sexta-feira, 28 de junho de 2019

A sociedade não é dos sonhos

          A frase “Toda a unanimidade é burra” é muita conhecida. Ela foi dita pelo Jornalista Nelson Rodrigues, e possibilita refletir a respeito da generalização.  A atual sociedade  apresenta características marcantes, não associadas a sua totalidade. Muitos homens são hipócritas, pregam a moralidade e os bons costumes. Porém, cometem os mesmos erros que criticam sempre. Eles desaprovam a exploração do trabalho, a baixa remuneração dos trabalhadores brasileiros, a corrupção do meio político, a incompetência do funcionalismo público, a burocracia e tecnocracia dos setores particulares e públicos, a exploração da fé alheia, o fanatismo religioso, o enriquecimento dos líderes religiosos, as falcatruas e acordos espúrios. Além disso, muitos querem levar vantagens e passam por cima de qualquer um para atingir objetivos.

          O carro do ano, o apartamento na praia, o sítio confortável, os melhores destinos para curtir as férias, restaurantes sofisticados, festas da alta sociedade, relacionamentos com mulheres lindas e homens poderosos são sonhos de consumo de indivíduos. Alguém consegue?  No mundo do politicamente correto, não podemos desrespeitar os direitos das pessoas... Todavia, alguns grupos conseguem viver o glamour do capitalismo moderno e atingir as metas ambiciosas. Nos lugares simples e principalmente nos lugares badalados, sempre há os que despertam a atenção. As mulheres bonitas e bem vestidas, o político e seu clã, o empresário, o endinheirado, o jogador de futebol, o artista da tevê mantém o status quo.  Já outra parte significativa da sociedade brasileira está em conflito, em relação à postura política. Sendo que uma metade defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
          Milhões de pessoas alegam que saíram da pobreza com o governo petista, devido ao benefício do “Bolsa Família”. Dizem que conseguiram a casa própria com o "Projeto Minha Casa Minha Vida" e que muitos jovens carentes entraram nas universidades, graças ao PROUNI. Desde o funcionário da limpeza até o profissional altamente qualificado, com pós-doutorado, a frase mais famosa dita por eles é: “Lula Livre”. Outra metade apoia o presidente Jair Messias Bolsonaro. Os bolsonaristas pregam a liberação do porte de arma, criminalização do aborto e militarização do Governo e escolas. O partido de Lula ficou dezesseis anos no poder. A cúpula petista está atrás das grades e o Lula está enjaulado em Curitiba. Bolsonaro não promoveu mudanças no país, e o Ministro da Justiça Sérgio Moro teve a credibilidade abalada. Enfim, a sociedade não é dos sonhos.

Sérgio Lopes, Jornalista e professor


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Quem vive bem e feliz no século XXI?


          Segundo informações divulgadas pelo Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), no ano de 2013, a população mundial atingiu a marca de 7,2 bilhões de habitantes, distribuída da seguinte maneira: (África: 1,111 bilhão de habitantes, América: 953,7 milhões de habitantes, Ásia: 4,427 bilhões de habitantes, Europa: 742,5 milhões de habitantes, Oceania: 40 milhões de habitantes). Ainda de acordo com o FNUAP, a Terra terá 9 bilhões de habitantes em 2050, crescendo a um ritmo anual de 0,33% ao ano, considerado inferior à taxa atual (2,02%). Do surgimento do homem no planeta até os dias atuais, os continentes passaram por processos histórico-culturais marcados por (guerras, genocídios, imposição cultural, exploração, corrupção, perseguições políticas, escândalos políticos, perseguições religiosas, preconceito, racismo, terrorismo, morte, violência, fome, doença). Os Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Suécia, Suíça, Noruega, Dinamarca, Rússia, Japão, China, Israel, Emirados Árabes Unidos, Austrália podem ser consideradas as nações mais poderosas do mundo.

