quinta-feira, 11 de junho de 2020

O Senhor Brasil

A história registra meu nascimento no século XV, porém eu surgi antes. Os meus primeiros habitantes viviam da caça e da coleta de frutos diversificados, nós vivíamos no meio da natureza e não tínhamos contato com o homem branco.  Não deixamos nada escrito... O meu período Pré-Cabralino foi descoberto por pesquisas e estudos dos fósseis de bichos pré-históricos, objetos como ponta de flechas, machados, sepulturas e muitos vestígios arqueológicos como cavernas com pinturas.  Quando os portugueses chegaram, passei a sentir mal. Tornei Colônia de Exploração. Aqueles homens lusitanos exterminaram minha população indígena, eram ambiciosos e queriam levar minhas riquezas. A cobiça deles despertou o interesse de outras nações (França, Holanda, Inglaterra). Sofri com as invasões francesas, holandesas, inglesas... Eles eram Piratas e Corsários dos mares, saquearam tudo.  Já não aguentava os mandos e desmandos da Metrópole Portuguesa.  Eu ainda tive que tolerar os espanhóis.  No período de 1580 a 1640, a chamada União Ibérica permitiu que o Rei da Espanha, Felipe II, controlasse Portugal e suas colônias. Com o fim do domínio da coroa espanhola, os portugueses retomaram o poder... Maltrataram e escravizaram a mão de obra africana, cultivaram e produziram cana-de-açúcar na minha região Nordeste. Na minha Vila Rica (atual Ouro Preto), em Minas Gerais, exploraram e levaram ouro para financiar a Revolução Industrial da Inglaterra.  No meu norte, o algodão foi muito explorado, sobretudo no estado do Maranhão. Eles também cultivaram em outras partes minha: Ceará, Bahia, Pará, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro. Em 1822, fiquei “independente”.  Porém foi feito acordo político entre os portugueses e minha elite. Fui governado até 1831, por um português, ele não preocupava com meus problemas, as suas inquietações eram Lisboa.  Naquele momento, eu era monarquia escravocrata com minha primeira constituição outorgada. O meu povo continuava sofrendo...

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor, Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Todos são culpados



Da vinda dos portugueses até os dias atuais, O Brasil enfrentou inúmeros conflitos. As ações tomadas nos mais de cinco séculos refletem nos impostos abusivos, relações trabalhistas conturbadas (empregador x empregado), justiça ineficaz, sistema educacional falho, segurança pública despreparada, saúde precária, burocracia e tecnocracia insuportáveis, classe política corrupta e elite que se acha democrata e odeia a população. Nos séculos XX e XXI, a nação veio a tornar republicana com domínio do populismo e militarismo. Os acordos espúrios caracterizados por fraudes eleitorais, golpes, união de setores da sociedade civil (Igreja, Sindicato, Imprensa, Estudantes) foram marcantes para políticos civis e militares ocuparem cargos e podem também ser considerados agentes da situação caótica.  Bem como, a alienação e a futilidade da maioria da população pode ser responsável pela dificuldade vivida. Muitos ainda trocam votos por dinheiro, saco de cimento, camisa de time de futebol, engradado de cerveja, churrasco, promessa de emprego.  Milhões idolatram jogadores de futebol, cantores, artistas.  Vários assistem aos programas televisivos de baixo nível, odeiam leitura, não gostam de estudar, usam redes sociais para provocar brigas e discussões.  O atual momento político do Brasil é preocupante...  A intolerância atingiu o ápice.  Muitas famílias, amigos, colegas de trabalho estão com as relações abaladas, por causa das divergências de posicionamento político.  Os defensores da Direita e os da Esquerda não respeitam a democracia. Ambos levaram e ainda levam o debate para o âmbito pessoal. Os problemas do Brasil não serão resolvidos com discussões acaloradas inúteis de esquerdistas e direitistas fanáticos...  Até quando vamos continuar permitindo que o pobre povo brasileiro seja dejeto de um país corrupto e desigual? Vamos arregaçar as mangas em busca de punição severa aos políticos corruptos, reduzir pelo menos 80 % dos seus salários, solicitar desburocratização imediata, investir urgentemente em (tecnologia, ciência, educação), reduzir drasticamente a carga tributária e exigir reforma tributária imediatamente.

