Com
mais de 70 anos de história, a Cemig ajudou a levar energia elétrica a Minas
Gerais. Em Coronel Pacheco e Goianá, porém, moradores convivem com problemas
recorrentes no fornecimento. Em Coronel Pacheco, relatos apontam picos e
oscilações de energia, principalmente entre 17h e 18h, mas também em outros
horários. A instabilidade transforma a rotina em uma verdadeira “roleta
elétrica”: televisão, computador, impressora ou eletrodoméstico — ninguém sabe
qual será a próxima vítima. Em Goianá, o problema é a recorrência das
interrupções no fornecimento, que prejudicam moradores, trabalhadores e
estabelecimentos comerciais. A conta, entretanto, chega pontualmente. Quem
paga? O consumidor. E, se a energia oscilar ou faltar e algum equipamento for
danificado, o prejuízo pode ficar novamente com quem já pagou pelo serviço. A
Cemig precisa explicar o que está acontecendo e, principalmente, resolver o
problema. Energia elétrica estável não é luxo, favor ou benefício: é um serviço
essencial pelo qual o consumidor paga todos os meses. Depois de mais de sete
décadas, moradores de Coronel Pacheco e Goianá não deveriam precisar apostar na
sorte para ter energia de qualidade. A Cemig cobra pelo serviço; o mínimo que
se espera é que entregue o serviço. Afinal, incompetência também custa caro —
e, até agora, quem parece estar pagando a conta é o consumidor. Em apoio à
causa dos moradores, o jornalista Joãozinho Jornalista, de Belo Horizonte,
publicou um vídeo comentando os serviços prestados pela Cemig em Coronel
Pacheco e Goianá e reforçando a importância de cobrar soluções para os
problemas enfrentados pela população.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(https://blogdosletradosdesalienados.blogspot.com/2026/07/coronel-pacheco-e-goiana-conta-chega.html), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.

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