quinta-feira, 7 de novembro de 2019

O Brasil é um país de merda?


     A maioria da população do país não possui condição financeira favorável, recebe baixo salário e não tem (educação, saúde, transporte, segurança pública) de qualidade. A péssima condição de vida e o desemprego assustam o brasileiro. Nos últimos anos, a crise levou muitos a extrema pobreza e elevou a desigualdade. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2019, a população brasileira atingiu a marca de 210,1 milhões de habitantes. Todavia, no ano de 2018, o Brasil alcançou 13,5 milhões de pessoas em extrema pobreza. Ainda de acordo com o IBGE, 4,5 milhões a mais que em 2014, quando o país vivia sob os níveis mais baixos de desemprego.
    O IBGE declara em situação de extrema pobreza, quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que consiste a aproximadamente R$ 145 por mês. Essa linha foi definida pelo Banco Mundial para acompanhar a ascensão da pobreza global. Conforme o IBGE, no ano de 2012, eram 11,3 milhões de brasileiros em extrema pobreza. Até 2014, ano em que o contingente de profundamente pobres chegou a seu menor número no passado recente, 2,3 milhões de pessoas saíram desta condição. Desde então, este contingente aumentou ano a ano e chegou a 2018 representando 6,5% de toda a população do país. Dados do ano atual, ainda não foram divulgados.    
   Tendo em vista os fatos analisados, é revoltante o retrato da vida no Brasil. Governos anteriores e governo atual ainda não conseguiram sanar os problemas sociais que assolam o território nacional. Há solução? Uma boa parte dos políticos e da população são responsáveis pelas tristes estatísticas. A maior parte do povo e dos políticos são obcecados pelo poder, vaidade, ganância, prepotência. Os alienados, fúteis, fanáticos, burocratas, corruptos, hipócritas, covardes, inescrupulosos são os verdadeiros culpados pelo insucesso do Brasil. Enquanto eles permanecerem no comando, o nosso país continuará a mesma merda.  

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)


terça-feira, 29 de outubro de 2019

Do Impresso a Internet, o que mudou?


          Os primeiros veículos de comunicação do país surgiram no ano de 1808. Em junho, circulava o “Correio Braziliense”, fundado, em Londres, por Hipólito José da Costa. Já o primeiro jornal editado foi a “Gazeta do Rio de Janeiro”, dirigida por frei Tibúrcio José da Rocha. Posteriormente, surgiram outros impressos. O telégrafo foi inaugurado em 1857, com a instalação da primeira linha telegráfica, entre Petrópolis e a praia da Saúde, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1877, as primeiras linhas telefônicas instaladas, na capital carioca, ligaram o Palácio da Quinta da Boa Vista à residência dos ministros do imperador D. Pedro II. No dia 07 de setembro de 1922, o rádio foi oficialmente inaugurado no país, na transmissão do discurso do então presidente Epitácio Pessoa, em comemoração ao centenário da independência e inauguração da radiotelefonia. 
         Em 1923, surgiu a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro por intermédio do médico Edgard Roquette Pinto. Além disso, estações de rádios foram surgindo em diversas cidades. No dia 18 de setembro de 1950, Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, inaugurou o primeiro canal de televisão da América Latina (TV Tupi), dando início comercialmente a história da tevê no Brasil. Várias emissoras de televisão foram surgindo, sendo que algumas faliram e outras ainda continuam no ar. O crescimento nas áreas de informática, robótica, telecomunicações e biotecnologia são caracterizadas pela importação de nações capitalistas desenvolvidas, especificamente os Estados Unidos.  Ocorreram, sobretudo no ano de 1958 e nas décadas de 60, 70, 80, 90 do século XX. Contudo, a revolução tecnológica foi concretizada com o surgimento da internet. 
            Possibilitou que a informação alcançasse níveis de dimensão rapidamente em curto tempo. A internet do século XXI e os demais meios de comunicação podem ser responsável pela informação, entretenimento e meio de expressão de opinião das atividades políticas, econômicas, sociais e culturais. Enfim, são também considerados por muitos cooperadores de orientação ideológica, fuga da realidade, manipulação, separação do sujeito em relação ao grupo, ruptura e mudança de valores culturais, morais e sociais.  