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)

domingo, 10 de maio de 2020

Saudade




Minha amada mãe, sempre foi o maior orgulho da minha vida. Neste primeiro dia das mães, após sua morte, daria tudo para que estivéssemos juntos novamente, minha linda! Sinto saudade – machuca demais não compartilhar meus dias com a senhora. Mas quero agradecê-la por todas as coisas maravilhosas que proporcionou. Suas palavras de conforto sempre ajudaram. Seu jeito carinhoso sempre deu ternura, sua bondade encantava, sua simplicidade emocionava e seu amor era incondicional. Quando estava no meio dos seus braços, eu sentia carinho, amor e segurança. Havia um calor que aquecia a alma e tranquilizava. Hoje, não tem mais o seu ombro e seu abraço, entretanto guardo ainda muito amor e muita saudade no coração.  Não importa se a senhora já partiu, pois o essencial vive no coração e nas memórias de uma vida repleta de amor. Tu és o grande amor da minha vida. Quero que tenha um grande Dia das Mães no céu.  Descanse em paz, querida Maria Célia Rodrigues Lopes. Até um dia, mamãe! Eu amo você!

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)  

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A Tecnologia move o mundo


Muitos brasileiros contribuíram para o progresso da nação. Getúlio Vargas, Rachel de Queiróz, Patrícia Rehder Galvão (Pagu), Rui Barbosa, Nísia Floresta, Dom João VI, Maria Quitéria de Jesus, Sérgio Buarque de Holanda, Cecília Meireles, Dom Pedro I, Tarsila do Amaral, Dom Pedro II, Cora Coralina, José Bonifácio, Anita Malfatti, Juscelino Kubitschek, Maria Rita de Sousa Brito Lopes (Irmã Dulce), Oscar Niemeyer, Zilda Arns, Joaquim Nabuco, Anita Garibaldi, Joaquim Maria Machado de Assis, Maria da Penha Maia Fernandes, Zumbi dos Palmares, Maria Esther Bueno, Henrique Batista Duffles Teixeira Lott, Antonieta de Barros, Eduardo Gomes foram relevantes no aperfeiçoamento do Brasil. Por que a maioria da população não conhece os protagonistas da história do país? A informação dos meios de comunicação, entretenimento, rapidez, consolidação dos aparelhos modernos eletrônicos portáteis, mecanismos de busca na Internet, redes sociais, 3D no cinema e na televisão, “touchscreen”, biotecnologia, inteligência artificial, “blockchain e bitcoins”, carros autônomos, robótica são considerados inovações tecnológicas. Diante da inovação da realidade atual, o que podemos esperar para as próximas décadas? O avanço tecnológico proporcionou um mundo de conhecimento, informação, entretenimento, novidade, estudo, diversão...  Contudo, a dificuldade para escrever corretamente, a frustração, a falta de interação física, a impaciência podem ser consideradas características desfavoráveis causadas pela tecnologia. Os nomes históricos que tiveram participações e atitudes decisivas nas questões políticas, econômicas, sociais, culturais, religiosas do Brasil. Eles continuarão desprezados, pela maioria da população alienada e fútil. Vários desconhecem ou simplesmente não valorizam...   Um parcela considerável da população não tem interesse pelos personagens marcantes e não gosta de ler? os vultos históricos estão esquecidos? Por fim, o século XXI assistirá ao chip com informações implantadas no corpo do homem, as residências serão conectadas através de aparelhos celulares e automóveis andarão sozinhos... Como dizia o empresário e magnata americano no setor da informática Steven Paul Jobs: “A Tecnologia move o mundo”.

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)

terça-feira, 7 de abril de 2020

Qual é o valor da palavra do ser humano?


A honestidade, a dignidade, a sinceridade são valores fundamentais na formação da índole do ser humano. O ambiente que o homem vive e a educação dos pais e responsáveis podem ser considerados fatores essenciais, na formação do caráter.  Eles tornam homens honrados, justos e honestos? Ou eles são vendidos e sem valores morais? Diversas famílias comandadas por (pais, irmãos, tios, avós, padrinhos) ensinaram ou ensinam para as crianças, que a palavra dada possuía ou possui imenso valor.  Muitos levam por toda vida, os ensinamentos da primeira infância...  Sendo que a palavra dada e a promessa feita são inestimáveis.  Os que aprenderam esse valor, sempre honram seus compromissos e são dignos de respeito e admiração... Todavia, no nosso cotidiano, é normal perceber milhões de brasileiros fazendo afirmações, declarações polêmicas, e até mesmo promessas... Infelizmente, a maior parte nunca é cumprida...  Deparamos com promessas simples, tais como: “Na quarta-feira te ligo para combinarmos um jantar” – jamais liga. “Encaminho o email com a informação até às 13 horas” – o cidadão aguarda três dias até que aborrece e pede... E ainda passa por inconveniente. A palavra não é cumprida também nos temas considerados “relevantes”, em algumas grandes empresas e com vários políticos.  Um exemplo clássico é o profissional, que visou ao cargo de gerente, de uma grande empresa.  Ele foi aprovado no processo seletivo e fechou com a instituição. No dia de começar o trabalho, avisou que recebeu proposta melhor e, portanto, não compareceu. Na época das eleições, uma boa parte dos políticos fazem promessas utópicas. Prometem emprego, saúde, transporte, educação. Porém quando assumem os cargos, nada é concretizado. Enfim, a atual quarentena do Coronavírus é a realidade da maioria da população. Muitos deveriam aproveitar a oportunidade para refletir a respeito das próprias atitudes. A cada pequena promessa que o indivíduo deixa de cumprir, seja com um colega de trabalho, com o amigo, com o próprio filho, com a família. A credibilidade é destruída, o que pensar dos “homens” cuja palavra não tem qualquer valor?

