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Além
disso há outros termos e significações como: antenado (saber de algo, estar
sempre informado), pagar mico (vexame, vergonha), bacana (bom, bonito),
boa-pinta (de boa aparência), boazuda (mulher bonita), papo furado (conversa
boba), pé de chinelo (pessoa sem expressão), zoar (fazer barulho, rir de
alguém) dentre outros. Os termos com suas significações acima são chamados de
gírias, que surgem num determinado grupo social e, por sua expressividade,
acabam sendo incorporadas à linguagem coloquial de outras camadas sociais.
Evidenciam o permanente movimento da língua portuguesa que está inserida em um
contexto cultural. As gírias são consideradas um elemento polêmico nas diversas
línguas e caracterizadas pelos sentimentos de (ódio e amor). Há pessoas que
odeiam e há também os que amam. Uma boa
parte dos eruditos e estudiosos mostram-se aborrecidos com as gírias,
classificando-as como “vícios de linguagem”.
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Entretanto,
são relevantes para a sustentação da língua e servem de marca temporal. Já a juventude
é quem adequa a maneira diferente de falar de usar gírias. O filósofo e
linguista suíço Ferdinand de Saussure que propiciou o desenvolvimento da
linguística enquanto ciência autônoma, afirmou que “é sincrônico tudo quanto se
relacione com o aspecto estático da nossa ciência, diacrônico tudo que diz
respeito às evoluções. Do mesmo modo, sincronia e diacronia designarão
respectivamente um estado de língua e uma fase de evolução”. Diante da
afirmação de Saussure, concluímos que a própria Linguística, ciência que estuda
a linguagem, considera que as gírias são o aperfeiçoamento que colabora para a modificação
da língua, e quem faz isso são os falantes, anexados em distintos grupos
sociais.
Sérgio Lopes