          Políticas que objetivaram estimular os níveis educacionais da população, corte no orçamento, investimento externo, conquista de reservas naturais, exportação de produtos de valor agregado dentre outros, foram certas medidas que os países ricos buscaram para o desenvolvimento econômico. Do século XVIII até o início do XX, o hemisfério norte promoveu o processo de desenvolvimento industrial. A industrialização dos países ricos pode ser considerada o principal responsável pelo progresso? Nos dias atuais, muitas nações ricas usufruem de baixa natalidade, alta expectativa de vida, elevada renda per capita, acentuada expansão de setores industriais, empregos...  Contudo, há problemas... Mesmo com o desenvolvimento tecnológico e econômico, alguns países apresentam desigualdades sociais. Segundo o RIO - Relatório produzido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) “In It Together: Why Less InequalityBenefits All”(”Nisso Juntos: Por que menos desigualdade beneficia a todos”) , lançado em 2015, apontou um cenário de desigualdade crescente nos países desenvolvidos.
          A desigualdade entre ricos e pobres atingiu um nível recorde na maioria dos países da OCDE. Ainda de acordo com o RIO, entre os países da OCDE, as desigualdades mais expressivas foram nos Estados Unidos e Israel. O relatório de 2015, divulgou que nos EUA, os 10% mais ricos ganham 16,5 vezes mais do que os 10% mais pobres. Em Israel, os ganhos dos 10% mais ricos são equivalentes a 15 vezes os dos mais pobres. Já os países do Hemisfério Sul promoveram desenvolvimento tardio e dependentes de metrópoles ou colônias, o que favoreceu somente as economias externas.  O precário sistema de saúde, a má alimentação, a falta de acesso à educação, os baixos índices de desenvolvimento social, a vulnerabilidade econômica dentre outros são marcantes nos países pobres e em desenvolvimento. O mundo vive condição de extrema desigualdade. Conforme dados recentes apresentados pela organização Oxfam Brasil, em nível global, apenas oito pessoas detêm o mesmo patrimônio que a metade mais pobre da população mundial. Ainda de acordo com a OXfam, no Brasil, a situação é ainda mais acentuada: apenas seis pessoas possuem a riqueza dos 100 milhões de brasileiros mais pobres. No maior país da América do Sul, os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95%. Enfim, quem vive bem e feliz no século XXI?

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)


segunda-feira, 13 de maio de 2019

A escravidão ainda não acabou


          
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Imagem: Dica de Vestibular Uol
          Da primeira metade do século XVI até o final do século XIX, a escravidão reinou no Brasil. Os escravos negros vindo da África desempenharam atividades diversas, tais como: estivadores, barqueiros, vendedores, aprendizes, mestres em artesanato. Bem como, trabalho nos engenhos de cana-de-açúcar, lavouras de café, serviços domésticos dentre outros. Caso não cumprissem as obrigações, os homens brancos castigavam-os. As punições eram com instrumentos de ferro e surras com chicote.  Além disso, os escravos não recebiam salários, tinham longas jornadas de trabalhos, viviam em habitações precárias e alimentavam mal. Mesmo com a abolição da escravidão em 1888, os negros não foram ajudados por ninguém. Sem direitos claros e sem dignidade alguma. 
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Imagem: Revista Raiz
          Foram abandonados a própria sorte e tiveram que lutar com muita dificuldade. Infelizmente, sofreram e ainda sofrem injustiças no Brasil. Segundo o site https://descomplica.com.br/, na atualidade, 54% da população brasileira se identifica como negra (pretos e pardos). Ainda assim, mais de 70% da população negra do Brasil se encontra em situação de extrema pobreza – de acordo com pesquisas da Organização das Nações Unidas (ONU). Os dados que comprovam o racismo estrutural na nossa sociedade são inúmeros. Ainda de acordo com o portal https://descomplica.com.br/, as diferenças são ainda mais gritantes quando avaliamos os recortes de gênero sobre a questão racial no país. 
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Imagem: Vestibular Brasil Escola
          Segundo levantamento do Instituto Locomotiva, um homem branco ganha um salário 63% mais alto do que a remuneração de mulher negra nas mesmas condições de escolaridade e função.  A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comprovou que mulheres negras são a maioria entre os desempregados do país. Diante desta realidade, a escravidão ainda não acabou? Oficialmente, a Lei Áurea que foi assinada pela Princesa Isabel, no dia 13 de maio de 1888, decretou o fim da escravidão no país. Todavia, o Brasil tem dívida histórica com os afro-brasileiros. Ainda não foram executadas medidas de reparos econômicos e sociais de incorporação da população negra, como por exemplo, o trabalho e a educação, políticas de saúde, disponibilidade a habitação e acesso a terra. Enfim, já passados 131 anos do fim do regime escravocrata, os negros do Brasil necessitam de cidadania plena.

