sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O insuportável e A Insuportável

 


O pessimismo existencial, o egoísmo latente, a impaciência real, a raiva incontrolável, a procrastinação dominante, a intolerância cotidiana são imperfeições dos insuportáveis.  Eles e elas podem ser reconhecidos como: Intolerável, intragável, inconveniente, detestável, abominável, irritante. Os atributos marcantes do insuportável e da insuportável são os seguintes:

1 – Interromper conversas: interrompem os outros quando estão falando, seja para expor seu ponto de vista, relatar uma história ou somente para chamar a atenção.

2 – Reclamação incessante: encontram razões para desaprovar, sem apresentar resoluções. Sempre estão prontos para mostrar o que está incorreto e jamais apontam respostas.

3 – Falam em voz alta: propendem a esbravejar ao invés de conversa. O rompante da fala é extremamente desagradável e execrável. 

4 – Criticam excessivamente: os criticados são familiares, amigos, colegas. Aliás, tudo é alvo de crítica.

5 – Busca ativa para ser notado ou reconhecido: deseja ser o centro das atenções, se considera o inteligente, acha que tem conhecimento a respeito de qualquer assunto.

O insuportável pode ser considerado o autêntico aproveitador. Não é capaz de arcar com as próprias responsabilidades, busca atribuir o ônus a outra pessoa, a quem acredita caber tal obrigação. Por isso mesmo, o insuportável e a insuportável manifestam competitividade e inveja em suas relações. Além disso, sempre requerem auxílio alheio. Porém frequentemente, desvalorizam terceiros e enfatizam excessivamente a si próprios. E para evitar atrair ou manter pessoas de convivência difícil ao seu redor, abstenha-se de jogos críticos cujo objetivo seja provocar culpa e vulnerabilidade, sustente a autoconfiança, interrompa a interação e permita que a outra parte gerencie seus próprios impasses. Confie no próprio discernimento, distancie-se da interação e permita que a pessoa enfrente seu próprio processo de amadurecimento, aprendendo a oferecer e acolher atitudes positivas.   Em síntese, não assuma o processo do outro em prejuízo próprio. Posicione-se, estabeleça limites e siga adiante. O que não acrescenta apenas sobrecarrega e dificulta o caminho. Priorize uma trajetória mais leve.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A decadência do Banco Master e os contrastes da Justiça

 

Daniel Vorcaro é proprietário do Banco Master

Em novembro de 2025, o Banco Master deixou de constar como instituição ativa no sistema do Banco Central. O motivo decorreu de múltiplas falhas que teve forte efeito sobre o sistema financeiro brasileiro. O episódio envolve suspeitas de irregularidades financeiras bilionárias, emprego de fundos de investimento para dissimular perdas, e medidas de suporte financeiro articuladas com banco público. Sob controle do banqueiro Daniel Vorcaro, o Master avançou rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade substancialmente superior à média do setor. Para assegurar a continuidade do modelo, conforme a Polícia Federal, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava. O prejuízo financeiro associado à quebra do Master atinge R$ 47 bilhões,  as investigações da PF e os relatórios do BC indicam que o colapso do Master não se limitou ao aspecto financeiro, alcançando também o âmbito institucional. A negociação de venda com o Banco de Brasília (BRB) e as movimentações direcionadas a órgãos reguladores transformaram o caso em um cenário de elevada complexidade, com impacto imediato sobre investidores e sobre a confiança nas instituições.  Daniel Vorcaro, proprietário do Master, tentou embarcar para Dubai. Porém foi preso, em novembro do ano passado, na “Operação Compliance Zero” da Polícia Federal, que investiga fraude bilionária e gestão fraudulenta. Vorcaro ficou preso dez dias, contestou a acusação de fraude em depoimento à Polícia Federal e apontou alterações nas regras do Fundo Garantidor de Créditos como causa da crise de liquidez do Master.  Depois, obteve liberdade, por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)), sob cumprimento de medidas cautelares determinadas judicialmente, com determinação de uso de tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte.  Em uma nação democrática como o Brasil, a aplicação da lei não é igual para todos. Um abastado acusado de fraude e irregularidades no sistema bancário, ficou poucos dias presos e passou a cumprir medidas cautelares.  O contraste é evidente, enquanto investigados com poder econômico obtêm determinações judiciais preventivas, cidadãos pobres permanecem detidos por crimes semelhantes. Em conclusão, a lei é dura com uns, flexível com outros e o critério muda conforme quem está no banco dos réus.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Acostamentos e Calçadas

