A súplica escolhida, a convicção de que
algo inesperado poderia ocorrer e as emoções intensas e significativas se
concretizam na passagem Mateus (9,28 – 30): “E, quando chegou à casa, os cegos
se aproximaram dele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isto?
Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja-vos
feito segundo a vossa fé. E os olhos se
lhes abriram. E Jesus ameaçou-os, dizendo: Olhai que ninguém o saiba”. O
episódio bíblico ilustra o fortalecimento da fé e da esperança, ao mostrar
Jesus orientando os homens reestabelecidos a manterem silêncio sobre a cura. Na
hipótese de agir assim, poderiam ser afetados por críticas céticas ou
depreciativas de terceiros. Essa circunstância, estaria sujeito a
descaracterizar o benefício recebido de Jesus, ao incutirem na mente
sentimentos de apreensão, incerteza, expectativa. Em conclusão, o versículo indica que a fé não
se limita a palavras, mas se expressa em confiança prática. Os cegos não
solicitaram evidências, apenas confiaram. O milagre resulta da fé, não da
exibição. Jesus responde à confiança genuína, não ao interesse superficial. E
recorda que nem toda graça precisa ser divulgada.
Sérgio Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
Jesus diz, mais sabia que ele não ia obedecer. Quanto saiu curado muitos sabia que ele era cego. De qualquer forma saberia que algo havia acontecido. Quanto a graça vem de Jesus convém dizer para que ninguém vem tomar sua honra.
ResponderExcluirVerdade.
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