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

quarta-feira, 1 de maio de 2019

No século XXI, o voto de cabresto está vivo?


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Imagem: Guia do Estudante (ABRIL)
          Segundo o site www.todapolitica.com, o voto de cabresto foi o mecanismo de controle político muito usado pelos coronéis da República Velha para garantir a eleição de seus candidatos. Era uma forma de controle político e domínio de votos que tinha como base o poder econômico dos coronéis que comandavam o cenário político do período. Ainda de acordo com o portal www.todapolitica.com, a expressão voto de cabresto é bastante curiosa, pois o voto é a maior expressão da democracia, enquanto o cabresto é um instrumento usado para controlar animais. Portanto, a expressão possui um significado contraditório entre a liberdade da democracia e o controle sobre o voto. Este comportamento controlador foi uma das características mais marcante do período República Velha ou Primeira República do Brasil (1889 - 1930). 
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Imagem: Politize
          As oligarquias de São Paulo e Minas Gerais controlaram o poder político do país e as eleições foram marcadas por fraudes... Da chamada República Velha até o ano 2000, o voto de cabresto esteve presente no processo eleitoral. A utilização da máquina pública em larga escala nas eleições, a compra de votos, o abuso de poder das autoridades políticas, o apoio financeiros de empresários para financiamento de campanha eleitoral dentre outros podem ser considerados particularidades relevantes do voto de cabresto. No século XXI, o voto de cabresto está vivo?  A maior parte da população brasileira apresenta baixo nível de escolaridade. Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2016, o Brasil ainda tinha cerca de 11,8 milhões de analfabetos, o que correspondia a 7,2% da população de 15 anos ou mais.
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Imagem: A Voz do Povo
          Em 2016, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) informou que cerca de 51% da população brasileira de 25 anos ou mais tinha somente até o Ensino Fundamental completo. No caso do Ensino Médio, 26,3% desse grupo tinha completado esse nível de instrução. A taxa mais baixa estava localizada no ensino superior: 15,3% completaram a etapa. Diante desta triste realidade do século atual, o brasileiro chegou em 2019 e provavelmente as estatísticas elevaram. Milhões de eleitores tornaram-se mais suscetíveis as compras de votos, ao voto de cabresto, propostas clientelistas. Já passados 34 anos do processo de redemocratização do Brasil, o voto pode valer um saco de cimento, uma camisa de time de futebol ou um engradado de cerveja. Tanto nas grandes cidades quanto no interior, a compra de votos e o voto de cabresto desafiam a democracia brasileira no século XXI.

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)