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

A sacanagem no Brasil não é recente

      No início do século XIX, O Rio de Janeiro passou por transformação profunda. A vinda da família real portuguesa movimentou a vida cultural do país, o Príncipe Regente Dom João VI trouxe diversos livros, obras de arte, documentos, riquezas, entre outros artigos. Bem como, a criação de (cursos, museu, biblioteca, teatro, observatório astronômico, jardim botânico) e decretou o fim do pacto colonial com a Abertura dos Portos às Nações Amigas. Em 1808, muitos portugueses vieram para o Brasil junto com a corte.
     O senhor Francisco Gomes da Silva, mais conhecido como Chalaça, foi amigo íntimo de Dom Pedro I. Teve participação na Independência da nação em 1822, na Constituição Federal de 1824 e na dissolução da primeira Assembleia Constituinte... Contudo, Chalaça sempre gostou de levar vantagens.  Usou as mulheres dos outros, sugou o dinheiro alheio, manipulou governos para conseguir proveitos monetários, criou intrigas, traiu políticos. A impunidade já prevalecia na Colônia, Período Joanino, Primeiro Reinado, Segundo Reinado, na Programação da República e na República Federativa do Brasil do século XXI.
    O modelo de colonização exploratória estabeleceu as sustentações para a disseminação da corrupção, que seguiu procurando terreno fértil para se preservar na esfera pública, alimentada pela falta de punição e pela continuidade de elites no poder. As trapaças, artimanhas, depravações, sacanagens sempre foram constantes na cena política brasileira.  O interesse pessoal sempre preponderando sobre as obrigações gerais. Os bastidores do poder político foram impregnados pelo vício da picaretagem. A sociedade progrediu no espírito de punir, porém não dá para limpar em poucos anos uma cultura. A corrupção não vai acabar imediatamente, no Brasil. Por fim, para modificar um pensamento são necessários séculos.

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

domingo, 20 de outubro de 2019

A Indústria Cultural e a Comunicação de massa visam o lucro




          Na década de 1940, os pensadores alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer escreveram o livro intitulado “Dialética do Esclarecimento". A obra destacou pela primeira vez a expressão “Indústria Cultural”. Afinal, qual é o significado do termo? Qual é o objetivo? Qual é a característica? Antes das respostas, é preciso entender que os meios de comunicação de massa são amplamente consumidos pela indústria cultural feito ferramentas de propaganda.  A indústria cultural pode ser considerada meio de produzir cultura no período industrial capitalista. Designa principalmente, a situação de arte na sociedade capitalista mercantil, definido por modo de produção que tem como objetivo o lucro.

          Além disso, algumas características marcantes são: conteúdo feito para consumo rápido; processo de produção que busca o ganho o grande consumo das massas; influência marxista que afirma que a economia funciona como impulsionadora da realidade social; avanços tecnológicos que garantiram a produção e disseminação rápida das obras produzidas; democratização e maior acesso aos conteúdos produzidos. Outro termo relevante da chamada indústria cultural é a comunicação de massa.  Ela consiste em todos os tipos de expressões culturais (gastronomia, desenhos animados, moda, séries de televisão, gênero de dança, revista, música, dentre outros) que são produzidos para alcançar a maior parte dos consumidores, com o intuito comercial, ou seja, constituir produtos para consumo.

          A comunicação de massa conserva modelo previsto para consumo instantâneo. A indústria cultural e a comunicação de massa podem ser usadas como sinônimos. Ambas têm o propósito de alcançar a maioria das pessoas, desconsiderando qualquer tipo de separação que possa existir na sociedade de notícias de outros serviços que “sustentam” os cidadãos. Os meios de comunicação de massa são os relevantes colaboradores da indústria cultural para propagação da comunicação de massa, contribuindo no processo de alienação e homogeneização cultural dos consumidores. Por fim, a indústria cultural e a comunicação de massa não transmitem valores simbólicos, mas visam o lucro obtido a partir do consumo da maior quantidade possível de pessoas.

Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Os comentários depreciativos desonram jornalistas e outros profissionais?

     Nos dias atuais, todos podem falar o que pensam. As opiniões diferenciadas são essenciais para aprimorar o conhecimento e a qualidade do debate. Nos anos de 2018 e 2019, acompanhamos pela internet (blogs, revistas, jornais). Alguns jornalistas e profissionais de outras áreas que produziram e produzem (matérias, textos e artigos) para Jornal e Revista, eles foram ou são incompreendidos por parte do público. Os veículos de comunicação reservam espaço para o leitor fazer comentários, a respeito dos conteúdos produzidos. Além disso, deixa explícito que os comentários não representam a opinião do jornal ou da revista; a responsabilidade é dos autores das mensagens. 
     As empresas jornalísticas e especificamente o “Tribuna de Minas” enfatizam que reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Muitos leitores fazem comentários anônimos, identificam seus nomes com siglas, camisas de times de futebol e partidos políticos.  Não sabem expor suas opiniões... Infelizmente, são deselegantes e partem para ataques pessoais. Quando não concordam com (matérias, textos e artigos) publicados, alguns destilam ódio, intolerância, violência verbal, ameaça de morte, racismo, preconceito, rancor. 
         Eis alguns comentários de leitores retirados de jornais e revistas: “Quanta bobagem! O titulo é oportunista e mentiroso. A 1ª frase é simplesmente ridícula. Qual o objetivo do artigo? O missivista vai se candidatar?” “Parece redação de crianças do ensino fundamental kķkkkkk”. “Logo abaixo da "manchete" consta os créditos para dois -huáhuáhuáhuáhuáhuahuáhuáhuáhuá -, "REPORTERES", ou seja, Marcos Araujo e Vivia Lima. PQP, TM tu estás de brincadeira, parece redação de guri da quinta série, ou talvez, nem isso!!!”  “Nordestino é uma desgraça cambada de demônio”. O nível da argumentação extrapolou a esfera da moral, em qualquer debate público. A falta de educação e falta  de respeito tomaram o lugar do debate honesto. Enfim, resta fazer a nossa parte e procurar estabelecer a cada dia nossa conduta para não cairmos nessa abominação que vem se espalhando no mundo virtual, a intolerância.
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

