sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O interior paga, a capital acorda

 

                 Vídeo do Joãozinho Jornalista 

As postagens publicadas no Blog dos Letrados Desalienados, do jornalista Sérgio Lopes, nos dias 14 e 15 de janeiro de 2026, escancararam o descaso histórico da Cemig com pequenos municípios mineiros. A denúncia, amplificada pela Rádio Educativa de Goianá, na voz do locutor Wenderson Flores, quebrou o silêncio imposto ao interior e ultrapassou os limites regionais. O problema deixou de ser local. Chegou à capital. Em Belo Horizonte, a repercussão ganhou densidade política com a manifestação do jornalista João Valdomiro de Jesus Perpétuo, o Joãozinho Jornalista, de 59 anos. Natural de Peçanha, criado em Virgolândia e residente na capital desde 1984, Joãozinho construiu uma trajetória alinhada às lutas populares e à defesa de pautas historicamente negligenciadas pelo poder público mineiro: valorização do magistério, meio ambiente, justiça tributária, saúde e educação. Em vídeo divulgado nas redes sociais , foi direto e sem rodeios. Apontou o abandono operacional da Cemig em Goianá e Coronel Pacheco, expôs a incompetência reiterada da concessionária e evidenciou o desrespeito institucional com a população do interior de Minas Gerais. Não se trata de falha pontual, mas de um método conhecido, tolerado e convenientemente naturalizado. A repercussão amplia a pressão pública sobre a empresa e desmonta a narrativa confortável dos “incidentes técnicos”. O que se impõe é a constatação de uma precarização crônica de um serviço essencial, sustentado por tarifas elevadas e devolvido à população em forma de apagões e descaso. A omissão deixou de ser invisível. Virou pauta estadual e, mais que isso, um problema político que já não cabe mais debaixo do tapete.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

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