Deus é
tradicionalmente apresentado pelas religiões como criador do universo e senhor
de todas as riquezas. Diante dessa compreensão, uma pergunta aparece com
frequência no debate religioso. Por que determinadas vertentes doutrinarias preservam
o dízimo de 10% como referência estável de compromisso financeiro entre os
fiéis? O dízimo, tradicionalmente defendido como ato de fé e manutenção
religiosa, tornou-se também um dos pilares financeiros de grandes estruturas
evangélicas no Brasil. Em muitos templos, a contribuição é apresentada não
apenas como gesto espiritual, mas como prova concreta de fidelidade, bênção
futura e até proteção divina. Na prática, a lógica econômica é simples, quanto
maior o número de fiéis convencidos de que doar é dever sagrado, maior a
arrecadação. O problema aparece quando fé e pressão moral caminham juntas,
especialmente entre pessoas de baixa renda, para quem 10% representa escolha
entre devoção e orçamento doméstico. O fenômeno ganha força com o fanatismo
religioso, muitos seguidores aceitam a contribuição sem questionar destino,
transparência ou necessidade real dos recursos. Em determinados contextos,
líderes religiosos conhecidos ampliaram o alcance do púlpito, converteram a
mensagem em influência social e consolidaram igrejas como estruturas de grande
porte, com presença constante nos meios de comunicação. Isso não significa que
toda contribuição seja abuso. Igrejas têm despesas reais: aluguel, manutenção,
projetos sociais, funcionários e atividades comunitárias. A questão surge
quando a arrecadação vira centro da mensagem e a espiritualidade passa a ser
medida pelo comprovante de pagamento. Entre a confiança espiritual do fiel e
certos discursos religiosos, persiste uma coincidência notável: o infinito
divino é frequentemente explicado ao lado de metas financeiras bastante
terrenas.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.

E bíblico isto, em Malaquias e várias passagens bíblica fala isto. Eu dou não só os 10% dou de tudo que ganho e compro.mais não é só estas igrejas, todas igrejas . Agora acho interessante, que tem monumentos que seja ser até pais. Sustenta vários homens tem até banco. Trono de ouro. Que estas igrejas vista na paisagem não chega aos pés. Pouco tempo nossa primeira dama levou malas e malas de dinheiro, para este banco. Isto é um mistério.
ResponderExcluirO dízimo é valioso para necessidades básicas das instituições.. O questionamento é a respeito da riqueza de alguns líderes religiosos. A maioria dos fiéis tem vida modesta e determinadas famílias de líderes religiosos vivem no luxo.
ExcluirNão, que concordo com o vangelico da prosperidade. Primeiro ver como foi o início de cada uma tem história super interessante. Mesmo as vezes não concordando o trabalho deles e muito bonito. Trabalho social e muito grande. Estas igrejas ajudam muito drogados e viciados, trabalho próprias com cestas básicas, psicólogos, visitas aos hospitais , presídios etc.
ResponderExcluirHá instituições evangélicas que fazem excelente trabalho social.
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