 

Milhões de brasileiros caminham com as próprias pernas ou usam uma cadeira de rodas em seus trajetos. Eles enfrentam verdadeiro tormento, deparam com (buracos, degraus, poças, desníveis, rachaduras, lixo, dificuldades variadas) e, frequentemente, sofrem lesões, em algumas ocorrências são consideradas graves... O nosso país ainda está muito distante de assegurar proteção a todos os brasileiros no exercício do direito de ir e vir. Em várias rodovias e vias urbanas, a insegurança é a realidade de muitos acostamentos. O desgaste, a ausência de sinalização, a falta de estrutura podem provocar acidentes e riscos à segurança dos condutores de veículos e transeuntes. A lei determina punições graves para o uso inadequado de acostamentos, incorporando multas e pontos na Carteira Nacional de Habilitação. É essencial que o motorista seja consciente das regras de trânsito e das infrações em relação ao uso dos acostamentos, porém, muitos não são. Além disso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou no ano passado que: mais de 80% dos brasileiros que moram em áreas urbanas convivem com calçadas obstruídas perto de casa. Desde 2010, o número de ruas com rampas para cadeirante cresceu, mas ainda está longe de garantir acessibilidade para todos. Apenas 15,2% dos brasileiros que vivem em áreas urbanas têm rampas nas ruas onde moram. Ainda de acordo com o IBGE, quase 20 milhões de brasileiros, que moram em áreas urbanas, vivem em vias não pavimentadas. E também levantou a presença de árvores do lado de fora das casas. Um em cada três brasileiros vive em rua sem uma única árvore. os acostamentos e as calçadas são precários em todo território nacional.  Presidente da República, Senadores, Governador, Prefeito, Vereadores, Deputados Federais e Estaduais podem resolver a situação? O povo brasileiro não aguenta tanto descaso e merece respeito. Em síntese, reivindicar acostamentos e calçadas acessíveis não é pedir “favores” ao município, ao estado, à federação. É solicitar o cumprimento de direitos garantidos por lei.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

Reivindicar acostamentos e calçadas acessíveis não é pedir “favores” ao município, ao estado, à federação. É solicitar o cumprimento de direitos garantidos por lei.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

História e desenvolvimento do Aeroporto de Goianá e Rio Novo

 


O Aeroporto Regional da Zona da Mata é localizado entre os municípios mineiros de Goianá e Rio Novo. O projeto foi idealizado pelo ex-presidente do país e ex-governador de Minas Gerais: Itamar Augusto Cautiero Franco. Contudo, foi construído pelo então governador Aécio Neves da Cunha, durante o primeiro mandato, no período de 2003 a 2005. Mesmo com a “concretização das obras”, inicialmente, o aeroporto não operou voos comerciais, ficou esquecido por alguns anos. Entre 2006 e 2007, o Brasil viveu crise no setor de transporte aéreo, determinada pelos veículos de comunicação como “caos aéreo” ou “apagão aéreo”. Provocada por um acidente aéreo, a crise teve como personagens principais os controladores de tráfego aéreo, que a desconfiança de erro operativo e diálogo complicado com as autoridades do setor, protestaram através de um processo de operação-padrão (greve branca). Essa condição, somada à carência de mão de obra, ocasionou, de novembro de 2006 até meados de 2007, o descontrole operacional dos principais aeroportos do país, com enormes perdas aos usuários. Diante disso, no ano de 2007, uma reportagem do programa Fantástico da Rede Globo foi divulgada e denunciou o descaso com recursos públicos empregados na construção do aeroporto do interior de Minas. O assunto ganhou impacto e indignação em todo território nacional. Depois de uma longa espera, em 2011, o então governador Antonio Augusto Junho Anastasia inaugurou oficialmente o Aeroporto Presidente Itamar  Franco. A proposta primordial do projeto é impulsionar a economia da Zona da Mata, favorecer o transporte de cargas, expandir a demanda de transporte público, explorar a posição geográfica diferenciada em relação às capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte). Ademais, o aeroporto é polo de transporte da região, com a pretensão de expandir a área de transporte de carga e transformá-lo em terminal comercial de passageiros. Nos anos de 2011 até 2026, a rodovia MG-353, que liga o Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco à BR-040, recebeu melhorias? Há diálogo entre o setor público e as companhias aéreas? A classificação de terminal industrial ainda está sob discussão? Há incentivos para atrair investimentos privados?  Promove o turismo local? O desenvolvimento do aeroporto foi realizado de maneira sustentável? O fluxo de passageiros no Aeroporto Regional da Zona da Mata (Presidente Itamar Franco), entre Rio Novo e Goianá, caiu mais de 30% em 2025, na comparação com 2024, declinando de 198 mil viajantes para 136 mil, considerando embarques e desembarques. A concessionária responsável pela administração do espaço atribui a queda, principalmente, à readequação da malha aérea ao longo do período, em decorrência do encerramento das operações da companhia aérea Voepass, após suspensão determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em março do ano passado. De acordo com a concessionária do Aeroporto Regional da Zona da Mata, entre janeiro e dezembro de 2025 foram realizados 1.652 voos comerciais. O número ficou 47,9% abaixo das 3.172 frequências da aviação em 2024 no mesmo terminal. “A empresa (VoePass) respondia por, aproximadamente, 39% da oferta total de assentos mensais do aeroporto, enquanto as companhias Azul e Gol representavam, respectivamente, cerca de 35% e 26% da oferta disponível”. Ainda conforme a concessionária, em dezembro do ano passado, a Gol liderou a oferta de assentos mensais do empreendimento – cerca de nove mil em ambos sentidos -, equivalente a 68% da capacidade disponibilizada no período, enquanto a companhia Azul respondeu por 32%, com quatro mil assentos ofertados. As informações foram divulgadas pelo Jornal Tribuna de Minas edição 23 de janeiro de 2026.  Em suma, o crescimento e o progresso é mais que um requisito logístico; é circunstância estratégica para embalar a sustentabilidade estabilizada.  Ao assumir um ponto de vista incorporado que convenciona base resistente, aperfeiçoamento, capacitação e gestão responsável de recurso, o Aeroporto de Goianá e Rio Novo pode transformar-se em mecanismo de crescimento econômico e social, cooperando expressivamente para a resistência e abundância da Zona da Mata inteira.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

