Por que uma pessoa está triste e a outra, feliz? Por que uma vive alegre e próspera e a outra, pobre e sofredora? Por que uma está assustada e ansiosa e a outra, transbordante de fé e confiança? Por que alguém tem uma casa bela e luxuosa, enquanto, a outra leva uma existência humilde em um cortiço? Por que uma é um grande sucesso na vida e a outra, um abjeto fracasso? Por que um orador é notável e imensamente popular e o outro, medíocre e ignorado? Por que uma é um gênio no seu trabalho ou profissão liberal , enquanto outra trabalha penosamente durante toda a vida, sem conseguir realizar coisa alguma que valha a pena? Por que uma é salva de uma doença considerada incurável e outra, não? Por que tantas pessoas boas, bondosas, religiosas, sofrem, na mente e no corpo , as torturas dos condenados ao inferno? Por que as pessoas imorais e ateias têm sucesso, prosperam e desfrutam uma saúde radiante? Por que o casamento de uma pessoa é feliz e o de outra, infeliz e frustrado? Estes questionamentos foram feitos pelo Doutor Joseph Murphy, autor do grande "best seller" O PODER DO SUBCONSCIENTE. Haverá uma resposta para essas perguntas???
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
GABRIEL O PENSADOR
Sérgio Lopes Jornalista e Professor
Fala, tudo bem?!
Tá esperando que ônibus aí?
175
Ih! Corre, que tá saindo um ali agora
Falou, então! (Valeu!)
Um ônibus tranquilo, estava vazio
A cidade engarrafada, como não podia deixar de ser
Viagem demorada, o que fazer?
Resolvi escrever um rap a mais
Mas não estou bem certo sobre o quê eu vou rimar
Diz aí, trocador? (Ah, sei lá!)
Então eu vou no instinto
Pego um papel e vamo' vê o quê que dá
E que susto eu levei
Era ela, a inflação estampada na vitrine
Atingiu meu coração e deu vontade de partir pro crime
Porque o que eu quero comprar já não dá mais
A não ser que eu faça como fez o Ferrabrás (quem?)
Mas o que eu vejo do outro lado é duro de acreditar
Mas é real, e a realidade dói demais
São dois mendigos se matando pelos restos mortais
De um cachorro qualquer que foi atropelado
E vai virar rango, e se der, talvez seja assado
Não, arrombado
Aquilo é um ser humano que chamaram de descamisado
Um desesperado, um brasileiro como eu
Que deve sempre perguntar: Será que existe mesmo Deus?
Não é o Pensador que vai tentar responder
Eu continuo rimando, tentando esquecer
É o rap do 175 que eu peguei na central
Mas esse rap não é sobre nada especial
É o rap do 175 que eu peguei na central
Entrou mais gente, houve um tumulto
Alguém gritou e eu olhei pra ver
Quê que é isso? Quê que tá pegando? Quê que tá havendo?
(É um assalto, malandro!)
(Será que você ainda não tá percebendo?)
E eu também tentava esconder meu dinheiro quando alguém falou
(Libera esse aí que é o Pensador, mané!)
Mas eles eram meus fãs, então levaram meu boné
(Autografado né, Pensador, se liga!)
(Calma!)
Quase deu briga
Mas a viagem prosseguiu e os ladrões desceram
E aí a raiva que subiu na cabeça dos passageiros
E o mais injuriado era um bigodudo
Que tinha ganhado o salário e (eles levaram tudo)
Estufando o peito e olhando pra gente
Impondo respeito
Mas os ladrões já tavam longe, num tinha mais jeito
Pra priorar levaram o bigodudo como suspeito
Ele era preto...
Mas eu vou continuar porque eu já disse a você que...
É o rap do 175 que eu peguei na central
Mas esse rap não é sobre nada especial
É o rap do 175 que eu peguei na central
Travestis e prostitutas se acabando por grana
E os gringos vão achando aquilo tudo bacana
(O Brasil é um paraíso! As mulheres são boas de cama!)
Você que vem lá de fora quer entender do Brasil
Hã... O Brasil é um paraíso
É mole? E o inferno é onde?!
(Peraí, Pensador)
Subiu no coletivo uma estranhíssima figura
Com uma bíblia na mão e uma cara de débil mental
Pregando a enganação da Igreja Universal
Ah, num faz mal
Igreja de enganar otário é tudo igual!
E eu rezando: Deus, me dê paciência!
Mas o pentelho desceu pra alegria da gente
E na saída do ônibus, sofreu um acidente
Se distraiu e foi atropelado por um caminhão
Morreu esmagado com a bíblia na mão
Num queria Deus? Foi pro céu então
(Num sei não hein...)
