Atacar
os outros, imitar amigos, invejar parentes, cultivar ciúmes e ignorar opiniões
alheias são atitudes medíocres recorrentes. Muitos adultos revelam baixa
tolerância à frustração, vínculos emocionais excessivamente dependentes,
resistência em assumir responsabilidades e foco exclusivo na gratificação
imediata. Esses comportamentos configuram respostas regressivas. Por isso, não
é raro interpretarmos certas atitudes adultas como “infantis”. Elas se
manifestam, sobretudo, no controle emocional limitado diante de conflitos, na
incapacidade de adiar desejos e na dificuldade de deslocar o olhar do próprio
ego. Administrar relações com adultos emocionalmente imaturos exige clareza e
firmeza. É necessário dialogar de forma direta, evidenciando os impactos
nocivos dessas condutas. A comunicação deve ser sóbria, objetiva, centrada no
conteúdo e livre de trivialidades. Mensagens vagas apenas reforçam o problema. A
infantilização, em muitos casos, está associada à superproteção. Ainda assim,
nenhum rótulo substitui uma avaliação profissional. O acompanhamento de um
psicólogo ou psicopedagogo é indispensável para um diagnóstico individualizado
e responsável.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com),
em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado
pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de
consciência, sensibilidade e liberdade.
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