 

"Uma fé pequena leva as almas até o céu, mas uma grande fé traz o céu até as almas". "A fé não é algo para se entender, é um estado para se transformar".  "Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo". "A força mais potente do universo é a fé". "Aquela que tem fé nunca está só". “A fé remove montanhas”. “Confia em Deus, mas amarra o teu camelo". "Não cai uma folha da árvore sem que Deus queira". "Quem semeia vento, colhe tempestade".  "É dando que se recebe”.  As citações inspiradoras e os ditados a respeito de fé sempre foram marcantes na cultura popular. Ao longo do tempo, aprendemos essas tradições e ensinamentos religiosos, com o intuito de disseminar integridade, expectativa, persistência e honestidade.  Contudo, o mundo é marcado por crises internas, instabilidade, confusão, desordem. A prática da fé pode tornar-se difícil? Ainda é possível viver de acordo com os valores universais e atemporais (amor, honestidade, humildade)? Muitas pessoas têm muita facilidade para citar versículos bíblicos, filósofos ou falar de confiança quando a paz e a harmonia reinam nos lares. Porém aplicar a fé nos momentos de decisões, na dignidade, na moral, na essência, na personalidade, na ética e, sobretudo, no tratamento com os indivíduos é provação permanente. Em síntese, a fé é uma maneira de refletir, uma atitude mental, uma convicção pessoal, uma certeza que a ideia que aceitamos será concretizada.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Impostos trilhões, benefícios zero

 