Eu fui rimando, bola pra frente
É o rap do 175 que eu peguei na central
Porque esse rap não é sobre nada especial
É o rap do 175 que eu peguei na central
Pr'um coroa que passou por debaixo da roleta
Era um senhor de óculos, barba branca...
Ei, Peraí! Ei professor, quê que o senhor tá fazendo aqui?
Quê que houve? Foi assaltado? Perdeu o dinheiro?
(Hmm... Sabe... Sabe o quê que é? Gastei o salário inteiro!)
No meio do mês o salário dele já tinha acabado
Era o meu ex-professor da escola (coitado!)
Tá fudido e mal pago, daqui a pouco tá pedindo esmola
Ele é um mestre, um baú de sabedoria
E esse não é o valor que um professor merecia
Ninguém mais quer ser professor pra num viver duro
E ele desceu em outra escola pra dar mais aula
(É que eu trabalho nos três turnos)
(Chego em casa e ainda corrijo prova)
Tchau professor! (Tchau Pensador!)
Desceu mais um trabalhador que tá numa de horror
É o rap do 175 que eu peguei na central
Mas esse rap não é sobre nada especial
É o rap do 175 que eu peguei na central
E como o tempo tá fechando eu tô ficando preocupado
Ih! Choveu! Pronto, tudo alagado
Uns vão nadando, outros morrendo afogados
Não é que passa o Prefeito num iate sorrindo
E se o nosso ex-presidente estivesse aqui
Ele estaria certamente num belíssimo jet-ski
Essa triste situação tá parecendo o fim do mundo
Pra quem tá de carro, pra quem tá de ônibus
Nessa Rio-Babilônia, no Brasil do abandono
E enquanto os governantes vão boiando sorridentes
Vamo' remando, bola pra frente
É o rap do 175 que eu peguei na central
Mas esse rap não é sobre nada especial
É o rap do 175 que eu peguei na central
Nada-nada disso do que aconteceu foi novidade
E as autoridades estão defecando
Pro que acontece ao cidadão brasileiro no seu cotidiano
No cu dos outros é refresco, num faz mal
E fecham os olhos pro que até cego já viu
O revoltante retrato da vida urbana no Brasil
Eu tô falando do dia a dia
A qualquer hora, em qualquer local
Porque esse rap não é sobre nada especial
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
Liberdade ainda que tardia
Belo Horizonte, na década de
1960, no bairro Santa Tereza, as esquinas das ruas Divinópolis e Paraisópolis
reuniam músicos. Eles tocaram e cantaram a mistura de ritmos: rock, jazz, bossa
nova, música folclórica. Milton Nascimento, Márcio Borges, Fernando Brant,
Ronaldo Bastos, Tavinho Moura, Murilo Antunes, Flávio Venturini, Lô Borges,
Beto Guedes, Wagner Tiso, Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, Nelson Ângelo,
Novelli formaram o Clube da Esquina. Em 1972, Milton Nascimento reuniu os
amigos e lançou o álbum duplo “Clube da Esquina”. O disco foi considerado pela
maior parte da crítica, uma nova musicalidade e um divisor de água no cenário
fonográfico do século XX. O lançamento dos mineiros causou polêmicas e
apreciações da mídia, o LP não apresentou nome e foto dos intérpretes das canções... As misturas dos vários ritmos, as composições vocais e instrumentais
agradaram aos críticos apurados, sobretudo, os de jazz. Muitos julgaram o Clube
da Esquina superior ao Tropicalismo no que se refere à qualidade musical.
Todavia, uma parte considerável da imprensa do eixo Rio-São Paulo sempre deu
mais espaço para outros movimentos musicais: Tropicalismo, Bossa Nova, MPB
(Música Popular Brasileira). Em 2022, o lançamento do álbum “Clube da Esquina”
completou 50 anos e foi eleito o melhor disco brasileiro de todos os tempos.
Segundo Francisco Fernandes Ladeira no site https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/reparacao-historica-ao-clube-da-esquina,
a escolha foi realizada por 162 especialistas em música consultados pelo
podcast Discoteca Básica. O Clube da Esquina como “melhor disco brasileiro de
todos os tempos” simboliza bem esse processo de descobrimento da música mineira
por indivíduos de diferentes gerações e lugares. Ainda de acordo com Ladeira,
uma reparação histórica a uma obra que não foi devidamente valorizada durante
décadas (coincidentemente no ano de seu cinquentenário). A turma de Santa
Tereza está comemorando a conquista. Enfim, o reconhecimento do Clube da
Esquina significa o ponto de amplitude e habilidade de uma obra musical de Minas
Gerais para o mundo.
