para pagar aluguel, comida e contas básicas. Possibilidade de viajar e aproveitar o tempo livre, infelizmente, parece algo fora de alcance.  E, de fato, para muitos homens e mulheres, o descanso está cada vez mais distante do cotidiano. Entretanto, há um outro extremo igualmente triste. Alguns brasileiros têm condições favoráveis, mas dedicam a maior parte da existência ao trabalho e ao acúmulo financeiro. Pessoas que enxergam descanso e diversão quase como culpa, não como parte da vida. Buscar momentos de felicidade não deveria ser privilégio de poucos. De vez em quando, um passeio simples, uma viagem curta ou instantes com quem se ama valem mais do que anos vivendo apenas para trabalhar e juntar dinheiro. Muitas pessoas passam a vida em busca de estabilidade financeira e se esquecem de si mesmas. Trabalha sem parar, corta tudo que pode, julga quem aproveita a vida e envelhece achando que felicidade se mede pela conta bancária. No fim, o dinheiro fica, mas o tempo vai embora. E então chega o choque mais cruel... Perceber, aos 70 anos, que conheceu mais o caminho do trabalho do que o mundo, guardou mais boletos do que memórias e viveu mais cansaço do que felicidade. Porque pobreza nem sempre tem relação com dinheiro. Às vezes, miserável é quem tem condição de viver, viajar, descansar e aproveitar a vida, mas prefere existir trancado entre trabalho, contas e avareza, como se fosse levar o saldo bancário para o cemitério.

Sérgio Lopes Jornalista

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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Dia das Mães começa na Rion

 

Dia das Mães é na Rion Calçados! Sua mãe merece mais que um presente. Ela merece carinho em forma de escolha. Você encontra calçados, bolsas, roupas, meias, toalhas, perfumes. As melhores marcas estão aqui (Bottero, Via Uno, Moleca, Modare, Trifil e muitas outras)! Passe na Rion Calçados e fale com a Clarisse, pronta para te ajudar a encontrar o presente perfeito para sua mãe. Avenida dos Andradas, 117 — Centro — Coronel Pacheco/MG.  (32) 98402-0780.   Porque mãe merece se sentir especial todos os dias.

                        Sérgio Lopes Jornalista

Mãe merece carinho!

 

Neste Dia das Mães, surpreenda quem sempre esteve ao seu lado.  Na Clá Calçados você encontra o presente perfeito: calçados, roupas, bolsas, perfumes, toalhas, meias e muito mais!  Bottero, Via Uno, Moleca, Modare, Trifil  e grandes marcas.  Fale com a Paula e escolha um presente cheio de amor.  Avenida 21 de Dezembro, 926 – Centro – Goianá/MG

                            Sérgio Lopes Jornalista 

A escolha é sua

 

Nas relações humanas existem pessoas boas e ruins.  Algumas gostam de aproveitar a utilidade e sempre ficam próximas. Mas quando alguém deixar de ser útil,  tudo é esquecido e ignorado.  Há indivíduos invejosos , ciumentos,  falsos, interesseiros.  Eles não aceitam a prosperidade e o sucesso alheio. Diante disso,  tenha cuidado!  Muitos podem magoá_lo,  o ideal é  calma  e cautela para  saber lidar com essa gente. 

                  Sérgio Lopes Jornalista 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Crime seletivo

 

Segundo o dicionário da língua portuguesa, “ladrão” é quem subtrai bens alheios, também chamado de gatuno, larápio, assaltante ou delinquente. Na prática, furtos, roubos, estelionatos, fraudes e corrupção atravessam diferentes contextos, de instituições financeiras a empresas, comércios e serviços, sem poupar setores políticos, religiosos ou culturais, no Brasil e fora dele. A interpretação do termo varia conforme o cenário e pode apontar tanto para o criminoso comum quanto para quem opera esquemas mais sofisticados de desvio, com a diferença de que alguns vestem farda, outros terno, e há ainda os que discursam. Em nosso país e na escala internacional, a palavra costuma recair sobre quem se apropria do que não é seu, seja no cotidiano, seja nos bastidores de grandes estruturas. Trata-se, portanto, de uma prática recorrente, amplamente conhecida... Embora a régua que a mede insista em mudar conforme o endereço, o cargo ou a conveniência. Diante disso, quando você lê ou ouve a palavra “ladrão”, está pensando exatamente em quem, ou em quais prefere não pensar?

