A neutralidade pode ser considerada como sinal imediato de sensatez emocional, bom senso, experiência. Porém, por trás da postura refinada, muitos dos que se dizem neutros apenas expõem a dificuldade de se comprometer. O clássico “em cima do muro” quase nunca reflete cautela verdadeira, mas o velho instinto de não desagradar ninguém. São indivíduos que se deparam com injustiças, conflitos e comportamentos criticáveis mantendo uma postura passiva de quem evita qualquer desgaste pessoal ou social. Discordam o mínimo possível, fogem de confrontos e rejeitam qualquer responsabilidade que exija firmeza. Preferem a passividade estratégica, evitam defender qualquer lado, recuam diante do confronto e fogem de qualquer compromisso claro. Vivem calculando cada passo para nunca contrariar o lado mais forte. Permanecem em silêncio enquanto existe risco e aparecem apenas quando já é seguro concordar. Chamam isso de equilíbrio, outros chamam de covardia bem maquiada. Em conclusão, a dúvida permanece... Neutralidade excessiva é maturidade ou apenas medo de perder aprovação?
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade

O inimigo adora ver as pessoas em cima do muro. Estas pessoas sempre puxa para o lado do mal. Minhas opiniões podem mudar, mais ficar em cima do muro não dá. São pessoas covarde. Eu prefiro pessoas com opinião ao contrário a minha. Do que pessoas em cima do muro.
ResponderExcluirMuitos assumem o lado , quando tudo já está resolvido...
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