domingo, 18 de setembro de 2016

A mídia brasileira será democrática?



          Segundo informações do portal “countrymeters.info”, nos dias atuais, o Brasil possui 210.194.711 habitantes que vivem no território nacional com cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, divididos em 26 estados e um Distrito Federal. Desde a chegada dos colonos portugueses até 2016, o país sempre esteve nas mãos das elites e a maioria do povo ficou excluído das transformações políticas, econômicas, sociais, religiosas e culturais. A velha mídia progressista (TV, rádio, jornal, revistas) teve e ainda têm um grande poder político, de informar e de manipular, de formar e de deformar...   
          No período de 1500 – 1807, qualquer publicação realizada no Brasil era considerada ilegal. Durante 307 anos, nosso país vivia às cegas, numa treva de conhecimento e cultura, visto que Portugal proibia os livros e periódicos, para que os colonos estivessem submetidos às suas regras e ordens, e não alcançassem a liberdade. No início do século XIX (1808), a coroa portuguesa fugiu para o Brasil e inaugurou o primeiro jornal impresso em terras brasileiras, a Gazeta do Rio de Janeiro. Assim surgiram a imprensa e a literatura. 
          Deste período até a presente data, os meios de comunicação ficaram nas mãos de clãs como: a família Marinho da Globo, a Abravanel (Sílvio Santos) do SBT, o Edir Macedo da Record, a família Saad  (Band), a Frias da Folha de S. Paulo, a Mesquita do Estadão, a Civita da editora Abril (Veja), dentre outras que passaram e ainda passam a exercer papel fundamental nas decisões tomadas que podem decidir o rumo da nação. Essa alta concentração de poder faz bem ao Brasil? Que liberdade de imprensa o povo tem? Até quando os donos da mídia querem continuar controlando sozinhos os meios de comunicação do Brasil? 
Imagem: slideplayer.com.br
          Alguns princípios constitucionais devem reger a comunicação no Brasil tais como: liberdade de expressão, liberdade de imprensa e proibição da censura (art. 220); promoção e defesa da cultura nacional e das culturas regionais (art. 221); estímulo à produção independente (art. 221); proibição de concessões de TV aos parlamentares (art. 54, I); proibição de oligopólio ou monopólio (art. 220, § 5º); proibição de proselitismo religioso na TV e rádio (preferência de programas e finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas – art. 221);proibição de programas religiosos nas TVs e rádios estatais (Estado Laico – art. 19, I) e complementariedade das TVs e rádios estatais, públicas e privadas (art. 223). 
Imagem: www.cut.org.br
          Enfim, o setor empresarial de comunicação do país é extremamente poderoso e possui ramificações no Congresso Nacional e influência sobre o próprio governo, o que impossibilita progressos neste setor. A República Federativa do Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer, contudo qualquer projeto de lei que apresente alterações no setor de comunicações sofrerá imensa pressão contrária. Os movimentos da sociedade civil têm consciência disso e, por isso, trabalham na perspectiva de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, colocando a sociedade diretamente como personagem principal da mudança, transformando essa proposta em uma luta popular, de massas, com o povo brasileiro se apropriando do tema, entendendo as necessidades do setor.
Sérgio Lopes

