quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

"Só, e no mais: sem ti, jamais nunca — Minas, Minas Gerais"...

 



De acordo com o site www.sites.almg.gov.br, em   02 de dezembro de 1720, a Capitania (São Paulo e Minas do Ouro) foi desmembrada pela Coroa Portuguesa, sendo criada a Capitania de Minas, que se tornou conhecida como Minas Gerais.  Nos três séculos de existência, tanto as pessoas (humildes, simples, honestas, trabalhadoras) quanto os grandes nomes da (música, literatura, ciência, política, esporte) nascidas nas montanhas mineiras tiveram papel relevante na história do Brasil. O povo mineiro sempre foi responsável pela diversidade cultural... No cenário musical, podemos destacar o Clube da Esquina, movimento que originou na década de 1960 em (Belo Horizonte), onde jovens músicos, os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô) e Milton Nascimento começaram a se reunir na capital mineira, o som produzido se fundia com as novidades trazidas pela Bossa Nova a elementos do jazz, do rock – principalmente os Beatles –, música folclórica dos negros mineiros com alguns recursos de música erudita e música hispânica. Outros nomes importantes são: (Ary Barroso, Ataulfo Alves, Flávio Venturini, Paulinho Pedra Azul, Ana Carolina, Beto Guedes, Fernando Brand, Wagner Tiso, Wilson Sideral, Cláudio Venturini dentre outros) e bandas como: (Skank, Jota Quest, Pato Fu, Tia Anastácia, 14 Bis, Sepultura e Sarcófago). Poetas e autores mineiros consagrados da literatura brasileira encantaram o mundo: (Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Ziraldo, Darcy Ribeiro, Fernando Sabino, Adélia Prado). Na ciência, o grande destaque é Alberto Santos Dumont. Ele inventou o avião, “14 Bis”, a primeira aeronave mais pesada, a levantar voo por seus próprios meios. No cenário político, desde a República do Café com Leite (1889 – 1930), marcada pela alternância de presidentes paulistas e mineiros, até o processo de redemocratização, nos anos 1980, as Minas Gerais contribuíram com personagens decisivos nos destinos do país tais como: Afonso Penna, Henrique Teixeira Lott, Magalhães Pinto, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, Itamar Franco, José de Alencar...  No esporte, o maior jogador de futebol de todos os tempos (Edson Arantes do Nascimento – Pelé). Ademais, os ex-futebolistas  Dirceu Lopes, Eduardo Gonçalves de Andrade (Tostão), Wilson Piazza, José Reinaldo de Lima (Reinaldo) nasceram em solo mineiro. Parabéns Minas Gerais e povo mineiro! Sem dúvida, o nosso estado é o melhor do Brasil.

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)


 


sábado, 28 de novembro de 2020

A desconstrução do verso, de Haroldo de Campos

 



O concretismo foi engendrado em São Paulo, na década de 1940, por Haroldo e Augusto de Campos, Décio Pignatari, José Lino Grünewald, entre outros. No concretismo, a arte materializa (concretiza) visualmente o que expressa, por meio de diversos recursos. Na poesia concreta, o texto não se vale da palavra só como elemento de significado; vale-se dela como elemento também imagético, sonoro, ideogramático, ideográfico. No concretismo, enfim, a palavra é um “tijolo”, que participa da construção de uma mensagem visual, sonora, transmitida por uma sintaxe ideogramática. Disponível em: https://www.osul.com.br/a-poesia-concreta. Acesso em: 28/11/2020.

Caetano Veloso faz referência ao movimento concretista, no trecho da  canção “Sampa”.

Alguma coisa acontece no meu coração

Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi

Da dura poesia concreta de tuas esquinas

Da deselegância discreta de tuas meninas

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor, Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)

 


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O surgimento dos ingleses no Brasil Colônia


Os lusitanos objetivavam elevar os lucros e enviar produtos brasileiros[1] para Europa. Contudo, alguns países do velho continente souberam da existência de riquezas na colônia. A Inglaterra nação próspera deu início à industrialização, fez o sistema capitalista evoluir e tornou o império mais poderoso e influente do mundo. O amplo domínio de mercados consumidores e matérias primas foram primordiais para o processo industrial inglês.

 

Como resultado da Revolução Industrial[2], combinada com o domínio dos oceanos e a expansão comercial, a riqueza da Inglaterra dobrou entre 1712 e 1792. Em menos de um século, o volume de comércio nos portos de Londres triplicou. Em 1800, o Rio Tâmisa, nas imediações da capital, era uma floresta de mastros de navios. Todos os dias, entre 2000 e 3000 barcos mercantes estavam ancorados à espera da vez para embarcar ou descarregar suas mercadorias. Da China chegavam chá e seda. Dos Estados Unidos, tabaco, milho e trigo. Do Brasil, açúcar, madeira, café e minérios. Da África, marfim e minérios. Entre 1800 e 1830, o consumo de algodão pelas indústrias têxteis na região de Liverpool saltou de 5 milhões para 220 milhões de libras, um crescimento de 44 vezes em apenas três décadas. (GOMES, 2007, p.180 – 181)

 

Em 1530, os ingleses tiveram o primeiro contato com a colônia brasileira. Posteriormente, na segunda metade do século XVI, alcançaram o sul do Atlântico, os vínculos com a América Portuguesa foram um dos fatos dessa nova expansão.

