O ano de 2026 chegou. Para muitos
brasileiros, a expectativa gira em torno da Copa do Mundo, que será disputada
entre 11 de junho e 19 de julho, em 16 cidades-sede espalhadas por México,
Estados Unidos e Canadá. Sem dúvida, trata-se de um dos eventos esportivos mais
prestigiados do planeta. Ainda assim, não provocará qualquer mudança concreta
na vida da população. Em contrapartida, nos dias 4 e 25 de outubro, os
brasileiros irão às urnas para escolher seus representantes. Nos 26 estados e
no Distrito Federal, serão eleitos dois senadores, deputados federais,
deputados estaduais e o presidente da República. Diferentemente do espetáculo
futebolístico do meio do ano, as eleições moldam o futuro da nação. Pelo voto,
o eleitor escolhe, entre opções autorizadas, quem irá governá-lo por um período
limitado. Isso se chama democracia. Essa escolha, porém, não deveria ser um
salto no escuro, nem refém de impulsos ideológicos. O discurso eleitoral
precisa passar pelo filtro da realidade. Lavagem de dinheiro, assédio, fraude?
Para uma parcela do eleitorado, nada disso impede o voto. A corrupção reina no
país e, em nove meses, o eleitor decide: continuidade ou expulsão. O pleito se
aproxima. Os patifes vencem novamente, surpresa nenhuma. A alienação triunfa. O
eleitor perde, a desinformação decide e o país paga a conta.
Sérgio Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.



