Minas
Gerais voltou ao centro das atenções internacionais em reportagem publicada
nesta semana pela revista britânica The Economist. O estado, segundo mais
populoso do país e historicamente influente nas eleições presidenciais, foi
descrito como um “espelho do Brasil”, mas também como um ente federativo
marcado por dificuldades fiscais. Segundo a publicação, o quadro resulta do
acúmulo de décadas de subfinanciamento da previdência estadual. Embora o
governo de Romeu Zema afirme não ter contratado novos empréstimos com a União
entre 2019 e 2026, a dívida mineira continuou crescendo em razão dos juros, da
correção monetária e do pagamento parcial das parcelas. Ouvido pela revista, o
economista João Gabriel Pio afirmou que o próximo governador terá margem
limitada para ampliar gastos e investimentos. A reportagem também destaca
desafios estruturais, como a precariedade da malha rodoviária e a dependência
da exportação de matérias-primas com baixo valor agregado. A análise contrasta
com reportagem publicada pela própria The Economist em 2013, quando Minas
Gerais foi apresentada como referência em gestão pública após o chamado “Choque
de Gestão”. Treze anos depois, a revista aponta um cenário de restrições
fiscais, baixa capacidade de investimento e deficiências de infraestrutura,
evidenciando a mudança de avaliação sobre o estado.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
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