Sérgio
Lopes, Jornalista, professor, especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais e em
Letras (Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Inglesa)
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
A Matriarca Manoela
Minha amada e querida Dona Manoela foi uma brilhante
mulher, nunca fugiu das responsabilidades e sempre colocou a felicidade (do
marido, dos filhos, dos netos, dos bisnetos, dos genros e das noras) em
primeiro lugar. Nesse dia, ela merece todos as homenagens e reconhecimento. Gostaria
de aproveitar a oportunidade para falar um pouco da minha vó Manela. No dia 13
de dezembro de 1927, nasceu no Distrito de Santa Barbara, em São João
Nepomuceno (MG), uma linda garotinha chamada Manoela Rodrigues de Souza. Era
filha de Virgílio Goncalves (in memorian) e Alzira Rosa de Souza (in memorian).
Manoela teve quarto irmãos que já faleceram: (Percília, Maria, Sebastiana e
Dorfílio). Em julho de 1944, aos
dezesseis anos, Manoela casou se com Sebastião Rodrigues de Souza (21 anos). O
jovem casal foi morar na cidade de Coronel Pacheco (MG)… Em 1946, nasceu o primeiro filho (Sebastião
Rodrigues de Souza Filho – in memorian). Depois do nascimento do pequeno
Tiãozinho, a família Rodrigues cresceu… Dona Manoela e o senhor Sebastião
tiveram mais 11 filhos (Antônio, Maria José – in memorian, Maria de Lurdes in
memorian, Maria Célia in memorian, José Geraldo, Jorge, Elio, Edmar, Walto in
memorian, Rogério, Sandra) e ajudaram na criação e educação do sobrinho do senhor
Sebastião (Celso Rodrigues). Nas décadas de (1940, 1950, 1960, 1970), a vida era
muito difícil para as pessoas que moravam nas áreas rurais. Grande parte das
famílias trabalhavam nas fazendas (12 horas diárias), eram exploradas pelos
fazendeiros e recebiam baixos salários. Os filhos dos empregados das fazendas
não tinham oportunidade de estudar e eram “obrigados” ajudar os pais no trabalho rural… Diante desta
triste realidade, o senhor Sebastião e a dona Manoela trabalharam pesado na
roça. Plantaram, colheram; criaram (porcos e galinhas); cuidaram dos gados…
Infelizmente, os filhos da família Rodrigues não tiveram condições de completar
os estudos. Eles começaram a trabalhar com o objetivo de contribuir para o
sustento da família. O primogênito Sebastião Rodrigues de Souza Filho e Antônio
Rodrigues começaram a trabalhar bem jovens. Entre 9 e 10 anos, as crianças da
Dona Manoela trabalharam no curral exercendo o ofício de “Campeiro”. Além disso,
os meninos ajudaram os pais nas plantações de (milho, arroz, feijão). Os outros
irmãos (José Geraldo, Jorge, Elio, Edmar, Walto) seguiram o mesmo caminho de
(Tiãozinho e Antônio). A irmã Maria Célia não trabalhou na roca, mas ajudou
muito a mamãe nos serviços domésticos e cuidou dos irmão mais novos (Sandra e
Rogério). A vida não estava fácil para a família Rodrigues. Eles trabalhavam
demais e o dinheiro era curto. Em 1965, Sebastião Rodrigues de Souza Filho
abandonou o trabalho rural e foi tentar a sorte em Petrópolis (RJ). Ficou por
lá por uns tempos, e casou se com a senhora Nilza… Antônio Rodrigues deixou o
trabalho do campo e foi para Juiz de Fora tentar novas oportunidades. José
Geraldo foi também para Petrópolis e depois foi para Juiz Fora. Os outros
filhos (Jorge, Elio, Edmar, Walto) partiram para Juiz de Fora. A casa do
(senhor Sebastião e dona Manoela) ficou vazia. A filha Célia junto com a mamãe
Manoela ajudaram os irmãos (Jorge, Elio, Edmar, Walto). Elas lavavam as roupas
e mandavam comida diariamente pelo ônibus (Bassamar) para os meninos que
estavam morando e trabalhando em Juiz de
Fora. Em 1977, a filha Maria Célia casou se com o Murilo e foi morar em Coronel
Pacheco… Em 1979, O senhor Sebastião Rodrigues e a senhora Manoela junto com os
dois filhos mais novos (Rogério e Sandra) deixaram a roça e mudaram para cidade.