quarta-feira, 17 de abril de 2019

A depressão é o mal do século

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Imagem: Buzzero.com

          Do ano de 1500 até 1822, o brasileiro era explorado pelos portugueses e não tinha autoestima.  Havia subserviência do Brasil a elite de Portugal. Do processo de independência até 2019, o país passou a ter mais “liberdade” e “autonomia”. Deixou de ser colônia e organizou-se como nação. Contudo, os filhos da pátria amada livre não conseguiram livrar das corrupções, falcatruas e acordos espúrios dos grupos nacionais dominantes. Os donos do poder conseguiram controlar a vida da maioria. Eles foram ou são responsáveis pelo que as pessoas leem, escutam, pensam, alimentam. Os dominados pelas elites trabalham excessivamente, não dormem bem, alimentam mal, ganham peso e passam longas horas na internet e no celular. O desemprego, morte de um ente querido, problema financeiro, divórcio, doença incurável podem ser considerados situações perturbadoras que levam (angústia ansiedade, estresse). Crianças, idosos, adolescentes, homens e mulheres de todas as idades sentem uma tristeza profunda e levam uma vida vazia?  
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Imagem: Minha Vida
          Nos séculos anteriores, o homem não tinha opção de lazer. A tecnologia era precária e o sofrimento também estava presente... Contudo, o que era inimaginável no passado... Na atualidade, a tecnologia alcançou nível de excelência. Ocorreu evolução da robótica, cibernética, informática, meios de transporte, meios de comunicação, meios tecnológicos. A medicina avançou... Porém nos anos 2000, muitos brasileiros estão sentindo irritabilidade, inquietação, raiva. Sentem também falta de esperança perante a vida; pensamentos negativos; autocrítica exagerada; perda da capacidade de sentir prazer ou alegria; perda de interesse de atividades que antes eram agradáveis... Diante desta realidade, milhões de brasileiros sofrem depressão. Segundo o site https://saude.abril.com.br, considerada o "mal do século" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão ainda é um desafio para médicos e pacientes. A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente.
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Imagem: Melhor Em Saúde
          De acordo com uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde, a depressão será até 2020, o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo. No Brasil, cerca de 5,8% da população tem a doença, o que faz do país o campeão de casos na América Latina. Dentre os sintomas mais básicos estão a tristeza sem relação com a vida pessoal, culpabilização, perda de energia, alteração do sono e do apetite, entre outros. Os homens são suscetíveis a patologias de ordem mental, sobretudo aqueles que não se protegem. É essencial lembrar que o medicamento cuida do sintoma, entretanto as causas necessitam de atenção na psicoterapia. O clínico pode ser um bom ‘receitador’, porém se não souber o que o paciente tem, não vai solucionar a contrariedade.  A automedicação não deve ser considerada como saída...  É possível vencer a depressão? Cuidar da saúde, ser grato, concentrar em você, aprender a relaxar e procurar pela melhoria da qualidade de vida podem contribuir para cura da doença. Enfim, a busca do aprimoramento da paz interior e o seu autoestima podem ser viáveis na cura da depressão.
Sérgio Lopes (jornalista e professor)
 

quarta-feira, 27 de março de 2019

Os senhores das Gerais continuam os mesmos

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Imagem: CHEbola
          No período de 01 de janeiro de 2003 até 01 de janeiro de 2019, os senhores (Aécio Neves, Antonio Anastasia, Alberto Pinto Coelho e Fernando Damata Pimentel) não resolveram a maioria dos problemas de Minas Gerais (saúde, educação, transporte, segurança pública, criminalidade, desemprego e violência).  A maior parte da população mineira foi humilhada e desprezada pelo poder público. Milhões de mineiros não conseguiram emprego... Os desgovernos do PSDB e do PT não contribuíram para o desenvolvimento do estado. Os ex-governadores indicaram seus correligionários e afilhados políticos para cargos públicos, com salários astronômicos...  Durante dezesseis anos, a terra das alterosas perdeu relevância no cenário político nacional. Contudo, em janeiro de 2019, Romeu Zema assumiu o governo de Minas Gerais.  O povo renovou as esperanças, porém os problemas continuam e a crise financeira que assola o estado é pública e notória. Zema será diferente dos outros? 
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Imagem: Digoreste News
          Segundo matéria divulgada pelo https://tribunademinas.com.br/noticias, no dia 08 de março de 2019, ocorrerá seleção pública para o preenchimento de vagas de chefia, direção e superintendências das secretarias e órgãos da administração direta e indireta do Estado de Minas Gerais. Segundo o portal, de acordo com declarações do secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy Reis, estão disponíveis 565 cargos na administração direta – 300 poderão ser supridos ainda neste ano – e cerca de 200 em autarquias e fundações estaduais. Os salários para os cargos variam entre R$ 7 mil e R$ 20 mil. O programa iniciou no dia (11/03/2019) e é intitulado de Transforma Minas. O atual mandatário de Minas vai "fazer diferente"? A indicação de cargos por deputados e a falta de legitimidade vão continuar no governo Zema? As pessoas de Minas Gerais e de todo Brasil podem acessar o https://www.mg.gov.br/transforma-minas/selecoes-abertas, na busca por cargos. Alguns obtiveram a seguinte Informação da plataforma do processo seletivo:
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Imagem: Deputado Rogério Correia