Sérgio Lopes Jornalista

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terça-feira, 5 de maio de 2026

Prometeram picanha, entregaram preço



No país da desigualdade crônica e da memória conveniente, o churrasco virou artigo de luxo. Há quatro anos, venderam a volta da “picanha e cervejinha” à mesa popular. A realidade, previsivelmente, ficou de fora da lista. Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) escancaram o enredo, a arroba do boi gordo bateu R$ 367,30 em abril de 2026, acima do pico de 2024. No fim do mês, ainda rondava os R$ 360. Em bom português, o churrasco segue mais à vontade no palanque do que no prato. As causas são as de sempre: oferta curta, exportação aquecida, custo alto, clima instável. Os números fecham, menos para quem paga a conta com a própria pele. Portanto, troca-se o corte, engole-se a frustração e efetua-se o pagamento caro por ela. A picanha segue intocável, suculenta no discurso, inexistente no prato.

Sérgio Lopes Jornalista

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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Senado em liquidação: fim de mandato, sobra de dúvidas

 

Levantamento do portal Gazeta do Povo indica que dois terços do Senado Federal, o equivalente a 54 parlamentares, encerrarão seus mandatos ao fim da atual legislatura. Entre os partidos mais impactados estão o PSD, com 11 senadores em fim de mandato, e o MDB, com 10. Na sequência aparecem o PL, com sete, e o PT, com seis. O cenário também evidencia a complexidade do alinhamento político no Congresso. Embora parte dos parlamentares esteja formalmente vinculada a partidos de centro, suas posições podem variar conforme afinidades ideológicas ou estratégias políticas.  Diante desse cenário, abre-se a temporada em que o eleitor é convidado, ainda que tardiamente, a fazer o básico, avaliar o desempenho de quem ocupou o cargo. Resta saber se os senadores que se despedem deixaram algo além de discursos protocolares e presença em votações previsíveis. O questionamento é simples, ainda que frequentemente ignorado:  produziram projetos relevantes ou apenas ocuparam espaço? Contribuíram para o desenvolvimento do país ou para a própria sobrevivência política? E, claro, passaram ilesos por escândalos ou apenas navegaram bem entre eles? No fim, o voto exige memória, justamente, o item mais escasso em ano eleitoral.

Sérgio Lopes Jornalista

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sábado, 2 de maio de 2026

Tem final, tem samba, só falta você aparecer

 

O domingo (03/05/2026) promete clima de arquibancada cheia e futebol raiz em Coronel Pacheco, às 9 horas, o campo do Aymoré recebe a grande final do Cinquentão. De um lado, a tradição do Aymoré, do outro, a competitividade do Botafoguinho. Em campo, experiência, rivalidade e um futebol bem jogado, sem firula, do jeito que o torcedor e a torcedora gostam. E não para por aí. Após o apito final, às 11h, a festa segue além das quatro linhas.  A banda pachequense Samba Raiz assume o comando com muito pagode. Lailinha, Ratinho, Zé Mazinho e Nandão entram em cena para garantir a animação do público. Som de qualidade, talento da casa e resenha garantida. Domingo completo, bola rolando e samba no pé.

Sérgio Lopes Jornalista


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sexta-feira, 1 de maio de 2026

A verdade

 

Todos cometem erros,  alguns reconhecem,  outros não admitem,  muitos insistem.  Mas o pior é quando um indivíduo realiza equívoco contra um homem e uma mulher,  e passa evitá-los .   Essa realidade afeta milhares de pessoas.  Infelizmente,   os que prejudicaram seus semelhantes não têm humildade para pedir desculpa ou perdão.  Enfim,  quem erra  e ignora a situação,  é digno ou digna de pena.

                  Sérgio Lopes Jornalista 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Sotaque não é erro. Arrogância, sim

 

O excelentíssimo senhor Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes ironizou o sotaque do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante entrevista ao programa JR Entrevista, da Record, em 22 de abril de 2026. Ao comentar a possível inclusão do governador Romeu Zema no Inquérito das Fake News, o magistrado afirmou que o político utiliza um “dialeto próximo do português” e comparou sua forma de falar ao tétum, idioma oficial do Timor-Leste.  Ilustre integrante da Suprema Corte, o sotaque de Minas Gerais expressa história, identidade e traços culturais da população. Originário das regiões montanhosas, o modo de falar reflete a cultura e o estilo de vida dos moradores de Minas. Expressões como “uai” e “trem” marcam a fala mineira, caracterizada por proximidade e forte identidade cultural. O jeito mineiro de falar pode soar manso, mas não é inferior. O sotaque carrega identidade própria e dispensa validação externa. A forma de expressão tem valor, seja no Brasil ou em Timor-Leste. Quem exerce função pública deve demonstrar respeito à diversidade cultural. A ausência dessa postura compromete o papel institucional e fragiliza a relação com a sociedade. O problema nunca foi o sotaque, é o preconceito tentando se passar por inteligência. Alguns chamam ignorância de opinião e ainda esperam aplauso. Sou mineiro, com orgulho. Minas Gerais não precisa diminuir ninguém para provar que é grande.