A família Rodrigues foi tentar ganhar a vida em Juiz de Fora. Alugou um casa no bairro Manoel Honório e os
filhos que já estavam trabalhando lá (Jorge, Elio, Edmar, Walto) também foram
morar junto com os pais. O patriarca Sebastião Rodrigues arranjou emprego no
Clube D. Pedro II. Nessa nova fase da vida, Dona Manoela e senhor Sebastião moraram em vários
bairros de Juiz de Fora. Manoela sempre esteve ao lado do marido e o acompanhou
até o seu leito de morte…. Dona Manoela não desistiu da vida e prosseguiu seu caminho
com muita esperança e fé em Deus. Dona Manoela tornou a matriarca da família
Rodrigues. O sábio francês Lavoisier do século XVIII , deixou uma frase
incontestável para a humanidade : “na natureza nada se perde, tudo se
transforma”, ou seja, tudo se desorganiza para se organizar novamente, de uma
forma mais perfeita. A morte não existe,
hoje, Manoela faz sua passagem para outra dimensão… Dona Manoela é vó de 20 netos e bisavó de 13.
Dona Manoela é querida pelos genros e pelas noras. Dona Manoela é admirada por
todos os amigos que estão aqui neste momento e também pelos que não
compareceram. Dona Manoela é amor. Dona Manoela é uma força que motiva as
pessoas. Dona Manoela é heroína. Dona Manoela e amada por todos. Dona Manoela
superou os obstáculos da vida. Dona Manoela é a experiência . Dona Manoela é
educação. Dona Manoela é superação. Dona Manoela é equilíbrio. Dona Manoela é guerreira, corajosa, uma força
da natureza.. É essência que ilumina, que orienta. É palavra de conforto ,
é sorriso , é exemplo de vida, é autoridade que educa. Dona Manoela é um ser
único, na maioria das vezes esquece ou negligência seus próprios interesses em
favor de outros. O coração de Dona Manoela é superior ao universo, e nele vive
um amor (verdadeiro, incondicional e infinito). Sorrisos e lágrimas alternam em seu rosto
consumido de preocupação constante. Contudo, a recompensa está garantida
através do amor e reconhecimento dos seus entes queridos, e da certeza que fez um trabalho maravilhoso! Dona Manoela
viveu noventa e cinco anos. O seu
coração vai pulsar mais forte, seus olhos vão brilhar, os seus lábios vão
sorrir. Talvez, essa seja a forma mais simplória para que a senhora Manoela seja
sempre seguida como exemplo para todos. Quero colocar dentro desta singela homenagem
todos os corações que te apreciam, toda a paz e luz que a senhora merece. Que a
felicidade te acompanhe sempre e que ela seja ainda maior do que já é, pois é
maravilhoso o bem que você planta ao longo do seu caminho. Tenha certeza que na
vida, no tempo e na eternidade Deus descreve sorrindo tudo isso que tentei expressar. São os mais sinceros sentimentos do seu neto
Serginho . Vá em paz! Vá com os anjos! Obrigado por tudo, eu te amo, nós te
amamos.
Jornalista e Professor Sérgio Lopes
quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
Clarice Lispector
A ucraniana Clarice Lispector veio morar no Brasil, no ano de 1921, viveu nas cidades de Maceió, Recife e Rio de Janeiro. Lispector estudou várias línguas, fez aula de piano, foi uma estudante exemplar e demonstrou talento na arte de produzir poemas. A escritora teve êxito na terceira geração modernista brasileira. Clarice Lispector faleceu no ano de 1977, entretanto, deixou poemas importantes como: “Sonhe”, “Minha alma tem o peso da luz”, “Sou”, “A Lucidez Perigosa”, “Eu”, “Solidão”, “Nossa Truculência”, “Passional”, “Mão”, “Meu Deus, me dê coragem”, dentre outros.
Meu Deus, me dê a coragem
Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
Clarice Lispector
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
Viva a Capital dos Mineiros!
Segundo o site https://www.em.com.br/app/noticia,
inaugurada em 12 de dezembro de 1897, com o nome de Cidade de Minas, e batizada
Belo Horizonte – na grafia antiga, Bello Horisonte –, em 11 de agosto de 1901.
