segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Valorizar o professor não é opção: é urgência social

 

Se já não bastassem o salário pífio, a burocracia excessiva e a cobrança descabida, somam-se regras e normas elaboradas por quem desconhece a realidade da sala de aula e, sobretudo, os delírios messiânicos das chamadas “escolas modelo”, idealizadas por diretores e secretários de educação. O professor também precisa suportar ataques de pais que não aceitam notas baixas nem o fracasso escolar dos próprios filhos. A falta de reconhecimento, a ausência de apoio institucional, a sobrecarga de trabalho, a inexistência de políticas públicas eficazes, além da violência e do desrespeito, compõem a realidade cotidiana dos docentes da educação básica nas redes municipais e estaduais. Diante das inúmeras dificuldades enfrentadas pelo magistério, a desvalorização do ofício torna-se um problema cada vez mais urgente. É indispensável refletir e agir coletivamente para reconhecer a função crucial dos profissionais da educação na formação de uma sociedade mais justa e democrática. Valorizar o professor é fazer justiça no presente e garantir o futuro. Reconhecer quem educa é admitir quem constrói as próximas gerações. Em última instância, um educador valorizado resulta em uma coletividade mais consciente e mais justa.

Sérgio Lopes – Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

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