 

O primeiro corsário a navegar em águas brasileiras foi Willian Hawkins, notório traficante de escravos, membro do parlamento e amigo do rei Henrique VIII. Entre 1530 e 1532, ele fez três lucrativas viagens ao Brasil, levando numa delas, para Londres, um cacique – “um autêntico rei brasileiro”. Seu filho, John Hawkins, e seu neto, Richard, seguiram a tradição e também fizeram vantajosas incursões nos mercados negreiros da Guiné e do Brasil. O primeiro ataque pirata ao litoral brasileiro foi comandado pelos flibusteiros Robert Withrington e Christopher Lister. Por seis semanas, de abril a junho de 1587, eles assolaram o Recôncavo Baiano. Só foram rechaçados porque o governador Cristovão Barros teve ajuda de “índios flecheiros”. Em 29 de março de 1595, James Lancaster tomou o porto do Recife e lá permaneceu por 31 dias, carregando seus três navios – e outros doze que “alugou” de franceses e holandeses que ali encontrou – com tudo o que pôde saquear. Foi a mais lucrativa das pilhagens ao Brasil. (BUENO, 2003, p.87)

 

               Baseado nas palavras de Bueno, podemos associar que os piratas e corsários ingleses saquearam diversos produtos nacionais. Portanto, os envolvimentos entre a Inglaterra e o Brasil no século XVI, podem ser considerados movimento de expansão inglesa no Atlântico Sul, sem pretensão colonial.


[1] A primeira atividade econômica da colônia brasileira é a exploração do pau-brasil, mas ela perde a importância quando as árvores começam a escassear na região da mata Atlântica. Destacam-se então as monoculturas exportadoras de cana-de-açúcar, algodão e tabaco e a mineração de ouro e diamante, ramos em geral baseados na grande propriedade e na escravidão. Paralelamente, a criação de gado, vista como um meio de subsistência, contribui para a colonização do interior do país. (https://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-do-brasil/economia-no-brasil-colonia)

[2] A Revolução Industrial foi o período de grande desenvolvimento tecnológico que teve início na Inglaterra a partir da segunda metade do século XVIII e que se espalhou pelo mundo causando grandes transformações. A Revolução Industrial garantiu o surgimento da indústria e consolidou o processo de formação do capitalismo. (https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-industrial.htm)

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Meu passado não foi completamente terminado


Não gostava de estudar.  Não tinha paciência com o português, a matemática, a geografia, a história, a biologia, a química, a física e o inglês. Nunca prestava atenção nas explicações daqueles professores chatos, principalmente, os que moravam na minha cidade. Eu os odiava.  Só gostava das aulas de educação física, jogava futebol o tempo todo. O professor era de uma cidade vizinha, ele era maneiro, era o meu preferido, tinha um carrão lindo.  Os caras que lecionavam na nossa escola e moravam em outros municípios, eles eram legais e mandavam bem demais. Já os que residiam aqui, “eles eram porcarias, eles não sabiam porra nenhuma”.  Meu pai e minha mãe já falavam isso, lá em casa. Sinceramente, esses professores babacas tinham que "se foder”. Cara, eu ficava extremamente irritado quando as pessoas diziam: “Estude para ser alguém na vida!”. Ora bolas! Meus pais nunca estudavam, meus amigos abandonavam a escola. Meus parentes jamais colocavam os pés no colégio. Minha cidade respirava política. Papai e mamãe amavam os políticos locais.  Bajulavam o prefeito, o vice-prefeito e os vereadores, eram fanáticos. Conseguiam empregos para nossos familiares e amigos. Eu vivia no meio dessa loucura e aos poucos transformava em um doente insuportável. Eu desprezava os meus amigos. Eu só desejava as pessoas da prefeitura. Eu tornava um tolo imbecil.

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Quem sou eu?

 

Sou honesto, trabalhador, sincero, humilde, simples e filho dessa terra amada. O meu amor por essa cidade é incondicional, assumi o poder, em janeiro de 2017.  Durante quatro anos, o meu salário sempre foi pago em dia.  Minha família, meus amigos e meus bajuladores nunca faltaram nada. Porém não preocupei com os principais problemas da minha cidade... Sinceramente, jamais tive paciência com esse negócio de políticas públicas para habitação, saúde, educação, lazer, meio ambiente. Não asfaltei as ruas, não reformei as escolas, não fiz nenhum projeto para área de saúde, não aumentei o salário dos servidores públicos municipais, não dei atenção aos idosos, não fiz casas populares, não realizei concurso público, não inaugurei a creche e não sei o nome do meu vice. Ele sumiu...  A eleição aproxima, o povo está muito chateado comigo. Tenho que vencer novamente. É preciso iludir os eleitores. Primeiramente, vou contratar pessoas do município para os setores de obra, saúde, assistência social dentre outras sem a necessidade de concurso público.  Caso o Ministério Público não aceite, pago multa. Os meus funcionários contratados certamente votaram em mim. Após as eleições, mando os embora. Posteriormente, vou prometer vários cargos comissionados...  Sei que não tenho condições de atender a todos, mas na época de campanha eleitoral tudo é só promessa. Se Deus quiser, vencerei as eleições no dia 15 de novembro.  Eu e minha turma continuaremos mandando, desmandando, reinando nesta cidade.