          “Inelegibilidade, agradecemos o seu interesse pela vaga na Superintendência de Proteção Social Básica e Gestão do SUAS do Programa Transforma Minas, mas informamos que você é inelegível para concorrer a essa vaga. Portanto, você não seguirá para as próximas etapas deste processo seletivo. Caso você tenha interesse em outras oportunidades, acompanhe as redes sociais do Governo de Minas Gerais e o site oficial do Transforma Minas”. Muitos interessados em trabalhar para o governo de Minais não conseguiram preencher dados pessoais, habilidades e formações... Foram excluídos do processo seletivo, sendo que vários profissionais são qualificados com (cursos superiores, especializações, mestrados, doutorados, phd , línguas estrangeiras). Qual é a razão da eliminação? Residir no interior de Minas ou fora do estado, é o motivo? Se o pretendente do cargo for de família rica ou filho de deputado, a vaga está garantida? A Inelegibilidade não é para políticos corruptos, carreiristas e caciquistas. É somente para o cidadão qualificado, honesto, trabalhador, humilde, pagador de imposto? Até quando a maldita e velha política mineira vão privilegiar os mesmos personagens de sempre?
Sérgio Lopes (jornalista e professor)


sábado, 2 de março de 2019

O povo brasileiro merece curtir o carnaval?

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Imagem: AltoAstral

          Segundo o site extra.com.br, o carnaval foi trazido pelos colonizadores portugueses e começou a ser festejado na nação brasileira, por volta do século XVII. Conforme o portal, inicialmente, era uma festa chamada Entrudo – um evento mais “bagunçado”, com guerras de água, a farinha e limões de cheiro, e que, muitas vezes, podia ultrapassar o limite da brincadeira e se transformar em algo bem violento – tanto que acabou sendo proibida por volta de 1840. De acordo com o extra.com.br, com a proibição do evento, a festa ganhou ares mais europeus e passou para os salões de baile. Porém nada no mesmo tom que conhecemos agora, já que naquela época até ópera tinha na trilha sonora do carnaval. Ainda de acordo com o site, a coisa só começou a tomar as formas do que conhecemos hoje, com a criação da primeira marchinha, em 1899, por Chiquinha Gonzaga.
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Imagem: Xnxx

          Conforme o site extra, a canção chamava-se “Ó abre alas” e foi feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. Depois surgiram novos compositores, como Braguinha, Haroldo Lobo e Lamartine Babo, e as marchinhas – e o próprio samba – começou a se popularizar por volta da década de 1920. Daquela época até 2019, o evento espalhou pelos quatro cantos do Brasil e passou a ser prestigiado em todo planeta... Europeus, asiáticos, norte-americanos, latinos..., os gringos vêm amar as mulheres brasileiras e prestigiar as belezas do cenário carnavalesco. Durante quatro dias, o povo bebe, dança, canta e num gesto de despreocupação com o mundo apronta, e muito... Em 1979, o antropólogo Roberto Da Matta lançou o livro “Carnavais, Malandros e Heróis". O autor levantou um tema para reflexão a respeito do carnaval. 
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Imagem: doutrina espirita


          Segundo da Matta, nas festas carnavalescas do nosso país, acontece uma troca de papéis na sociedade. Nas ruas, as pessoas menos favorecidas economicamente viram ricos. E os que tem condições financeiras mais favoráveis posam de pobre – ou, se não o faz, ao menos passa a prestigiar a periferia passando na avenida.  No período de 02 a 05 de março de 2019, os problemas do país como: (miséria, corrupção, falcatrua, violência) são ignorados e milhões de brasileiros só pensam em beber e pular. Esquecem que o sistema político está a um passo do colapso (caos na saúde pública; Reforma da Previdência; habitação; desigualdade social; crise generalizada; desemprego; sistema educacional precário, criminalidade; poluição) são atribulações que assolam o Brasil... Não há preocupação com as questões (políticas, econômicas, sociais, culturais, educacionais, religiosas). Enfim, o carnaval foi, é e sempre será só uma alegoria para retratar a crise brasileira? Ou a gente merece sim o Carnaval?  
Sérgio Lopes (jornalista e professor)








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