Você não é mais criança e pode fazer a escolha correta.
Sérgio Lopes Jornalista
A campanha nacional dedicada à
conscientização da saúde mental é conhecida como Janeiro Branco. Criado em 2014
pelo psicólogo Leonardo Abrahão, na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, o
movimento ganhou reconhecimento oficial em 2023, ao ser instituído como Lei
Federal nº 14.556/23, consolidando sua relevância em âmbito nacional, conforme
divulgado pelo portal Estado de Minas. A campanha utiliza o simbolismo do
início do ano para estimular a reflexão sobre o bem-estar emocional, entendendo
esse período como uma “página em branco”, propícia à definição de novos
objetivos e ao cuidado com a saúde mental. A escolha da cor branca representa
justamente essa ideia de recomeço, na qual cada indivíduo pode escrever uma
nova história. Com o passar dos anos, o Janeiro Branco se expandiu por todo o
país, promovendo ações como palestras, workshops e a disseminação de
informações por meio das redes sociais e da imprensa. A iniciativa contribui
para inserir a saúde mental no debate público, reduzir o estigma associado a transtornos
como ansiedade e depressão e incentivar a prevenção antes do agravamento do
sofrimento psíquico. Além disso, a campanha favorece o acesso à informação e ao
atendimento psicológico, reforçando a importância da educação emocional nos
ambientes escolar e profissional. O tema do Janeiro Branco 2026 é “Paz,
Equilíbrio, Saúde Mental”. Trata-se de uma campanha gratuita, acessível e
aberta a toda a população, sem exigência de cadastro ou restrições, cujo
objetivo é envolver a sociedade na reflexão coletiva sobre saúde mental.
Sérgio Lopes
Jornalista
Texto publicado no
Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em
comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado
pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de
consciência, sensibilidade e liberdade.
O ano de 2026 chegou. Para muitos
brasileiros, a expectativa gira em torno da Copa do Mundo, que será disputada
entre 11 de junho e 19 de julho, em 16 cidades-sede espalhadas por México,
Estados Unidos e Canadá. Sem dúvida, trata-se de um dos eventos esportivos mais
prestigiados do planeta. Ainda assim, não provocará qualquer mudança concreta
na vida da população. Em contrapartida, nos dias 4 e 25 de outubro, os
brasileiros irão às urnas para escolher seus representantes. Nos 26 estados e
no Distrito Federal, serão eleitos dois senadores, deputados federais,
deputados estaduais e o presidente da República. Diferentemente do espetáculo
futebolístico do meio do ano, as eleições moldam o futuro da nação. Pelo voto,
o eleitor escolhe, entre opções autorizadas, quem irá governá-lo por um período
limitado. Isso se chama democracia. Essa escolha, porém, não deveria ser um
salto no escuro, nem refém de impulsos ideológicos. O discurso eleitoral
precisa passar pelo filtro da realidade. Lavagem de dinheiro, assédio, fraude?
Para uma parcela do eleitorado, nada disso impede o voto. A corrupção reina no
país e, em nove meses, o eleitor decide: continuidade ou expulsão. O pleito se
aproxima. Os patifes vencem novamente, surpresa nenhuma. A alienação triunfa. O
eleitor perde, a desinformação decide e o país paga a conta.
Sérgio Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
Atacar
os outros, imitar amigos, invejar parentes, cultivar ciúmes e ignorar opiniões
alheias são atitudes medíocres recorrentes. Muitos adultos revelam baixa
tolerância à frustração, vínculos emocionais excessivamente dependentes,
resistência em assumir responsabilidades e foco exclusivo na gratificação
imediata. Esses comportamentos configuram respostas regressivas. Por isso, não
é raro interpretarmos certas atitudes adultas como “infantis”. Elas se
manifestam, sobretudo, no controle emocional limitado diante de conflitos, na
incapacidade de adiar desejos e na dificuldade de deslocar o olhar do próprio
ego. Administrar relações com adultos emocionalmente imaturos exige clareza e
firmeza. É necessário dialogar de forma direta, evidenciando os impactos
nocivos dessas condutas. A comunicação deve ser sóbria, objetiva, centrada no
conteúdo e livre de trivialidades. Mensagens vagas apenas reforçam o problema. A
infantilização, em muitos casos, está associada à superproteção. Ainda assim,
nenhum rótulo substitui uma avaliação profissional. O acompanhamento de um
psicólogo ou psicopedagogo é indispensável para um diagnóstico individualizado
e responsável.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com),
em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado
pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de
consciência, sensibilidade e liberdade.
