Final de ano é tempo de festa e celebração, mas também de reflexão, de análise e de recomeços. Para trás fica um ano que agora acaba, e dele devemos guardar o bom e esquecer o menos bom. Do sofrimento e das lágrimas guardemos apenas a certeza de que a elas sobrevivemos. Dos erros guardemos a aprendizagem; e das dificuldades guardemos o momento da superação. Devemos sentir alegria e gratidão por mais um ano vivido, e apesar de tudo que tenha acontecido, o importante é que chegamos até aqui. E hoje somos mais experientes, mais fortes e mais sábios. Agora é tempo de encher o coração de otimismo, esperança e sonhos, é tempo de recomeçar e renovar, pois um novo ano vai começar e devemos vivê-lo e aproveitá-lo ao máximo. Desejos de um feliz e próspero Ano Novo!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
A burocracia é o maior inimigo do desenvolvimento
De acordo com Lêillane
Soares, o conceito de burocracia deveria ser procedimentos que visam atrapalhar
quando estamos com muita pressa para fazer algo. Nas instituições (pública, privada, social)
tais como: escolas, hospitais, cartórios, empresas, órgãos públicos dentre
outros, há sempre a figura detestável de um burocrata ou tecnocrata. Este
profissional adora complicar a vida da equipe de trabalho. A maior parte
designa determinações gerenciais arbitrárias, enfadonhas, repetitivas,
extenuantes e inúteis. A Produção quase
diária de relatórios, a exigência de reuniões intermináveis aos sábados ou após
o expediente, as inúmeras chamadas telefônicas fora do horário de trabalho, a criação
de projetos inúteis, sobretudo, na área de educação são algumas atitudes
desagradáveis dos burocratas e tecnocratas. Quem já enfrentou, enfrenta ou
enfrentará o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a Receita Federal, o
DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito), a Administração de Benefícios dos
Servidores Públicos...? Bastantes cidadãos sempre ficam enfurecidos com a
imprestabilidade do sistema burocrático do país. Milhões de indivíduos sentem o
quanto é repugnante os imensuráveis formulários, métodos equivocados, imposição
desigual ao trabalhador brasileiro, funcionários públicos nada atenciosos,
dificuldade para conseguir um serviço público e descontentamento com a solução.
“Burocracia: a arte de converter o fácil para o difícil através do inútil” é
uma frase de autoria desconhecida e define bem a complexidade burocrática. Senhores
burocratas e tecnocratas libertem as suas mentes para chegarem a novas conquistas,
planos, maneira de viver e refletir. Por fim, como disse o pensador Ernesto P.
Neto: “os governos devem tornar a vida do cidadão mais produtiva e livre, sem
burocracias e amarras”.
Sérgio
Lopes (Jornalista, Professor, Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
"Só, e no mais: sem ti, jamais nunca — Minas, Minas Gerais"...
De acordo com o site
www.sites.almg.gov.br, em 02 de dezembro de 1720, a Capitania (São Paulo e Minas do Ouro) foi desmembrada pela
Coroa Portuguesa, sendo criada a Capitania de Minas, que se tornou conhecida como Minas Gerais. Nos três séculos de
existência, tanto as pessoas (humildes, simples, honestas, trabalhadoras)
quanto os grandes nomes da (música, literatura, ciência, política, esporte) nascidas
nas montanhas mineiras tiveram papel
relevante na história do Brasil. O povo
mineiro sempre foi responsável pela diversidade cultural... No cenário musical,
podemos destacar o Clube da Esquina, movimento que originou na década de 1960
em (Belo Horizonte), onde jovens músicos, os irmãos Borges (Marilton, Márcio e
Lô) e Milton Nascimento começaram a se reunir na capital mineira, o som
produzido se fundia com as novidades trazidas pela Bossa Nova a elementos do
jazz, do rock – principalmente os Beatles –, música folclórica dos negros
mineiros com alguns recursos de música erudita e música hispânica. Outros nomes
importantes são: (Ary Barroso, Ataulfo Alves, Flávio Venturini, Paulinho Pedra
Azul, Ana Carolina, Beto Guedes, Fernando Brand, Wagner Tiso, Wilson Sideral,
Cláudio Venturini dentre outros) e bandas como: (Skank, Jota Quest, Pato Fu,
Tia Anastácia, 14 Bis, Sepultura e Sarcófago). Poetas e autores mineiros consagrados da literatura
brasileira encantaram o mundo: (Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade,
Murilo Mendes, Ziraldo, Darcy Ribeiro, Fernando Sabino, Adélia Prado). Na
ciência, o grande destaque é Alberto Santos Dumont. Ele inventou o avião, “14
Bis”, a primeira aeronave mais pesada, a levantar voo por seus próprios meios.
