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| Imagem: www.marcoaureliodeca.com.br |
O
ano novo chegou e no primeiro dia de 2017, milhares de prefeitos,
vice-prefeitos e vereadores tomaram posse em todas as cidades brasileiras. Alguns
estão assumindo pela primeira vez e outros reassumindo. Nestes primeiros dias
de janeiro é comum em quase todos municípios do país, os chefes do executivo
formarem suas equipes de trabalho. Lamentavelmente, muitos optam por nomearem
pessoas de “confiança” que trabalharam durante suas campanhas eleitorais. Os
escolhidos estão preparados para exercerem os cargos? Eles são qualificados? Conchavos e acordos
políticos são realizados?
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| Imagem: Blog do Anderson Pereira |
No
início das gestões municipais, os lambe-botas aparecem por todas as partes.
Eles não têm competência para conseguir uma boa colocação no mercado de
trabalho com o seu próprio esforço. Lambem as botas dos prefeitos,
vice-prefeitos, vereadores. Utilizam todos os recursos disponíveis à sua
disposição em prol dos seus Senhores. A meta dos lambe-botas e de serem bem
vistos e tirarem vantagens com suas bajulações. Quanto maiores as lambidas dos
vassalos aos seus suseranos, maiores são as oportunidades de obter um “bom
emprego”, “fazer uma média”, “consegui uma promoção”...
| Imagem: Jornal O Rebate |
Muitos
dormem como simples trabalhadores assalariados e acordam como Diretores,
Secretários, Assessores, Coordenadores, Inspetores, Chefes de Seções, Superintendentes...
Infelizmente, eles não viveram para sempre com estes cargos. As conquistas dos
lambe-botas são passageiras... Quando os senhores que têm suas botas lambidas
perdem os seus poderes, eles acabam lixando mais do que apoiando os lambedores.
Jovens, adultos e velhos chamados de lambe-botas comprometem à sua própria
dignidade. Os homens medíocres e sem princípios colocam o seu sagrado nome e
sua honra à venda com as dimensões de prata da adulação. Os lambe-botas podem
ser considerados um desastre social. São Indivíduos corruptos, cruéis,
inseguros, oportunistas. Enfim, são almas sem autoestima e sem personalidade.
Sérgio Lopes