 
Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)


domingo, 8 de março de 2020

O Combate à pobreza é possível?


As reformas tributárias e administrativas geram discussões acaloradas, e precisam urgentemente ser concretizadas. Mas o problema antigo que assusta o Brasil e não pode ser ignorado pelo governo federal é o combate à pobreza. Infelizmente, o nosso país alcançou nível elevado de habitantes vivendo em situação de miséria. Segundo o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), a nação tinha 13,5 milhões de pessoas na pobreza extrema em 2018, ou 6,5% da população, que vivia com menos de R$ 145 por mês. É o maior contingente de pessoas nesta condição na série histórica do estudo, iniciada em 2012. Ainda conforme o levantamento, naquele ano havia 52,5 milhões na chamada linha da pobreza, vivendo com menos de R$ 420 per capita por mês. Sendo que dados referentes ao ano de 2019, ainda não foi divulgado... Diante desta realidade, o que pode ser feito para amenizar o sofrimento dos menos favorecidos economicamente? A criação de postos de trabalho e renda, salários satisfatórios, o incentivo ao mercado de consumo local e o apoio às pequenas empresas podem ser considerados políticas redistributivas que podem melhorar as condições de vida das pessoas. Porém essas possíveis atitudes são utópicas? O Brasil ainda é um país excessivamente hierarquizado e dividido em classes. Desde a chegada dos portugueses até os dias atuais, o desenvolvimento da nação foi marcado pelas hostilidades entre dominante e dominado. A casa grande e a senzala, cidadão independente e escravizado, rico e pobre, patrão e empregado, fazendeiro e peão podem ser simplesmente reconhecidos como opressores e oprimidos em contínua contradição. Vivem conflito permanente, ora real, ora mascarado; uma batalha que finalizou eternamente, ou por uma mudança revolucionária, na sociedade civil, ou pela eliminação das classes sociais em combate. O ano de 2020 ainda está no início e há desafios para enfrentar.  A Recuperação da economia e elevação da produtividade podem ser medidas essenciais para redução dos níveis de pobreza. Alcançar e conservar padrões de redução de desigualdade poderá diminuir a miséria no Brasil, nos próximos anos...

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais) 

segunda-feira, 2 de março de 2020

Os políticos perderam a credibilidade?


Não podemos generalizar, haverá sempre exceção. Mas como dizia o jornalista e escritor Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”. Os políticos têm como função principal representar os interesses da população perante o poder público. Esse é (ou pelo menos deveria ser) o objetivo final de um homem escolhido como representante do povo. Os eleitos democraticamente deveriam preocupar com os problemas crônicos: criminalidade, violência, habitação, saúde, desemprego, corrupção e desigualdade social que afetam a vida dos cidadãos brasileiros... De acordo com o site https://www.agorajoinville.com.br, os partidos políticos nacionais terão pouco mais de R$ 2 bilhões (R$ 2,034) para serem gastos na campanha eleitoral de 2020. Infelizmente, eles agem de má fé e passam por cima de qualquer um, para conseguir atingir seus objetivos. Seguem usando dinheiro público de áreas fundamentais e sucateadas para sustentar a ganância pelo poder. O alto valor que foi aprovado para o pleito municipal, de outubro de 2020, poderia ser investido, urgentemente, em setores básicos prioritários... Todavia, vários políticos são indiferentes com os infortúnios da maioria do povo. Não há comprometimento com os menos favorecidos economicamente... Além disso, são vaidosos e loucos por dinheiro e poder...  Sendo que alguns assistem em outros municípios e só comparecem na (Câmara, Congresso, Assembleia) pouquíssimas vezes, nos dias das sessões. Bem como assinam documentos e projetos sem ler...  Sancionam leis e criam contratos de risco sem prévio conhecimento.  Diversos candidatos fazem promessas mirabolantes e demagógicas para conquistar os votos dos eleitores. Porém sabemos que depois de eleitos, a maioria não é cumprida. Diante desta possível realidade, a democracia é arruinada. Há descontentamento geral com os políticos do país, nas esferas (municipal, estadual, federal).  Enfim, perderam a credibilidade e é preciso uma reconstrução do cenário político, para que sirva aos interesses do povo e não de grupos.


Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)