A
citação acima do personagem Rocky Balboa, interpretado por Sylvester Stallone
no filme "Rocky", tornou-se quase manual de sobrevivência emocional. A vida impacta, atinge em cheio sem aviso, sem
luva e sem juiz para separar a briga. Enquanto uns ficam pelo caminho, outros
só estão atrasados na fila. No ano de 2026, A frase continua atual, a vida
segue distribuindo porrada sem cerimônia. A diferença é que, fora do ringue de
Rocky Balboa, ninguém escolhe quando começa a luta, ela apenas inicia,
normalmente no pior momento. O cidadão brasileiro enfrenta o básico do
cotidiano: inflação persistente, boletos que não dão trégua e escândalos
políticos recorrentes. A carga tributária é alta, a qualidade da educação deixa
a desejar, a saúde pública agoniza, o transporte piora e a violência assusta.
No meio disso tudo, promessas de campanha somem rápido, reaparecem apenas no
próximo palanque. Rocky tomava pancadas de um adversário, o cidadão comum sofre golpes de
vários: governo, mercado, juros e algoritmo, às vezes até da própria esperança.
No cinema, a multidão grita “levanta!”. Na vida real, quem aparece primeiro é a
notificação do banco. A lição segue intacta, resistir. Em 2026, a frase ganhou
um adendo irônico, seguir em frente deixou de ser heroísmo; virou
sobrevivência. Prosseguimos, não por heroísmo nem por título de campeão. Nos
filmes, a luta encerra com música de vitória. Na vida real, termina com o
despertador tocando no dia seguinte.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
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