O Brasil arrecada muito dinheiro com os pagamentos de impostos. Eles são divididos em três esferas. Federais correspondem por cerca  de 60% das arrecadações do país, tais como: (IOF, IPI, IRPF, IRPJ, COFINS, PIS / Pasep, CSLL, INSS). Estaduais representam cerca de 28% das arrecadações, exemplos: (ICMS, IPVA, ITCMD...). Já os Municipais configuram aproximadamente 5,5% das arrecadações, nomeadamente (IPTU, ISS, ITBI...).  Os valores são utilizados para atender às necessidades da sociedade, ou seja, os serviços públicos primordiais (saúde, educação, segurança, infraestrutura). No ano de 2025, a arrecadação atingiu a cifra recorde. A soma de impostos, contribuições e demais receitas atingiu o montante de R$ 2,89 trilhões, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal na quinta-feira (22/1/2026). A quantia representa um aumento real de 3,65% na comparação com o ano passado, quando encerrou o ano com R$ 2,652 trilhões. Segundo a Receita, esta é a maior arrecadação já registrada em um ano desde o início da série histórica, em 1995. No último mês do ano passado, a arrecadação também alcançou o maior patamar da série histórica, registrando R$ 292,7 bilhões. Mesmo diante desta quantidade astronômica de dinheiro, a maior parte da população não tem qualidade de vida. Estupro, assédio, importunação sexual, homicídio, agressões, assalto, sequestro, assassinato, tiroteio ocorrem em vários lugares do país. As possíveis causas da escalada da violência podem ser desemprego, desigualdade social, falta de oportunidade, presença de organizações criminosas. Além disso, os serviços públicos são ineficientes.  Muitos postos de saúde e hospitais apresentam problemas de atendimento que englobam lentidão demasiada, inadequação do processo de triagem, más condições e profissionais que não atendem corretamente.  Ademais, em algumas cidades, o trânsito é caótico, a sinalização é falha, o congestionamento é real, os ônibus estão atrasados, os pontos ficam lotados, as ruas e as calçadas são esburacadas....  Bem como, várias escolas estão sucateadas. A falta de recurso financeiro adequado, a ausência de políticas eficazes de assistência estudantil, os profissionais qualificados reduzidos podem ser apontados como causas que concorrem para o sucateamento dos estabelecimentos de ensino. O Brasil possui problemas sociais, infelizmente, ainda não solucionaram as mazelas.  Em conclusão, o certo é que o brasileiro honra as contas e não tem direito a nada. O governo arrecada trilhões e não melhora a vida de ninguém.  Até quando o povo vai pagar impostos?

Sérgio Lopes Jornalista

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Novos médicos não têm nível para atuar?

 


Certamente, você já se sentiu mal e foi ao hospital ou à unidade básica de saúde, tanto pública quanto particular. O atendimento prestado pelo médico  atendeu as expectativas? O profissional assistiu o paciente com qualidade? Em algumas circunstâncias, há reclamações recorrentes contra formados em medicina... E englobam: problemas de comunicação indevidos, falhas cirúrgicas, identificação equivocada de condição médica, complicações pós-operatórias, indicação inoportuna de medicação.  A duração média do curso de Medicina no Brasil é de 6 anos, isto é, 12 semestres. Os acadêmicos estudam as ciências básicas e teóricas, empregam seus conhecimentos teóricos no conjunto de métodos e técnicas utilizados na prestação de cuidados de saúde. Além disso, no fim do curso, os estudantes fazem estágio sob supervisão em ambientes hospitalares e estabelecimentos que oferece serviço de saúde à população. Perante o exposto, surgiu o Enade, conforme o portal https://enade.inf.br, criado em 2004 sob a Lei nº. 10.861, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, mais conhecido como Enade, é o instrumento usado pelo MEC (Ministério da Educação) para fazer o controle de qualidade dos cursos de nível superior do Brasil. Ainda de acordo com o portal https://enade.inf.br, o resultado é usado no cálculo do conceito Enade das instituições, que varia de 1 a 5.  As notas 1 e 2 são consideradas insuficientes pelo MEC. Além disso, a avaliação permite que o resultado seja aproveitado em processos seletivos de programas de residência médica.  Na segunda-feira (19/01/2026), o Ministério da Educação divulgou que cerca de um terço dos cursos de medicina do país teve desempenho baixo no Enade. O governo afirma que pode aplicar sanções, que vão de restrições em contratos do Fies à suspensão de novos vestibulares. Em meio a esse cenário, instituições privadas passaram a questionar a aplicação de punições já no primeiro ciclo da avaliação e apontam risco de danos reputacionais e materiais. A informação é do Jornal Tribuna de Minas. Diante desta realidade, o recém-formado de instituições que obtiveram conceito insuficiente no Enade está legalmente autorizado a atender pacientes?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Silêncio


A correria do cotidiano, o consumismo exagerado, o gasto desenfreado, o uso prolongado de redes sociais, a falta de atividade física, a péssima alimentação, as noites mal dormidas provocam estresse e prejudicam a qualidade de vida de vários indivíduos. No calor da emoção, muitos agem sem pensar...  Utilizam palavras de baixo calão, praticam atos de vandalismo, cometem violência contra animais indefesos e, principalmente, agressão (física, psicológica, verbal) para uma pessoa ou um grupo...  O que fazer diante dos atos deploráveis de homens e mulheres? É primordial atuar com tranquilidade e deferência, evitando ações precipitadas. Talvez, o silêncio possa ser a resposta mais sensata em algumas ocasiões, tais como:

Mesmo sofrendo injustiças, as pessoas do bem sempre serão respeitadas na sociedade, porque elas estimulam princípios indispensáveis como compreensão, reciprocidade, apoio, comunhão, acolhimento. Enfim, o gesto de amor e a generosidade concorrem para elaboração de um processo de garantia que todos os seres humanos tenham acesso democrático a circunstâncias favoráveis, meios usados para conseguir algo  e prerrogativas legais, independentemente de suas diferenças.

