sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Não brigue por política: os políticos nem sabem que você existe.

 


Os habitantes da redondeza entraram em conflito. Qual foi o motivo? Antes de explicar, é preciso relatar alguns fatos. Eles gastam excessivamente por impulso, adoram compras parceladas sem planejamento; cartão de crédito sem controle; comer fora de casa frequentemente; consumir sem preocupação com o futuro; não dedicar tempo ou recursos ao aprendizado sobre finanças; não manter economias para imprevistos. Além disso, têm dificuldade em pagar as parcelas do carro, atrasa com frequência o financiamento do imóvel e desembolsa valores altos pelo iPhone 16 Pro Max, com desempenho superior, câmeras avançadas e suporte a IA. Dito isso, a discussão entre os residentes próximos surgiu por causa de política: um apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o outro, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Nesse cenário, as pessoas se digladiam por questões políticas, defendendo identidade, crenças e valores… Ao mesmo tempo, esquecem que diálogo e respeito às diferenças são opcionais. No Brasil, a polarização política se alimenta sozinha, graças à mídia e às redes sociais, que só inflacionam ilusões e distribuem o útero confortável do rebanho aos covardes que terceirizam o próprio cérebro. Hoje, esquerda e direita são amuletos tribais pendurados no vazio, reluzem na vaidade, apodrecem na razão e regem, com prazer mórbido, o ritual de autodestruição de uma sociedade que trocou consciência por histeria e ainda batiza a própria degradação de virtude. Na medida em que fanáticos partidários se estraçalham por seus candidatos, os medalhões políticos nadam no luxo e na riqueza, completamente alheios ao sofrimento e à realidade de seus próprios correligionários. Em conclusão, não desperdice sua sanidade nem destrua relações por partidos. Você se desgasta defendendo siglas que jamais saberão seu nome. Lula, Bolsonaro, Aécio, Alckmin, Flávio, Tarcísio, Zema, Haddad, Marina e todo o conjunto da classe política vivem no luxo, brindando à sua ingenuidade. Por você? Nem o copo levantam. Seus triunfos virão do seu esforço e da sua persistência, não da expectativa de soluções prometidas por líderes que raramente entregam o que anunciam.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Albert Einstein sempre teve razão

 

Entre 1879 e 1955, Albert Einstein marcou a história como um dos maiores cientistas de todos os tempos. Físico e matemático, tornou-se referência mundial ao revolucionar a ciência com contribuições decisivas para a Física Moderna, especialmente a Teoria da Relatividade e a célebre equação E=mc², que redefiniu a compreensão sobre energia e matéria. Em 1921, recebeu o Prêmio Nobel de Física por suas pesquisas sobre o efeito fotoelétrico, consideradas relevantes para o avanço da física quântica. Embora a Teoria da Relatividade tenha ampliado sua notoriedade internacional, a premiação concedida pela Academia Sueca referiu-se oficialmente aos seus estudos sobre a interação entre luz e matéria. Para além de suas descobertas, o cientista teórico também se manifestou publicamente em favor da paz. Foi um dos signatários do Manifesto Russell-Einstein, documento que advertia sobre os riscos das armas nucleares e instava a comunidade internacional a assumir responsabilidade científica e política... O formulador da Teoria da Relatividade também propôs análises que transcendem a física e evidenciam fragilidades no comportamento humano, questionando a ciência dissociada da consciência, o conhecimento desvinculado da ética e o progresso alheio à responsabilidade social. Entre as diversas citações a ele atribuídas, sobressai a que sintetiza seu pensamento acerca da condição humana: “Chegará um dia em que a tecnologia ultrapassará a interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas”. O Mestre já alertava, muita conexão, nenhum laço, telas cheias, humanidade vazia. Não condena a tecnologia em si, mas o uso irresponsável que dela se faz. Sem ética e maturidade emocional, o progresso técnico produz equipamentos cada vez mais sofisticados, e indivíduos gradualmente substituíveis. No fim, Albert Einstein sempre teve razão, as ferramentas tecnológicas evoluem com atualização automática; o homem insiste na versão beta da própria ignorância. O erro? Claro, não é do código, é do “usuário avançado”.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Fé não é espetáculo

 


A súplica escolhida, a convicção de que algo inesperado poderia ocorrer e as emoções intensas e significativas se concretizam na passagem Mateus (9,28 – 30): “E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé.  E os olhos se lhes abriram. E Jesus ameaçou-os, dizendo: Olhai que ninguém o saiba”. O episódio bíblico ilustra o fortalecimento da fé e da esperança, ao mostrar Jesus orientando os homens reestabelecidos a manterem silêncio sobre a cura. Na hipótese de agir assim, poderiam ser afetados por críticas céticas ou depreciativas de terceiros. Essa circunstância, estaria sujeito a descaracterizar o benefício recebido de Jesus, ao incutirem na mente sentimentos de apreensão, incerteza, expectativa.  Em conclusão, o versículo indica que a fé não se limita a palavras, mas se expressa em confiança prática. Os cegos não solicitaram evidências, apenas confiaram. O milagre resulta da fé, não da exibição. Jesus responde à confiança genuína, não ao interesse superficial. E recorda que nem toda graça precisa ser divulgada.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Sem água e sem luz

 

O século XXI é  marcado por tecologias como: internet,   cibernética, robótica, realidade virtual,  inteligência artificial , impressão 3D.  Na era da evolução é inadmissível a falta de energia elétrica e  água.   A incompetência e a desconsideração das empresas  CEMIG e COPASA ainda fazem o povo sofrer.   Em Goianá MG,  voltamos para o Brasil rural,  o país do abandono,  da precariedade, da falta  de estrutura, uma verdadeira lástima! Ontem faltou luz e  continuamos sem energia.   De sexta _feira passada até o presente momento,  a água sumiu das torneiras.  O carnaval inicia oficialmente no dia 13 de fevereiro de 2026,  a situação será resolvida?  Torcemos para que tudo seja solucionado.. Mas antes da folia começar, as  famílias goianaenses precisam sobreviver.  Queremos uma satisfação! CEMIG ?  COPASA ? PREFEITURA MUNICIPAL? Autoridades locais? Até quando ficaremos sem água e sem luz? 