sábado, 31 de agosto de 2019

Nada mudou nos 519 anos do Brasil


          O Brasil foi colonizado por Portugal, as nossas riquezas foram levadas para a Europa, parte significativa da população brasileira vivia em condições precárias.  Não havia moradias adequadas, não havia saneamento básico, sistema de saúde e educação eram insuficientes... Com o processo de independência do país, tanto D. Pedro I quanto D. Pedro II, no chamado período imperial, não conseguiram melhorias para maior parte das pessoas. A Proclamação da República possibilitou desenvolvimento na vida dos brasileiros? As oligarquias revezaram no poder, administravam o Brasil com objetivo de atender os próprios interesses... Getúlio Vargas passou a comandar o país, devido a Revolução de 1930, e ficou até 1945. Vargas implantou a política de direitos sociais e trabalhistas. 
          No período (1946 até 1964) conhecido como Redemocratização, os presidentes eleitos buscaram apoio popular com medidas demagógicas. Contudo, não cumpriram as promessas para melhorar as condições de trabalho, saúde, educação, transporte. No período de (1964 até 1985), os militares conduziram a nação. Entre 1967 e 1973, os chamados anos do “milagre econômico”, o Brasil teve expansão do consumo interno, crescimento no setor industrial, abertura de novos postos no mercado formal de trabalho. Entretanto, o mesmo tempo que elevava as vagas de empregos, o valor médio do salário mínimo reduzia. No período de 15 de março de 1985 até 15 de março de 1990, o governo de José Sarney foi marcado pelo alto índice de inflação e planos econômicos frustrados. 
          Já no período de março de 1990 até os dias atuais, os presidentes eleitos democraticamente tentaram medidas para resolver os problemas enfrentados pela maioria da população. Porém, nada mudou nos 519 anos do Brasil. Parte significativa da população reclama da “qualidade do atendimento” e das “filas intermináveis” nos hospitais e postos de saúde, há milhões de brasileiros desempregados, alto índice de violência e criminalidade, habitações precárias, poluição, falta de saneamento básico, desigualdade social... Por fim, pode ter ocorrido progresso nos últimos anos, nas áreas sociais. Mas Infelizmente, ainda existem muitos problemas que afetam a vida das classes menos favorecidas social e economicamente.
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

O mundo está complicado

       O caráter é considerado traço marcante da personalidade do homem. O comportamento social, religião, o ponto de vista da moral, determinação, disciplina, empatia, estabilidade, generosidade, sabedoria, respeito, autoconfiança, contentamento, coragem, desapego, sinceridade, responsabilidade, otimismo podem ser considerados virtudes essenciais na formação do caráter humano. Ouvimos frequentemente as seguintes expressões: “Educação vem do berço” e “Fulano não tem berço”.  A primeira é acessível a qualquer família, independente da condição socioeconômica.  Dentro de um lar, os pais e responsáveis pelas crianças de (zero a nove anos) iniciam o processo de educação, respeito, ética, princípios. São responsáveis por moldar o caráter dos filhos.  
           Muitos aprendem os valores passados pelos pais e tornam-se homens honrados e de boa índole... “Fulano não tem berço” é referente às pessoas que são consideradas mal-educada, ríspida, malcriada, boçal, descortês. Representa também os indivíduos que apresentam valores pouco louváveis, criam problemas, provocam constrangimento. Os que não tiveram a sorte de ser bem orientados na infância ou mal influenciados na adolescência e juventude. Certamente, trilharão por caminho obscuro...  Milhões de brasileiros não têm caráter. Eles provocam prejuízos a terceiros e ferem os sentimentos dos outros através de manipulações e mentiras.  Não assumir as próprias responsabilidades, falta de palavra, tratamento diferenciado, dívidas, traição são exemplos clássicos de mau-caratismo.  O mau- caráter é arrogante, vaidoso, mentiroso, ambicioso, covarde. 
            Além disso, não tem o mínimo de compaixão com a dor do outro. Não assumem os próprios erros, não tem coragem de identificar seus atos desleais e preferem ficar sempre anônimo. As Instituições de Ensino (escolas municipais e estaduais), Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, Prefeituras Municipais (servidores efetivos e contratados que lambem as botas dos prefeitos), Hospitais têm algumas pessoas sem caráter. Enfim, o mundo está complicado devido à ação dos que têm índole duvidosa.
Sérgio Lopes (Jornalista e Professor)