domingo, 11 de setembro de 2016

O mal luta contra o mal



               No dia 11 de setembro de 2001, o século XXI estremeceu, o mundo assistiu estupefato o maior atentado terroristas de todos os tempos, nos Estados Unidos. No fim do inferno norte-americano, na manhã do dia 11 de setembro, terroristas islâmicos sequestraram um avião e desviaram sua rota em direção ao “World Trade Center” (um dos prédios mais alto do mundo). No primeiro momento, todos acreditavam que tratava-se de um terrível acidente aéreo, mas não de um ataque planejado. Depois de aproximadamente 20 minutos, outro avião chocou-se contra a segunda torre do WTC, não havia dúvidas que o centro do capitalismo mundial estava sendo vítima de atentados terroristas. Posteriormente, na cidade de Washington D.C, uma terceira aeronave sequestrada foi jogada contra o Pentágono (central de inteligência norte-americana)
               O acontecimento gerou grande repercussão que foi além da morte de milhares de pessoas... As bolsas de valores do mundo entraram em crise; o então presidente George W. Bush fez aprovar o “USA Patriot Act”, que concedeu ao governo a prerrogativa de, numa democracia, poder invadir lares, espionar cidadãos, interrogar suspeitos de espionagem ou terrorismo (inclusive empregando tortura) sem lhes dar direito à defesa ou a julgamento. Os Estados Unidos aliado com as principais potências mundiais promoveram a chamada Guerra ao Terror contra o Eixo do mal que levou à invasão ao Iraque e ao Afeganistão.
Imagem: pcbsc.wordpress.com
               Já passados 15 anos desde o 11 de Setembro de 2011, o Estado Islâmico veio a tornar-se a essencial evocação do terrorismo.  Canadá, principalmente nos EUA, Israel e diversos países da Europa, o sentimento de ódio ou de repúdio em relação aos muçulmanos e ao Islamismo em geral cresceu. O planeta vive em uma complexa rede de reações e contrarreações. As hostilidades contra muçulmanos no Ocidente cresceram assustadoramente, agravadas pela crise migratória. Alguns populistas de direita do continente europeu se beneficiam da islamofobia. Espanha, França, Reino Unido, Bélgica, Turquia, Rússia já foram alvos da ira dos terroristas. Enfim, talvez a justificativa para os ataques esteja associado ao fato de algumas nações europeias serem ícones da filosofia ocidental e ter como bandeiras os valores sociais, a democracia, o igualitarismo, a liberdade — princípios que os terroristas fundamentalmente desprezam e que eles acreditam estarem sendo impostos ao mundo islâmico.
Sérgio Lopes

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Alunos sem limites, futuros adultos frustrados



               A maioria das escolas de educação básica espalhadas pelo país possuem estudantes minados, imaturos, alienados, mal educados, rebeldes, grossos e fúteis. Estas características não são atribuídas a todos alunos, porém uma parte significativa dos estabelecimentos de ensino do Brasil têm discentes que comportam inadequadamente no meio escolar... Na atualidade é claramente perceptível mudança na forma como os pais educam seus filhos. Vivemos uma crise de valores caracterizada por duas questões (a falta de bons exemplos dos pais e a falta de limite) que possivelmente são responsáveis por muitas das características que os jovens levam para a fase adulta.  
               A família tem preocupado em educar os filhos?  Lamentavelmente, muitas crianças nunca ouviram um não de seus pais, tal situação gera prejuízo para o seu amadurecimento. Os menores não sabem conviver com as frustrações. Pais, tios e adultos em geral tentam diminuir seu sentimento de culpa pelo pouco tempo que passam com os filhos, concedem-lhes poderes, como escolher se irão viajar ou não, se vão sair ou não e até mesmo se desejam ou não ir à escola. Contudo, é de extrema relevância que os responsáveis pela educação dos filhos decidam e saibam falar um não e ofereçam limites...  Além disso, a criança deve aprender valores e saber a importância de ser solidária, de ter compromisso, de partilhar, de respeitar a si mesma e aos outros.
                Os pais não devem culpar as Instituições de Ensino de não cumprir satisfatoriamente seu papel. A obrigação da Escola é instruir e repassar conhecimento. Os profissionais da educação desejam os pais como parceiros na formação das crianças. Também é preciso que os pais tenham atitudes, comprometimento, cobranças em casa, hora para estudos e limites. Por fim, as famílias devem cobrar dos filhos quando aquela nota está baixa e não exigir do professor que explique o baixo rendimento do aprendiz, assumir a real criação de seus filhos e não terceirizar para os estabelecimentos de ensino  seus deveres como família.
Sérgio Lopes