          Sérgio Lopes Jornalista 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A incompetência da COPASA continua em 2026

 


No final de dezembro de 2025, a cidade de Goianá MG sofreu com falta de água. Os bairros Progresso, Morro São Sebastião e arredores foram prejudicados. Decorridos menos de 60 dias, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) segue firme com a mesma incompetência de sempre.  Em fevereiro de 2026, (06, 07, 08) e hoje (09), as torneiras estão em situação de escassez.  A incapacidade da COPASA é fruto de um conjunto bem ensaiado de falhas estruturais, entre as quais: deficiência na comunicação clara e eficiente com os usuários, ausência de responsabilidade na prestação do serviço e desrespeito aos direitos dos consumidores. A rotina de falta de água  transforma a incapacidade da companhia em fato notório, não em mera acusação. A ausência de soluções efetivas para a qualidade da água e a resistência quase militante à modernização expõem uma administração que prefere a estagnação ao dever. Quem, afinal, será capaz de pôr fim ao recorrente desabastecimento de água em Goianá? A falta de água só começa a ser “resolvida” quando gestão municipal, COPASA e população resolvem, finalmente, fazer algo além de empurrar a responsabilidade uns para os outros. Exige o fim do teatro, políticas que não sejam mentira, conservação que não seja maquiagem, infraestrutura que saia da sucata e uma “sustentabilidade” que não morra no slide de abertura. Os moradores de Goianá precisam parar de fingir que a falta d’água é castigo da natureza e começar a tratá-la como o que é: um direito básico sistematicamente negado. As autoridades municipais, por sua vez, precisam abandonar o conforto das notas oficiais e trocar a retórica burocrática por fiscalização de verdade e pressão política sobre a COPASA. Contratos devem ser revistos e metas cobradas. A reincidência do desabastecimento já não sugere falha, confirma vocação. Na Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a ineficiência é estável, a omissão é política institucional e a responsabilidade segue em eterno regime de terceirização, sempre distante, sempre alheia, sempre impune.

  

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

 

 

 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Informações referentes ao IPVA

 


As pessoas físicas e jurídicas proprietárias de veículos automotores registrados no Brasil estão sujeitas ao pagamento anual do imposto conhecido como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Embora faça parte da obrigação anual de milhões de contribuintes, ainda é alvo de questionamentos frequentes. Qual é a finalidade? Qual é a origem desse tributo? Qual é a destinação dos recursos arrecadados? Como ocorre o processo de arrecadação?  O IPVA é um imposto patrimonial que incide sobre a propriedade do veículo, independentemente de estar em circulação. A posse do bem já gera a obrigação tributária. Foi instituído na década de 1980 em substituição à Taxa Rodoviária Única (TRU), que visava financiar a manutenção das rodovias, mas apresentava limitações estruturais e de arrecadação. Com a Constituição Federal de 1988, os Estados passaram a ter competência para instituir o IPVA, consolidando-o como imposto estadual sem vinculação específica à manutenção de rodovias. A partir de então, passou a representar uma relevante fonte de receita para os Estados, com reflexos diretos no orçamento público. Ao contrário da ideia difundida, o IPVA não possui destinação exclusiva para rodovias, pois, como imposto, não tem vinculação específica. Do valor arrecadado, metade é destinada ao Estado e a outra metade ao município onde o veículo está registrado. Esses recursos são aplicados em áreas como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura urbana e transporte, de acordo com as prioridades orçamentárias de cada ente federativo. O contribuinte do IPVA é o proprietário do veículo em 1º de janeiro de cada exercício. Assim, mesmo que haja alienação posterior, a responsabilidade pelo imposto permanece com quem figurava como proprietário nessa data. O IPVA tem como base de cálculo o valor venal do veículo, definido por tabelas de referência ou por critérios estabelecidos pela legislação de cada Estado.  As alíquotas variam segundo o Estado e o tipo de veículo, refletindo as políticas fiscais e econômicas estaduais. É comum confundir o IPVA com o licenciamento e as multas. O IPVA é um imposto sobre a propriedade, enquanto o licenciamento autoriza a circulação e as multas decorrem de infrações. Embora distintos, o não pagamento do IPVA pode impedir o licenciamento anual. Cada Estado estabelece suas próprias hipóteses de isenção, que costumam abranger veículos antigos, pessoas com deficiência, táxis, veículos de transporte coletivo ou escolar, além de veículos oficiais ou vinculados a entidades específicas. Assim, é necessário consultar a legislação estadual para verificar a existência de benefício aplicável.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Artigo Tribuna de Minas

Meu artigo divulgado no Jornal Tribuna de Minas    Leia no link abaixo: https://tribunademinas.com.br/opiniao/tribuna-livre/05-02-2026/acostamentos-e-calcadas.htm

Sérgio Lopes Jornalista