Sérgio Lopes Jornalista

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Aquisição do Castelo pode ser esperança para a região

 


O Grupo Mansur capilar ratificou, no dia 16 de janeiro de 2026, a compra do Castelo Monalisa, localizado no distrito de Carlos Alves, em São João Nepomuceno MG.  Segundo o site https://tribunademinas.com.br/noticias, a propriedade de 192 hectares pertencia originalmente ao ex-deputado Edmar Moreira, tem três lagos naturais e estava anunciada por R$ 50 milhões pela SSP Imobiliária. A negociação contou com financiamento e foi finalizada no início deste ano, com o objetivo central de instalar um “complexo hospitalar de referência internacional, unindo tecnologia médica de ponta a uma infraestrutura de acolhimento diferenciada”. Ainda de acordo com https://tribunademinas.com.br/noticias, “este investimento representa um passo decisivo no plano de expansão da empresa e reafirma seu compromisso com a excelência no setor de saúde e bem-estar, setor no qual atua com pioneirismo e tradição na realização de transplantes capilares desde 1977”, destacou a empresa, por meio de nota. A proximidade do castelo com o Aeroporto Regional da Zona da Mata, que fica a menos de 20 quilômetros, também pesou na decisão do grupo, porque muitos pacientes vêm de outras regiões. Diante desta aquisição, a esperança é que o empreendimento movimente a economia local, gere empregos, desenvolva a infraestrutura e, sobretudo, provoque impactos na região. Em entrevista à estação de Rádio Itatiaia, o novo proprietário, João Mansur explica os planos da clínica para o Castelo desenvolver na Zona da Mata Mineira.  João Mansur afirmou: “A Mansur Transplante Capilar adquiriu o castelo para fazer um resort de transplante de cabelo é assim captar pacientes de transplante de cabelo do mundo inteiro, através do aeroporto da Zona da Mata. O empreendimento é uma obra fantástica, foram 12 anos de obra, não só a construção do castelo, mas também o parque de 1.200 hectares. Emprega muitas pessoas da região, não só na área de transplante capilar, mas também nas áreas de turismo e o futuro é muito promissor para a região”. Por fim, a expectativa é que o projeto tenha sucesso, proporcione mais qualidade de vida para os pacientes e consiga trazer desenvolvimento para a população. 

Sérgio Lopes Jornalista

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Quais são as respostas?

 

Na efêmera passagem pela Terra, alguns questionamentos apresentam ou não apresentam resposta? Dr. Josef Murphy, PHD, é autor do grande best seller “O Poder do Subconsciente”, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos no Brasil.  No livro, doutor Murphy lançou 11 perguntas:

1 – Por que tantas pessoas boas, bondosas, religiosas, sofrem, na mente e no corpo, as torturas dos condenados ao inferno?

2 – Por que tantas pessoas imorais e ateias têm sucesso, prosperam e desfrutam uma saúde radiante?

3 – Por que o casamento de uma pessoa é feliz e o de outra, infeliz e frustrado?

4 – Por que uma pessoa está triste e a outra, feliz?

5 – Por que uma vive alegre e próspera e a outra, pobre e sofredora?

6 – Por que uma está assustada e ansiosa e a outras, transbordante de fé e confiança?

7 – Por que alguém tem uma casa bela e luxuosa, enquanto a outra leva uma existência humilde em um cortiço?

8 – Por que uma é um grande sucesso na vida, e a outra, um abjeto fracasso?

9 – Por que um orador é notável e imensamente popular e o outro, medíocre e ignorado?

10 – Por que uma é um gênio em seu trabalho ou profissão liberal, enquanto outra trabalha penosamente durante toda a vida, sem conseguir realizar coisa alguma que valha a pena?

11 – Por que uma é salva de uma doença considerada incurável e outra, não?

Enfim, haverá respostas para essas perguntas?

