Segundo o dicionário da língua portuguesa, “ladrão” é quem subtrai bens
alheios, também chamado de gatuno, larápio, assaltante ou delinquente. Na
prática, furtos, roubos, estelionatos, fraudes e corrupção atravessam
diferentes contextos, de instituições financeiras a empresas, comércios e
serviços, sem poupar setores políticos, religiosos ou culturais, no Brasil e
fora dele. A interpretação do termo varia conforme o cenário e pode apontar
tanto para o criminoso comum quanto para quem opera esquemas mais sofisticados
de desvio, com a diferença de que alguns vestem farda, outros terno, e há ainda
os que discursam. Em nosso país e na escala internacional, a palavra costuma
recair sobre quem se apropria do que não é seu, seja no cotidiano, seja nos
bastidores de grandes estruturas. Trata-se, portanto, de uma prática
recorrente, amplamente conhecida... Embora a régua que a mede insista em mudar
conforme o endereço, o cargo ou a conveniência. Diante disso, quando você lê ou
ouve a palavra “ladrão”, está pensando exatamente em quem, ou em quais prefere
não pensar?
Sérgio Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.

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