No cenário político, desde a República do Café com Leite (1889 – 1930), marcada
pela alternância de presidentes paulistas e mineiros, até o processo de redemocratização,
nos anos 1980, as Minas Gerais contribuíram com personagens decisivos nos
destinos do país tais como: Afonso Penna, Henrique Teixeira Lott, Magalhães Pinto, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, Itamar
Franco, José de Alencar... No esporte, o
maior jogador de futebol de todos os tempos (Edson Arantes do Nascimento –
Pelé). Ademais, os ex-futebolistas Dirceu Lopes, Eduardo Gonçalves de
Andrade (Tostão), Wilson Piazza, José Reinaldo de Lima (Reinaldo) nasceram em solo
mineiro. Parabéns Minas Gerais e povo mineiro! Sem dúvida, o nosso estado é o
melhor do Brasil.
Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)
sábado, 28 de novembro de 2020
A desconstrução do verso, de Haroldo de Campos
O concretismo foi
engendrado em São Paulo, na década de 1940, por Haroldo e Augusto de Campos,
Décio Pignatari, José Lino Grünewald, entre outros. No concretismo, a arte
materializa (concretiza) visualmente o que expressa, por meio de diversos
recursos. Na poesia concreta, o texto não se vale da palavra só como elemento
de significado; vale-se dela como elemento também imagético, sonoro,
ideogramático, ideográfico. No concretismo, enfim, a palavra é um “tijolo”, que
participa da construção de uma mensagem visual, sonora, transmitida por uma
sintaxe ideogramática. Disponível em: https://www.osul.com.br/a-poesia-concreta.
Acesso em: 28/11/2020.
Caetano Veloso faz
referência ao movimento concretista, no trecho da canção “Sampa”.
Alguma coisa acontece
no meu coração
Que só quando cruza a
Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu
cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta
de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Sérgio Lopes
(Jornalista, Professor, Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
O surgimento dos ingleses no Brasil Colônia
Os lusitanos objetivavam
elevar os lucros e enviar produtos brasileiros[1]
para Europa. Contudo, alguns países do velho continente souberam da existência
de riquezas na colônia. A Inglaterra nação próspera deu início à
industrialização, fez o sistema capitalista evoluir e tornou o império mais
poderoso e influente do mundo. O amplo domínio de mercados consumidores e
matérias primas foram primordiais para o processo industrial inglês.
Como resultado da
Revolução Industrial[2],
combinada com o domínio dos oceanos e a expansão comercial, a riqueza da
Inglaterra dobrou entre 1712 e 1792. Em menos de um século, o volume de
comércio nos portos de Londres triplicou. Em 1800, o Rio Tâmisa, nas imediações
da capital, era uma floresta de mastros de navios. Todos os dias, entre 2000 e
3000 barcos mercantes estavam ancorados à espera da vez para embarcar ou
descarregar suas mercadorias. Da China chegavam chá e seda. Dos Estados Unidos,
tabaco, milho e trigo. Do Brasil, açúcar, madeira, café e minérios. Da África,
marfim e minérios. Entre 1800 e 1830, o consumo de algodão pelas indústrias
têxteis na região de Liverpool saltou de 5 milhões para 220 milhões de libras,
um crescimento de 44 vezes em apenas três décadas. (GOMES, 2007, p.180 – 181)
Em 1530, os ingleses tiveram
o primeiro contato com a colônia brasileira. Posteriormente, na segunda metade
do século XVI, alcançaram o sul do Atlântico, os vínculos com a América Portuguesa
foram um dos fatos dessa nova expansão.