Sérgio Lopes Jornalista

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O interior paga, a capital acorda

 

                 Vídeo do Joãozinho Jornalista 

As postagens publicadas no Blog dos Letrados Desalienados, do jornalista Sérgio Lopes, nos dias 14 e 15 de janeiro de 2026, escancararam o descaso histórico da Cemig com pequenos municípios mineiros. A denúncia, amplificada pela Rádio Educativa de Goianá, na voz do locutor Wenderson Flores, quebrou o silêncio imposto ao interior e ultrapassou os limites regionais. O problema deixou de ser local. Chegou à capital. Em Belo Horizonte, a repercussão ganhou densidade política com a manifestação do jornalista João Valdomiro de Jesus Perpétuo, o Joãozinho Jornalista, de 59 anos. Natural de Peçanha, criado em Virgolândia e residente na capital desde 1984, Joãozinho construiu uma trajetória alinhada às lutas populares e à defesa de pautas historicamente negligenciadas pelo poder público mineiro: valorização do magistério, meio ambiente, justiça tributária, saúde e educação. Em vídeo divulgado nas redes sociais , foi direto e sem rodeios. Apontou o abandono operacional da Cemig em Goianá e Coronel Pacheco, expôs a incompetência reiterada da concessionária e evidenciou o desrespeito institucional com a população do interior de Minas Gerais. Não se trata de falha pontual, mas de um método conhecido, tolerado e convenientemente naturalizado. A repercussão amplia a pressão pública sobre a empresa e desmonta a narrativa confortável dos “incidentes técnicos”. O que se impõe é a constatação de uma precarização crônica de um serviço essencial, sustentado por tarifas elevadas e devolvido à população em forma de apagões e descaso. A omissão deixou de ser invisível. Virou pauta estadual e, mais que isso, um problema político que já não cabe mais debaixo do tapete.

Sérgio Lopes Jornalista

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Cemig: Onde o Escuro é Garantido

 

A Cemig segue fiel à sua vocação: prestar um serviço ruim com impressionante regularidade. Entre os dias 12, 13, 14 e 15 de janeiro de 2026, cidades do interior de Minas Gerais foram presenteadas com apagões prolongados, hospitais operando no limite, comunicações instáveis, transporte comprometido e ruas mergulhadas na escuridão. Empresas viram a produção parar, dados evaporarem e prejuízos se acumularem. Em casa, o cardápio foi simples: alimentos estragados, eletrônicos queimados, alarmes mudos, rotinas paralisadas, insegurança generalizada. O saldo é óbvio, caos operacional, atrasos em cadeia e perdas econômicas e materiais relevantes. Nada de novo, a inconstância virou regra, as reclamações são rotina e as soluções, uma lenda urbana. A Cemig não falha por acaso, falha por hábito. Até quando a senhora Cemig continuará encenando esse espetáculo grotesco de interrupções, improviso crônico e desprezo por quem paga caro para ficar no escuro?

Sérgio Lopes Jornalista

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

CEMIG: Cobrança, Apagão, Cinismo

 

A CEMIG chama de instabilidade o que, nos pequenos municípios mineiros, atende por estrago. A energia oscila. Os aparelhos queimam. A fatura chega intacta e pontual como sempre. A saída? Ligar 116. Não é atendimento, é um rito de desgaste emocional. A música repete. A paciência evapora. O defeito continua ali, confortável. Promete ajuda, transfere, empurra para outro ramal. Depois, some. A ligação cai. A falha, não. O que deveria ser obrigação aparece maquiado de gentileza. As cidades sangram. Os moradores pagam. A concessionária se explica. Explicar, aliás, é o único serviço contínuo. Muito discurso. Nenhuma entrega. Rede cansada, equipamentos no limite, tolerância em colapso. Os apagões são frequentes. A criatividade é só no nome. O prejuízo é concreto, o pico vem rápido, a indenização nunca.  O relógio corre. A responsabilidade, como sempre, finge não ouvir. Senhora CEMIG: falta luz, sobra cobrança. E, no fim, respeito e competência seguem fora de área.

Sérgio Lopes Jornalista

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Arrogância com Discurso Ético

 

“Só porque você está certo, não significa que o outro esteja errado. Você apenas não viu a vida do outro lado.” Estar certo costuma ser uma zona de conforto moral, um descanso mal justificado do pensar. O problema é que a verdade muda conforme o ponto de vista. Quem enxerga apenas a própria versão chama limite de princípio e demoniza a empatia para legitimar a própria dureza. Cada um defende a verdade que conseguiu fazer sobreviver. Outra falta, outro excesso, a mesma ferida mal maquiada. Pensar dói mais do que apontar o dedo; construir passagem exige mais esforço do que atirar pedras. A crítica fala alto justamente para não ouvir nada. No fim, a certeza absoluta enxerga pouco e fala demais. É a prepotência vestida de lucidez.