A capital dos bares é chamada carinhosamente de beagá, bêlo, BH. Conforme projeção
realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
divulgada no ano de 2021, Belo Horizonte tem 2.530.701 habitantes. A principal
cidade de Minas Gerais passou por processo crescente de desenvolvimento
econômico e cultural. Na década de 1920, os jovens poetas (Carlos Drummond de Andrade,
Gustavo Capanema, Emílio Moura, Pedro Nava) passaram pela Rua da Bahia... Lançaram
uma revista e colocaram o nome de Belo Horizonte na vanguarda do modernismo paulista
e carioca. Posteriormente, novos nomes surgiram no cenário literário (Hélio
Peregrino, Oto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino). A capital das
Minas Gerais foi berço para músicos da cultura nacional, e até para alguns com
fama internacional... No meio musical, destaque para Milton Nascimento e o
Clube da Esquina (Lô Borges, Márcio Borges, Wagner Tiso, Toninho Horta, Beto
Guedes, Fernando Brant, Flávio Venturini), 14 Bis, Sepultura, Skank, Jota
Quest, Pato Fu, Tianastácia. Outros ícones da cena cultural de beagá são:
Companhia Giramundo de Bonecos, Grupo Corpo, Grupo Galpão, Escola Guignard.... Circuito
Cultural Praça da Liberdade, Mercado Central, Museu de Artes e Ofício, Praça do
Papa, Feira Hippie da Afonso Pena, Mineirão: jogos do Cruzeiro e do Atlético,
dentre outros eventos são atrações de bêlo. A gastronomia de BH é boa demais (feijão
tropeiro, pão de queijo, tutu de feijão, frango com quiabo, leitão à pururuca,
goiabada cascão). Os belo-horizontinos têm saneamento, transporte, energia e
telecomunicação. As faculdades e as universidades estão estabelecidas na cidade.
Beagá oferece amplos serviços, seja de saúde, lazer, compras, educação, arte,
cultura, entretenimento... Por fim, parabéns Belo Horizonte, por levar tanta
história, costume, hábito, tradição, lenda, prática, beleza, encantamento, magia,
poesia, atrativo, charme, sedução. Parabéns BH, por acolher tão bem as pessoas,
por respeitar as diferenças e por ter grandes talentos da cultura brasileira e
mundial.
Sérgio
Lopes, Jornalista, professor, especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais e em
Letras (Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Inglesa)
quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
Modernizar o passado é uma evolução musical
Na última década do segundo milênio, Recife passou por crise no cenário cultural e pobreza extrema. Chico Science e a banda Nação Zumbi, Fred Zero Quatro e a banda Mundo Livre S/A, Mabuse, Héder Aragão, Renato L e outros artistas pernambucanos foram responsáveis pelo movimento de contracultura “Mangue Beat”, no ano de 1991. A proposta foi estabelecer inovação cultural com o surgimento de ritmos, que combinam componentes da cultura pop com a cultural tradicional. As manifestações folclóricas como o maracatu e a ciranda foram utilizadas para produzir os passos do movimento, ademais, apontou os problemas da capital pernambucana. Conforme o site https://mundoeducacao.uol.com.br/artes, assim, estilos e ritmos como o maracatu e o coco foram incorporados ao hip-hop e rock. Essa mistura de elementos tradicionais e modernos foram a forma encontrada pelos representantes do Mangue Beat para valorizar a cultura regional. Nos anos noventa, a cena artístico-musical do “Mangue Beat” contribuiu para dar visibilidade às pessoas que viviam na periferia pernambucana, na capital do abandono, da miséria, da desigualdade, da violência. Chico Science, Fred Zero e outros integrantes mudaram a concepção de muitas pessoas em relação ao subúrbio da selvageria e da indiferença... A turma do mangue mostrou o talento dos menos favorecidos economicamente, as classes baixas da sociedade recifense podiam produzir arte e cultura de qualidade... O mangue excedeu as extremidades da cidade de Recife e se espalhou por todo país. O movimento pernambucano foi, é e sempre será marcado na arte e na cultura brasileira. Ele pode ser considerado a atribuição dos festejos gerais da região nordeste. Chico Science e seus amigos aproveitaram as peculiaridades das influências nordestinas passadas de geração em geração, para constituir a sustentação cultural. Por fim, de acordo com o relato de Osvaldo Meira Trigueiro, no artigo Espetacularização das culturas populares ou produtos culturais folkmidiáticos, “as manifestações culturais estão em constante processo de mudança de seus significados e isso se liga a globalização, pois com ela, não existe uma uniformidade cultural, mas sim uma diversidade de culturas”.
Sérgio Lopes, Jornalista, professor,
especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais e em Letras (Metodologia do Ensino
da Língua Portuguesa e Inglesa)