O primeiro corsário a
navegar em águas brasileiras foi Willian Hawkins, notório traficante de
escravos, membro do parlamento e amigo do rei Henrique VIII. Entre 1530 e 1532,
ele fez três lucrativas viagens ao Brasil, levando numa delas, para Londres, um
cacique – “um autêntico rei brasileiro”. Seu filho, John Hawkins, e seu neto,
Richard, seguiram a tradição e também fizeram vantajosas incursões nos mercados
negreiros da Guiné e do Brasil. O primeiro ataque pirata ao litoral brasileiro
foi comandado pelos flibusteiros Robert Withrington e Christopher Lister. Por
seis semanas, de abril a junho de 1587, eles assolaram o Recôncavo Baiano. Só
foram rechaçados porque o governador Cristovão Barros teve ajuda de “índios
flecheiros”. Em 29 de março de 1595, James Lancaster tomou o porto do Recife e
lá permaneceu por 31 dias, carregando seus três navios – e outros doze que
“alugou” de franceses e holandeses que ali encontrou – com tudo o que pôde
saquear. Foi a mais lucrativa das pilhagens ao Brasil. (BUENO, 2003, p.87)
[1] A primeira atividade econômica da
colônia brasileira é a exploração do pau-brasil, mas ela perde a importância
quando as árvores começam a escassear na região da mata Atlântica. Destacam-se
então as monoculturas exportadoras de cana-de-açúcar, algodão e tabaco e a
mineração de ouro e diamante, ramos em geral baseados na grande propriedade e
na escravidão. Paralelamente, a criação de gado, vista como um meio de
subsistência, contribui para a colonização do interior do país. (https://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-do-brasil/economia-no-brasil-colonia)
[2] A Revolução Industrial foi o período de
grande desenvolvimento tecnológico que teve início na Inglaterra a partir da
segunda metade do século XVIII e que se espalhou pelo mundo causando grandes
transformações. A Revolução Industrial garantiu o surgimento da indústria e
consolidou o processo de formação do capitalismo. (https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-industrial.htm)
Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
Meu passado não foi completamente terminado
Não
gostava de estudar. Não tinha paciência
com o português, a matemática, a geografia, a história, a biologia, a química,
a física e o inglês. Nunca prestava atenção nas explicações daqueles
professores chatos, principalmente, os que moravam na minha cidade. Eu os
odiava. Só gostava das aulas de educação
física, jogava futebol o tempo todo. O professor era de uma cidade vizinha, ele
era maneiro, era o meu preferido, tinha um carrão lindo. Os caras que lecionavam na nossa escola e moravam
em outros municípios, eles eram legais e mandavam bem demais. Já os que residiam
aqui, “eles eram porcarias, eles não sabiam porra nenhuma”. Meu pai e minha mãe já falavam isso, lá em
casa. Sinceramente, esses professores babacas tinham que "se foder”. Cara, eu ficava
extremamente irritado quando as pessoas diziam: “Estude para ser alguém na
vida!”. Ora bolas! Meus pais nunca estudavam, meus amigos abandonavam a escola.
Meus parentes jamais colocavam os pés no colégio. Minha cidade respirava política.
Papai e mamãe amavam os políticos locais. Bajulavam o prefeito, o vice-prefeito e os
vereadores, eram fanáticos. Conseguiam empregos para nossos familiares e
amigos. Eu vivia no meio dessa loucura e aos poucos transformava em um doente
insuportável. Eu desprezava os meus amigos. Eu só desejava as pessoas da
prefeitura. Eu tornava um tolo imbecil.
Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Quem sou eu?
Sou
honesto, trabalhador, sincero, humilde, simples e filho dessa terra amada. O
meu amor por essa cidade é incondicional,
assumi o poder, em janeiro de 2017. Durante quatro anos, o meu salário sempre foi
pago em dia. Minha família, meus amigos
e meus bajuladores nunca faltaram nada. Porém não preocupei com os principais
problemas da minha cidade... Sinceramente, jamais tive paciência com esse
negócio de políticas públicas para habitação, saúde, educação, lazer, meio
ambiente. Não asfaltei as ruas, não reformei as escolas, não fiz nenhum projeto
para área de saúde, não aumentei o salário dos servidores públicos municipais,
não dei atenção aos idosos, não fiz casas populares, não realizei concurso público,
não inaugurei a creche e não sei o nome do meu vice. Ele sumiu... A eleição aproxima, o povo está muito
chateado comigo. Tenho que vencer novamente. É preciso iludir os eleitores. Primeiramente,
vou contratar pessoas do município para os setores de obra, saúde, assistência
social dentre outras sem a necessidade de concurso público. Caso o Ministério Público não aceite, pago multa.
Os meus funcionários contratados certamente votaram em mim. Após as eleições, mando
os embora. Posteriormente, vou prometer vários cargos comissionados... Sei que não tenho condições de atender a todos,
mas na época de campanha eleitoral tudo é só promessa. Se Deus quiser, vencerei
as eleições no dia 15 de novembro. Eu e
minha turma continuaremos mandando, desmandando, reinando nesta cidade.
Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)