Sérgio Lopes Jornalista

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Nada é suficiente



Na busca pelos objetivos, aprendemos a valorizar as coisas e enfrentamos três fases distintas. A primeira é o “antes de ter”, período em que muitos indivíduos concentram seus esforços na conquista e fazem o possível para alcançar a meta desejada. A segunda é o “quando tem”, fase em que alguns se acomodam e deixam de buscar novas possibilidades. A terceira é o “depois que perde”, momento em que a maioria se vê tomada pelo desespero e pela frustração. Todos, em maior ou menor grau, podem se deparar com essas etapas ao longo da vida. O essencial é agir com cautela e sabedoria para compreender e atravessar cada momento.

Sérgio Lopes Jornalista

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domingo, 11 de janeiro de 2026

Qual é a melhor escolha II?

 

Você não é mais criança e pode fazer a escolha correta. 

         Sérgio Lopes Jornalista 

sábado, 10 de janeiro de 2026

Qual é a melhor escolha?


Você já é adulto suficiente para fazer a melhor opção. 

                  Sérgio Lopes Jornalista 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Janeiro Branco: Saúde Mental em Foco

 

A campanha nacional dedicada à conscientização da saúde mental é conhecida como Janeiro Branco. Criado em 2014 pelo psicólogo Leonardo Abrahão, na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, o movimento ganhou reconhecimento oficial em 2023, ao ser instituído como Lei Federal nº 14.556/23, consolidando sua relevância em âmbito nacional, conforme divulgado pelo portal Estado de Minas. A campanha utiliza o simbolismo do início do ano para estimular a reflexão sobre o bem-estar emocional, entendendo esse período como uma “página em branco”, propícia à definição de novos objetivos e ao cuidado com a saúde mental. A escolha da cor branca representa justamente essa ideia de recomeço, na qual cada indivíduo pode escrever uma nova história. Com o passar dos anos, o Janeiro Branco se expandiu por todo o país, promovendo ações como palestras, workshops e a disseminação de informações por meio das redes sociais e da imprensa. A iniciativa contribui para inserir a saúde mental no debate público, reduzir o estigma associado a transtornos como ansiedade e depressão e incentivar a prevenção antes do agravamento do sofrimento psíquico. Além disso, a campanha favorece o acesso à informação e ao atendimento psicológico, reforçando a importância da educação emocional nos ambientes escolar e profissional. O tema do Janeiro Branco 2026 é “Paz, Equilíbrio, Saúde Mental”. Trata-se de uma campanha gratuita, acessível e aberta a toda a população, sem exigência de cadastro ou restrições, cujo objetivo é envolver a sociedade na reflexão coletiva sobre saúde mental.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A Alienação Vai às Urna

 

O ano de 2026 chegou. Para muitos brasileiros, a expectativa gira em torno da Copa do Mundo, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, em 16 cidades-sede espalhadas por México, Estados Unidos e Canadá. Sem dúvida, trata-se de um dos eventos esportivos mais prestigiados do planeta. Ainda assim, não provocará qualquer mudança concreta na vida da população. Em contrapartida, nos dias 4 e 25  de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher seus representantes. Nos 26 estados e no Distrito Federal, serão eleitos dois senadores, deputados federais, deputados estaduais e o presidente da República. Diferentemente do espetáculo futebolístico do meio do ano, as eleições moldam o futuro da nação. Pelo voto, o eleitor escolhe, entre opções autorizadas, quem irá governá-lo por um período limitado. Isso se chama democracia. Essa escolha, porém, não deveria ser um salto no escuro, nem refém de impulsos ideológicos. O discurso eleitoral precisa passar pelo filtro da realidade. Lavagem de dinheiro, assédio, fraude? Para uma parcela do eleitorado, nada disso impede o voto. A corrupção reina no país e, em nove meses, o eleitor decide: continuidade ou expulsão. O pleito se aproxima. Os patifes vencem novamente, surpresa nenhuma. A alienação triunfa. O eleitor perde, a desinformação decide e o país paga a conta.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Adultos Cronológicos, Emoções Infantis

 