Sérgio Lopes Jornalista

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

terça-feira, 28 de abril de 2026

Do Chão ao Topo

Milhões de brasileiros têm origem humilde, enfrentam separação familiar, dificuldades financeiras e vivem em condições precárias. Parte dessa população acaba envolvida com o crime. A falta de oportunidades ainda é realidade no país. Ainda assim, há quem consiga romper esse ciclo e se tornar referência. Alexandre Moura, conhecido como Zulu, nasceu em Niterói e construiu uma trajetória de destaque no esporte. Filho de empregada doméstica, iniciou no Jiu-Jitsu aos 10 anos, sem condições de pagar as mensalidades. Para treinar, limpava a academia. Com disciplina e persistência, acumulou títulos relevantes ao longo da carreira. Moura superou as dificuldades da vida e carrega marcas profundas de suas experiências, mas também uma força que inspira. Gratidão, empatia, humildade, coragem, resiliência e integridade definem sua trajetória. Lançado em 2018, o livro “Vencendo as Decepções” apresenta uma narrativa de superação centrada em um protagonista resiliente. A obra trata as decepções como pontos de virada, defendendo que frustrações podem se transformar em aprendizado e crescimento espiritual e pessoal. Com linguagem acessível, o autor propõe uma mudança de perspectiva diante das adversidades e o redirecionamento para novas oportunidades. É uma leitura indicada para quem enfrenta desafios e busca compreender melhor as próprias experiências.

Sérgio Lopes Jornalista

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Destrói em segundos, se esconde pra sempre

 

Os nossos atos e julgamentos são responsáveis pelas escolhas, ainda que possamos ter pontos de vista favoráveis ou desfavoráveis acerca de determinadas circunstâncias. Como dizia o religioso, escritor e orador português, considerado o principal nome do Barroco na língua portuguesa, Padre Antônio Vieira (1608–1697): “Para haver verão e inverno, é necessário um ano; e, para haver noite e dia, são necessárias vinte e quatro horas; mas, para haver mal e bem, basta um só momento”. A declaração ganha peso incômodo neste caso, o erro não exige tempo prolongado. Um único ato, praticado às escondidas ou por conveniência, é suficiente. Denunciar injustamente ou agir contra quem atua de boa-fé não configura opinião nem procedimento neutro; trata-se de uma escolha consciente, com efeitos imediatos. A observação de Vieira é direta, o mal tende a ser rápido, de baixo custo e anônimo; por isso mesmo, impõe responsabilidade moral a quem o pratica. Há, porém, um contraponto menos confortável, o bem não se sustenta apenas na intenção. Exige consistência, transparência e coragem pública. Um gesto covarde resolve rápido, fere em segundos e some no escuro. Já reparar o erro ou sustentar o que é correto dá trabalho, cobra tempo e exige dar a cara a tapa. Coragem, ao contrário da covardia, não é instantânea nem anônima. Em síntese, um instante basta para fazer o errado, e esse atalho expõe mais sobre quem age do que qualquer justificativa tardia. É fácil estragar; mais raro é pagar o preço de fazer o certo, item fora de catálogo para muitos.

                                       Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Democracia de Fachada

 

A troca de lideranças no cenário político atual raramente vem acompanhada de mudança real de conduta. O poder alterna protagonistas, mas preserva a lógica que sustenta práticas recorrentes.  Mudam os nomes e permanecem os vícios... No Brasil, o discurso se mantém formal e institucional, enquanto a prática segue refém de padrões já conhecidos. Anunciam agendas de Estado, porém entregam resultados atravessados por interesses imediatos. A aparência se renova; o método resiste. E o constrangimento persiste...  Parte dos que hoje denunciam a erosão institucional já participou, direta ou indiretamente, de sua consolidação. No fim, o poder não transforma, apenas expõe o que sempre foi tolerado. A pergunta que fica: se o poder virou chiqueiro, a responsabilidade é só de quem ocupa… ou também de quem nunca deixou de aplaudir?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Família terceirizada

 

No cenário atual, observa-se que parte da população tem adotado condutas que destoam do habitual  e queda de reconhecimento de outros nas relações sociais. O Cláudio Duarte, pastor, conferencista, escritor, empresário e apresentador, é conhecido pelo uso de humor em palestras e pregações sobre temas religiosos, como sexualidade e casamento. Recentemente, Duarte fez uma declaração que gerou polêmica: “Temos uma geração estranha que põe os filhos na creche, os pais no asilo e vai passear com os cães na praça”. A afirmação caracteriza-se como uma análise de ordem ética. Porém, reduz uma circunstância complexa a uma interpretação simplificada. Colocar filhos em creches não caracteriza abandono; frequentemente decorre de necessidades econômicas. Encaminhar idosos a instituições pode garantir cuidados especializados, sem implicar negligência afetiva. Ainda assim, a frase evidencia um ponto sensível, há indícios de inversão de prioridades nas relações sociais. Verificam-se casos em que vínculos são delegados e o afeto passa a ser tratado como elemento secundário. O passeio com o cachorro vira o álibi perfeito, um símbolo conveniente para disfarçar prioridades bastante seletivas. Ironia? Discursa-se muito sobre “qualidade de vida”, enquanto a presença real se torna cada vez mais rara. A crítica funciona porque exagera e, só assim, consegue ser notada. No fundo, não envolve creche, asilo ou pets; revela uma ausência emocional disfarçada de rotina. No fim, se incomoda, talvez não seja pela frase, mas pelo que ela reflete.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Votam, performam, não resolvem