A unidade
de elite do Exército dos Estados Unidos, a Delta Force, prendeu o presidente da
Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026, durante uma operação
militar que incluiu bombardeios sobre Caracas e outras regiões do país. A
prisão foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e acompanhada por
um posicionamento oficial da procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, que
afirmou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, responderão à Justiça dos
Estados Unidos. Entre as acusações estão conluio com o narcoterrorismo e
importação de cocaína. O casal foi retirado do país por transporte aéreo e
conduzido ao Centro de Detenção Metropolitano, em Nova York. A partir de
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, Maduro passou a responder judicialmente
por narcoterrorismo, tráfico de drogas, conspiração criminosa e porte ilegal de
armas. Segundo o portal G1, ele compareceu a um tribunal em Nova York para sua
primeira audiência, na qual foi formalmente informado das acusações —
procedimento padrão da Justiça norte-americana. O juiz responsável marcou nova
audiência para 17 de março, quando Maduro e sua esposa prestarão depoimento. Ainda
de acordo com o portal, o chefe do Executivo venezuelano declarou: “Sou
inocente. Sou um homem decente. Sou um presidente”, reiterando que se considera
o legítimo presidente da Venezuela. Em caso de condenação, Maduro poderá
receber penas severas, inclusive prisão perpétua. Sem seu líder, a Venezuela
enfrenta disputa política interna, maior centralização de poder pelo chavismo,
pressão internacional e instabilidade institucional. A reação popular tende a
ser fragmentada: apoiadores organizam protestos, enquanto opositores demonstram
aprovação. No cenário internacional, as posições também se dividem. Alguns
países condenam a prisão; outros a apoiam ou reconhecem a legitimidade da ação
norte-americana. Organizações internacionais pedem respeito ao devido processo
legal. O episódio expõe um espetáculo de interesses conflitantes, polarização
ideológica e disputas geopolíticas. Em síntese, trata-se de um circo
diplomático de grandes proporções, com Maduro no centro do picadeiro,
evidenciando os limites do direito internacional diante da força e da política
de poder.
Sérgio Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
As
excentricidades do Brasil não tiram férias. Nos últimos dias de 2025, o delírio
coletivo teve nome, número e promessa: a Mega da Virada. O país parou.
Fantasiou riqueza. Apostou esperança. No dia 31, o sorteio simplesmente não
aconteceu. Vieram as suspeitas, os boatos e o velho teatro da desconfiança. Só
em 1º de janeiro surgiu o desfecho: seis apostas dividiram mais de um bilhão de
reais. A plateia, atrasada, aplaudiu mesmo assim. Pouco antes, em 21 de
dezembro, o verão havia estreado oficialmente. Chegou como sempre, calor
excessivo, chuvas desordenadas e cidades litorâneas superlotadas. Milhares
buscaram descanso... Encontraram outro tipo de pressão econômica, na praia, o sol
queima e o preço castiga. Seis pastéis por R$ 150. Batata frita por R$ 80. Água
a R$ 10. Cerveja a R$ 20. Não é cardápio; é pedágio. Comer e beber à beira-mar
deixou de ser lazer e passou a ser demonstração de renda. A justificativa é
conhecida: calor extremo, dificuldade logística, alta demanda. A verdade é mais
simples, quando a concorrência some, o abuso aparece. Quando a sede aperta, a
escolha desaparece. O consumidor não consome; se submete. No verão brasileiro,
o corpo sofre com o clima e o bolso com a esperteza. O abuso se repete, se
aceita e se normaliza. E a equação fecha sem erro, pouca oferta, necessidade
imediata e exploração bem calculada. O espetáculo muda de cenário, mas o
roteiro é o mesmo. Seja na promessa do prêmio bilionário ou na cerveja quente
da praia, alguém sempre paga mais caro pelo direito de sonhar ou apenas de
matar a sede.
Sérgio Lopes Jornalista
Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.