Atacar os outros, imitar amigos, invejar parentes, cultivar ciúmes e ignorar opiniões alheias são atitudes medíocres recorrentes. Muitos adultos revelam baixa tolerância à frustração, vínculos emocionais excessivamente dependentes, resistência em assumir responsabilidades e foco exclusivo na gratificação imediata. Esses comportamentos configuram respostas regressivas. Por isso, não é raro interpretarmos certas atitudes adultas como “infantis”. Elas se manifestam, sobretudo, no controle emocional limitado diante de conflitos, na incapacidade de adiar desejos e na dificuldade de deslocar o olhar do próprio ego. Administrar relações com adultos emocionalmente imaturos exige clareza e firmeza. É necessário dialogar de forma direta, evidenciando os impactos nocivos dessas condutas. A comunicação deve ser sóbria, objetiva, centrada no conteúdo e livre de trivialidades. Mensagens vagas apenas reforçam o problema. A infantilização, em muitos casos, está associada à superproteção. Ainda assim, nenhum rótulo substitui uma avaliação profissional. O acompanhamento de um psicólogo ou psicopedagogo é indispensável para um diagnóstico individualizado e responsável.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Prisão de Maduro: Show Internacional

 

A unidade de elite do Exército dos Estados Unidos, a Delta Force, prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026, durante uma operação militar que incluiu bombardeios sobre Caracas e outras regiões do país. A prisão foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e acompanhada por um posicionamento oficial da procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, que afirmou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, responderão à Justiça dos Estados Unidos. Entre as acusações estão conluio com o narcoterrorismo e importação de cocaína. O casal foi retirado do país por transporte aéreo e conduzido ao Centro de Detenção Metropolitano, em Nova York. A partir de segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, Maduro passou a responder judicialmente por narcoterrorismo, tráfico de drogas, conspiração criminosa e porte ilegal de armas. Segundo o portal G1, ele compareceu a um tribunal em Nova York para sua primeira audiência, na qual foi formalmente informado das acusações — procedimento padrão da Justiça norte-americana. O juiz responsável marcou nova audiência para 17 de março, quando Maduro e sua esposa prestarão depoimento. Ainda de acordo com o portal, o chefe do Executivo venezuelano declarou: “Sou inocente. Sou um homem decente. Sou um presidente”, reiterando que se considera o legítimo presidente da Venezuela. Em caso de condenação, Maduro poderá receber penas severas, inclusive prisão perpétua. Sem seu líder, a Venezuela enfrenta disputa política interna, maior centralização de poder pelo chavismo, pressão internacional e instabilidade institucional. A reação popular tende a ser fragmentada: apoiadores organizam protestos, enquanto opositores demonstram aprovação. No cenário internacional, as posições também se dividem. Alguns países condenam a prisão; outros a apoiam ou reconhecem a legitimidade da ação norte-americana. Organizações internacionais pedem respeito ao devido processo legal. O episódio expõe um espetáculo de interesses conflitantes, polarização ideológica e disputas geopolíticas. Em síntese, trata-se de um circo diplomático de grandes proporções, com Maduro no centro do picadeiro, evidenciando os limites do direito internacional diante da força e da política de poder.

                                  Sérgio Lopes Jornalista


Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

 


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Verão à Venda

 


As excentricidades do Brasil não tiram férias. Nos últimos dias de 2025, o delírio coletivo teve nome, número e promessa: a Mega da Virada. O país parou. Fantasiou riqueza. Apostou esperança. No dia 31, o sorteio simplesmente não aconteceu. Vieram as suspeitas, os boatos e o velho teatro da desconfiança. Só em 1º de janeiro surgiu o desfecho: seis apostas dividiram mais de um bilhão de reais. A plateia, atrasada, aplaudiu mesmo assim. Pouco antes, em 21 de dezembro, o verão havia estreado oficialmente. Chegou como sempre, calor excessivo, chuvas desordenadas e cidades litorâneas superlotadas. Milhares buscaram descanso... Encontraram outro tipo de pressão econômica, na praia, o sol queima e o preço castiga. Seis pastéis por R$ 150. Batata frita por R$ 80. Água a R$ 10. Cerveja a R$ 20. Não é cardápio; é pedágio. Comer e beber à beira-mar deixou de ser lazer e passou a ser demonstração de renda. A justificativa é conhecida: calor extremo, dificuldade logística, alta demanda. A verdade é mais simples, quando a concorrência some, o abuso aparece. Quando a sede aperta, a escolha desaparece. O consumidor não consome; se submete. No verão brasileiro, o corpo sofre com o clima e o bolso com a esperteza. O abuso se repete, se aceita e se normaliza. E a equação fecha sem erro, pouca oferta, necessidade imediata e exploração bem calculada. O espetáculo muda de cenário, mas o roteiro é o mesmo. Seja na promessa do prêmio bilionário ou na cerveja quente da praia, alguém sempre paga mais caro pelo direito de sonhar ou apenas de matar a sede.

                                                    Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.