 

O Brasil é  pobre, capitalista, desigual. A maioria da população  é alienada, fútil, fanática, analfabeta, intolerante, invejosa, covarde, exploradora e miserável. Diante disso, surge a pergunta que não quer calar: se 11 ministros vão decidir tudo, por que pagamos 594 parlamentares? Em teoria, pagamos 594 parlamentares para representar e preservar o teatro da decisão popular. Eles dominam o microfone e fogem da decisão; outros, porém, mandam no jogo. O martelo já foi batido. Quem se sente ator compõe apenas a plateia. A discussão é ampla; o desfecho, discreto. Votam sempre e resolvem raramente, mas fazem barulho na mídia. A democracia parece uma transmissão ao vivo, muita audiência e pouca consequência. Em paralelo, 11 assinaturas fazem o que 594 discursos não fizeram. É dispendioso manter esse quadro de ideias mutáveis. Na hora da verdade, poder há de sobra; falta vergonha, valentia de palco, covardia de bastidor. E o custo da farsa? Sempre cai no colo de quem insiste em bater palma.

                                                  Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade

terça-feira, 21 de abril de 2026

Tiradentes: herói ou farsa oficial?

 

O dia 21 de abril é feriado nacional. Mas por quê? Os livros de história descrevem a Inconfidência Mineira como um movimento de caráter separatista ocorrido em Minas Gerais, em 1789, com o objetivo de instituir uma república autônoma e eliminar os débitos junto à Fazenda Real. A conspiração foi descoberta antes de se concretizar, resultando na prisão e condenação de seus participantes. Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, assumiu maior responsabilidade pelo movimento e foi executado por enforcamento em 21 de abril de 1792. Quase um século depois, a Proclamação da República no Brasil é descrita pela historiografia como o evento ocorrido em 15 de novembro de 1889, marcando o fim do regime monárquico. O movimento foi liderado por Deodoro da Fonseca, com apoio de setores militares e civis. O imperador Dom Pedro II foi deposto e enviado ao exílio, consolidando a adoção do regime republicano presidencialista. No processo de consolidação do novo regime, o país buscou símbolos de unificação nacional. Nesse contexto, Tiradentes, até então pouco lembrado, passou a ser promovido como mártir da República. Diante disso, surge a questão: Tiradentes deve ser considerado um herói nacional ou uma figura posteriormente construída para atender a interesses políticos?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Um novo caminho

 

Às vezes, as chateações de alguns anos, deixam as pessoas decepcionadas.  A viagem não concretizou, o emprego não deu certo,  o resultado do concurso não foi o desejado,  o show foi censurado,   o dinheiro ficou escasso,  o amigo frustrou,  a menina desprezou, o parente sacaneou,  o vizinho criticou, a cidade inteira odiou e nao valorizou.... Alguns sofrem com os dissabores e não conseguem superá-los. Levam para o coração e cultivam o ódio.  Outros esquecem as rugas , as diferenças e, sobretudo,  perdoam.  Portanto, apague da memória o que é ruim. Explore novas experiências, trilhe um novo caminho, seja feliz!

                            Sérgio Lopes 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

A desigualdade também é um estilo de vida

 


Às vezes, muitas pessoas passam anos de suas vidas na busca de objetivos. Cada um aprende com idosos, pais, livros e, sobretudo, com os infortúnios. Alguns conseguem concretizar desejos e vontades. Outros não têm êxito e ficam frustrados. Os menos favorecidos economicamente são tolerados. Os remediados não são reconhecidos e nem valorizados. Os abastados sempre são perdoados. O marginalizado raspa o tacho e ainda agradece pela sobrevivência. O limitado transforma desejo em dívida e finge que é estratégia. O privilegiado paga pelo sossego e acredita que é paz. O excluído se apavora com a escassez. O iludido teme deixar de impressionar. O endinheirado vive com medo de perder o figurino de rico. Todos juram que dinheiro não define, mas ajoelham sem discutir. A régua muda e o vazio continua no mesmo lugar. No topo da pirâmide, o excesso vira rotina. No limbo social, falta tempo para sustentar a própria ilusão. No limite da existência social, nem a falta traz alívio... No fim da linha, a desigualdade mora no preço da queda, não no sofrimento de viver.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade