terça-feira, 27 de janeiro de 2026

História e desenvolvimento do Aeroporto de Goianá e Rio Novo

 


O Aeroporto Regional da Zona da Mata é localizado entre os municípios mineiros de Goianá e Rio Novo. O projeto foi idealizado pelo ex-presidente do país e ex-governador de Minas Gerais: Itamar Augusto Cautiero Franco. Contudo, foi construído pelo então governador Aécio Neves da Cunha, durante o primeiro mandato, no período de 2003 a 2005. Mesmo com a “concretização das obras”, inicialmente, o aeroporto não operou voos comerciais, ficou esquecido por alguns anos. Entre 2006 e 2007, o Brasil viveu crise no setor de transporte aéreo, determinada pelos veículos de comunicação como “caos aéreo” ou “apagão aéreo”. Provocada por um acidente aéreo, a crise teve como personagens principais os controladores de tráfego aéreo, que a desconfiança de erro operativo e diálogo complicado com as autoridades do setor, protestaram através de um processo de operação-padrão (greve branca). Essa condição, somada à carência de mão de obra, ocasionou, de novembro de 2006 até meados de 2007, o descontrole operacional dos principais aeroportos do país, com enormes perdas aos usuários. Diante disso, no ano de 2007, uma reportagem do programa Fantástico da Rede Globo foi divulgada e denunciou o descaso com recursos públicos empregados na construção do aeroporto do interior de Minas. O assunto ganhou impacto e indignação em todo território nacional. Depois de uma longa espera, em 2011, o então governador Antonio Augusto Junho Anastasia inaugurou oficialmente o Aeroporto Presidente Itamar  Franco. A proposta primordial do projeto é impulsionar a economia da Zona da Mata, favorecer o transporte de cargas, expandir a demanda de transporte público, explorar a posição geográfica diferenciada em relação às capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte). Ademais, o aeroporto é polo de transporte da região, com a pretensão de expandir a área de transporte de carga e transformá-lo em terminal comercial de passageiros. Nos anos de 2011 até 2026, a rodovia MG-353, que liga o Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco à BR-040, recebeu melhorias? Há diálogo entre o setor público e as companhias aéreas? A classificação de terminal industrial ainda está sob discussão? Há incentivos para atrair investimentos privados?  Promove o turismo local? O desenvolvimento do aeroporto foi realizado de maneira sustentável? O fluxo de passageiros no Aeroporto Regional da Zona da Mata (Presidente Itamar Franco), entre Rio Novo e Goianá, caiu mais de 30% em 2025, na comparação com 2024, declinando de 198 mil viajantes para 136 mil, considerando embarques e desembarques. A concessionária responsável pela administração do espaço atribui a queda, principalmente, à readequação da malha aérea ao longo do período, em decorrência do encerramento das operações da companhia aérea Voepass, após suspensão determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em março do ano passado. De acordo com a concessionária do Aeroporto Regional da Zona da Mata, entre janeiro e dezembro de 2025 foram realizados 1.652 voos comerciais. O número ficou 47,9% abaixo das 3.172 frequências da aviação em 2024 no mesmo terminal. “A empresa (VoePass) respondia por, aproximadamente, 39% da oferta total de assentos mensais do aeroporto, enquanto as companhias Azul e Gol representavam, respectivamente, cerca de 35% e 26% da oferta disponível”. Ainda conforme a concessionária, em dezembro do ano passado, a Gol liderou a oferta de assentos mensais do empreendimento – cerca de nove mil em ambos sentidos -, equivalente a 68% da capacidade disponibilizada no período, enquanto a companhia Azul respondeu por 32%, com quatro mil assentos ofertados. A informações foram divulgadas pelo Jornal Tribuna de Minas edição 23 de janeiro de 2026.  Em suma, o crescimento e o progresso é mais que um requisito logístico; é circunstância estratégica para embalar a sustentabilidade estabilizada.  Ao assumir um ponto de vista incorporado que convenciona base resistente, aperfeiçoamento, capacitação e gestão responsável de recurso, o Aeroporto de Goianá e Rio Novo pode transformar-se em mecanismo de crescimento econômico e social, cooperando expressivamente para a resistência e abundância da Zona da Mata inteira.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

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