Se já
não bastassem o salário pífio, a burocracia excessiva e a cobrança descabida,
somam-se regras e normas elaboradas por quem desconhece a realidade da sala de
aula e, sobretudo, os delírios messiânicos das chamadas “escolas modelo”,
idealizadas por diretores e secretários de educação. O professor também precisa
suportar ataques de pais que não aceitam notas baixas nem o fracasso escolar
dos próprios filhos. A falta de reconhecimento, a ausência de apoio
institucional, a sobrecarga de trabalho, a inexistência de políticas públicas
eficazes, além da violência e do desrespeito, compõem a realidade cotidiana dos
docentes da educação básica nas redes municipais e estaduais. Diante das
inúmeras dificuldades enfrentadas pelo magistério, a desvalorização do ofício
torna-se um problema cada vez mais urgente. É indispensável refletir e agir
coletivamente para reconhecer a função crucial dos profissionais da educação na
formação de uma sociedade mais justa e democrática. Valorizar o professor é
fazer justiça no presente e garantir o futuro. Reconhecer quem educa é admitir
quem constrói as próximas gerações. Em última instância, um educador valorizado
resulta em uma coletividade mais consciente e mais justa.
Sérgio
Lopes – Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com),
em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço
criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como
forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

Com isto tudo, ser professor é uma dádiva.
ResponderExcluirO professor perdeu o prestígio. Não é uma dádiva...
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