A
Finlândia foi considerada, pelo nono ano consecutivo, o país mais feliz do
mundo, segundo o World Happiness Report (WHR) 2026. A nação alcançou nota
7,764, em uma escala de 0 a 10. O ranking é elaborado com base principalmente
na avaliação que as pessoas fazem de suas próprias vidas, além de fatores como
renda, expectativa de vida, apoio social, liberdade e percepção de corrupção. O
estudo utiliza a chamada Escada de Cantril, na qual os participantes avaliam
sua vida atual entre 0, considerada a pior situação possível, e 10, a melhor. O
Brasil subiu quatro posições e aparece em 32º lugar. O resultado está distante
da melhor colocação histórica do país, o 16º lugar alcançado em 2014, mas
representa uma recuperação em relação a 2022, quando o Brasil ficou na 49ª
posição. Entre os dez primeiros colocados, predominam os países nórdicos. A
Costa Rica, em quarto lugar, é a novidade de destaque e se tornou o primeiro
país latino-americano a entrar no top 5. O relatório aponta a percepção de
liberdade e a qualidade de vida como alguns dos fatores associados ao
desempenho do país. Os 25 países mais felizes do mundo são: Finlândia,
Islândia, Dinamarca, Costa Rica. Suécia, Noruega, Holanda, Israel, Luxemburgo,
Suíça, Nova Zelândia, México, Irlanda, Bélgica, Austrália, Kosovo, Alemanha
Eslovênia, Áustria, República Tcheca, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita,
Estados Unidos, Polônia, Canadá. Mais do que uma disputa entre países, o
ranking levanta uma questão importante: o que realmente significa ser feliz?
Desenvolvimento econômico e boas condições de vida são importantes, mas a
percepção de liberdade, segurança, confiança e pertencimento também pesa na
avaliação das pessoas. O resultado brasileiro mostra que subir algumas posições
é positivo, mas ainda há um longo caminho para transformar indicadores sociais
em uma percepção mais ampla e duradoura de bem-estar.
Sérgio
Lopes Jornalista
Texto
publicado no Blog dos Letrados Desalienados
(https://blogdosletradosdesalienados.blogspot.com/2026/07/felicidade-tem-endereco.html), em comemoração aos 10 anos de
resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo
Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e
liberdade.
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