A
educação é, foi e sempre será desprezada pelos governantes... Desde 1500 até os
dias atuais, os governantes nunca priorizam o sistema educacional. As políticas
públicas de educação são precárias. As salas de aula estão superlotadas, os equipamentos
estão quebrados, os salários são pífios, a exploração do trabalho remoto em tempos
pandêmicos é real, a burocracia e a tecnocracia são excessivas... Os políticos
afastados do poder adoram criticar o modelo educacional e os gestores empossados
não resolvem os problemas... As siglas partidárias fazem promessas mirabolantes,
somente na época da campanha eleitoral, tais como: "No meu mandato, nós
vamos realizar o concurso”. “Nós vamos implantar a educação integral”. “Nós vamos
valorizar o salário dos profissionais da educação". Infelizmente, uma parte
considerável de professores acredita nos projetos utópicos. Nas épocas dos
pleitos eleitorais, os sindicatos da Educação fizeram ou ainda fazem campanhas
para o prefeito ou prefeita sindicalizados. Ademais, quase todos sindicalistas
eram ou são filiados aos partidos. Nas
eleições municipais de 2020, alguns candidatos professores reelegeram e outros se
tornaram políticos. Contudo quando assumiram, muitos repetiram ou repetem os
mesmos erros dos antecessores. Não fizeram ou não fazem nada de inovador,
tomaram ou tomam medidas (antipáticas, autoritárias, medíocres) contra os
docentes. Na principal cidade da Zona da Mata Mineira, os professores da Rede
Municipal de Ensino, sobretudo, os contratados não têm o mínimo de valor. Neste
mês de julho, eles não terão direito às férias ou recesso. Serão “acolhidos“ e “obrigados”
a participar da formação planejada pela Secretaria de Educação, considerando ao
eminente retorno das aulas presenciais nas escolas. Os professores contratados
são escravos. Que no peito dos professores contratados... No fundo do peito
bate calado. Que no peito dos professores contratados. Também bate um coração. Enfim,
os Sindicatos são reféns da classe política brasileira. Os direitos dos professores estão sendo
aniquilados. Vamos celebrar a destruição do magistério! Viva o Lulapetismo!
Viva o Bolsonarismo! Viva a polarização!
Sérgio
Lopes (Jornalista, Professor, Especialista em TV, Cinema e Mídias Digitais)