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor e Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Quem são eles?

No dia 01 de janeiro de 2017, os ilustres assumiram os cargos? Sim.  A lei permite que para candidatar, o cidadão precisa estar em dia com a Justiça Eleitoral, ser alfabetizado, ter nacionalidade brasileira, ser maior de 18 anos e, caso seja do sexo masculino, apresentar certificado de reservista. Ademais, estar filiado a um partido político e ter domicílio eleitoral no município que pretende concorrer. Os honrados vencedores das eleições exercem o mandato por quatro anos.  Todos recebem salários e benefícios acima da realidade da população brasileira assalariada.  Vossas excelências deveriam fiscalizar os gastos públicos e criar leis em benefício do povo. Muitas câmaras municipais são formadas por homens públicos “fantoches”. Durante quatro anos, as autoridades deixam a cidade nas mãos de familiares, sobretudo (cônjuge, filho, filha, irmão, irmã, genro, nora, neto, neta, sobrinho, sobrinha), chefe de gabinete, amigos e grupos políticos. Além disso, vários senhores “honestíssimos” preferem (corrupção, omissão, incompetência, demagogia, alienação) a legislar políticas públicas. Bastantes municípios ficam sem lei, rebaixados, desgovernados, arrasados.  Entretanto, no ano eleitoral, muitos candidatos ainda têm a “cara de pau” de pedir votos aos eleitores. Vários representantes do povo gostam de ludibriar as pessoas, na época do pleito municipal. O filósofo e escritor Marquês de Maricá (Mariano José Pereira da Fonseca) disse a seguinte frase: “É tão fácil o prometer, é tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram suas promessas”. A célebre declaração do Marquês pode ser considerada referente aos políticos, pois eles gostam de fazer promessas inusitadas, absurdas e até utópicas. Por que a maioria das promessas não são cumpridas? A má-fé, a falta de conhecimento do próprio candidato, as dificuldades políticas e do contexto são as principais razões. Por conseguinte, no dia 15 de novembro de 2020, os eleitores terão chance de deferir os que estão empenhados com o desenvolvimento da cidade. Vote consciente!

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor, Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)

 

 

 

 

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Sempre as mesmas desculpas

 

O cantor e compositor Renato Russo lançou a  canção “ Acrilic on Canvas”, no ano de 1986,  em um trecho da letra, Russo escreveu: “sempre as mesmas desculpas, e desculpas nem sempre são sinceras, quase nunca são”. O líder da banda Legião Urbana tinha razão.  Em 2020, as eleições municipais seriam realizadas no dia 4 de outubro, o primeiro turno.  Em 25 de outubro, o segundo, porém foram marcadas para 15 de novembro – data do primeiro turno – e para 29 de novembro – o segundo turno. A pandemia do novo coronavírus foi responsável pela alteração. A campanha eleitoral começará oficialmente dia 27 de setembro, a propaganda gratuita (rádio e televisão) iniciará dia 09 de outubro. Os eleitores poderão eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Muitos candidatos são duramente criticados pelos diferentes setores da sociedade brasileira (sindicatos, igrejas, escolas, empresários, donos de veículos de comunicação, produtores rurais etc), por preocupar com o povo e os seus problemas, somente na época da campanha eleitoral. As críticas são referentes às promessas inusitadas, absurdas e até utópicas. Na busca excessiva por voto, bastantes agentes políticos prometem pavimentar a rua, construir uma creche, colocar um posto policial no bairro, colocar médico 24 horas na unidade básica de saúde, acabar com os salários dos vereadores, aumentar os vencimentos dos professores, contratar pessoas qualificadas para exercerem cargos de confiança, realizar concursos públicos dentre outros.  Há também os “prefeitos e prefeitas fantoches”, os que ficam quatro anos e deixam o município nas mãos de familiares e grupos políticos. A cidade fica desgovernada, arrasada, sem lei, rebaixada, No ano eleitoral, eles ainda têm a “cara de pau” de pedir votos e sempre com as mesmas desculpas... A maioria dos políticos segue o mesmo roteiro. Nas vésperas do pleito, preocupam com os munícipes, depois esquecem os eleitores. Enfim, no dia 15 de novembro, você terá oportunidade de votar.  Não caia na lábia dos políticos enganadores e corruptos.

Sérgio Lopes (Jornalista, Professor, Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)