Milhões de brasileiros caminham com as próprias
pernas ou usam uma cadeira de rodas em seus trajetos. Eles enfrentam verdadeiro
tormento, deparam com (buracos, degraus, poças, desníveis, rachaduras, lixo,
dificuldades variadas) e, frequentemente, sofrem lesões, em algumas ocorrências
são consideradas graves... O nosso país ainda está muito distante de assegurar
proteção a todos os brasileiros no exercício do direito de ir e vir. Em várias
rodovias e vias urbanas, a insegurança é a realidade de muitos acostamentos. O
desgaste, a ausência de sinalização, a falta de estrutura podem provocar
acidentes e riscos à segurança dos condutores de veículos e transeuntes. A lei
determina punições graves para o uso inadequado de acostamentos, incorporando
multas e pontos na Carteira Nacional de Habilitação. É essencial que o
motorista seja consciente das regras de trânsito e das infrações em relação ao
uso dos acostamentos, porém, muitos não são. Além disso, o IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou no ano passado que: mais de 80%
dos brasileiros que moram em áreas urbanas convivem com calçadas obstruídas
perto de casa. Desde 2010, o número de ruas com rampas para cadeirante cresceu,
mas ainda está longe de garantir acessibilidade para todos. Apenas 15,2% dos
brasileiros que vivem em áreas urbanas têm rampas nas ruas onde moram. Ainda de
acordo com o IBGE, quase 20 milhões de brasileiros, que moram em áreas urbanas,
vivem em vias não pavimentadas. E também levantou a presença de árvores do lado
de fora das casas. Um em cada três brasileiros vive em rua sem uma única
árvore. os acostamentos e as calçadas são precários em todo território
nacional. Presidente da República,
Senadores, Governador, Prefeito, Vereadores, Deputados Federais e Estaduais podem
resolver a situação? O povo brasileiro não aguenta tanto descaso e merece
respeito. Em síntese, reivindicar acostamentos e calçadas acessíveis não é
pedir “favores” ao município, ao estado, à federação. É solicitar o cumprimento
de direitos garantidos por lei.
Sérgio Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
Reivindicar acostamentos e calçadas acessíveis não
é pedir “favores” ao município, ao estado, à federação. É solicitar o
cumprimento de direitos garantidos por lei.
Eu quebrei meu pé em juiz de fora na Rio Branco, nun buraco ao atravessar a rua. Aqui em Coronel Pacheco meu esposo resolveu fazer a calçada enfrente a casa. Eu penso que o povo também poderia fazer sua parte.
ResponderExcluirO cidadão comum deve colaborar .
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