quarta-feira, 15 de julho de 2026

Fanatismo Político: Quem Ganha com Tanto Ódio?

 

A primeira-dama Janja Lula da Silva manifestou solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves após os ataques sofridos pelas duas nas redes sociais durante a crise interna do campo bolsonarista. A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo e ao UOL. A controvérsia começou quando Michelle tornou público um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando ter sido desrespeitada e humilhada pelo enteado durante discussões sobre os rumos do Partido Liberal (PL). Em seguida, Damares Alves saiu em sua defesa. Ao comentar o caso, Janja afirmou que a violência contra as mulheres não pode ser relativizada por diferenças políticas. "A misoginia não tem lado. Não tem direita, nem esquerda, conservador ou progressista. Ela atinge todas as mulheres igualmente." A primeira-dama também defendeu a aprovação do projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de preconceito e discriminação. O episódio expõe um problema que vai além da disputa política: o fanatismo. Quando a política substitui o diálogo pela hostilidade, adversários passam a ser tratados como inimigos e o debate dá lugar aos ataques pessoais. Quem perde é a democracia. A pergunta que fica para os fanáticos da esquerda e da direita é simples: vale a pena defender um líder político a qualquer custo, atacando e desumanizando quem pensa diferente? Ou a verdadeira democracia exige respeito, diálogo e a capacidade de conviver com opiniões divergentes? Se a política serve apenas para dividir e alimentar o ódio, quem realmente sai vencedor?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

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