sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Não brigue por política: os políticos nem sabem que você existe.

 


Os habitantes da redondeza entraram em conflito. Qual foi o motivo? Antes de explicar, é preciso relatar alguns fatos. Eles gastam excessivamente por impulso, adoram compras parceladas sem planejamento; cartão de crédito sem controle; comer fora de casa frequentemente; consumir sem preocupação com o futuro; não dedicar tempo ou recursos ao aprendizado sobre finanças; não manter economias para imprevistos. Além disso, têm dificuldade em pagar as parcelas do carro, atrasa com frequência o financiamento do imóvel e desembolsa valores altos pelo iPhone 16 Pro Max, com desempenho superior, câmeras avançadas e suporte a IA. Dito isso, a discussão entre os residentes próximos surgiu por causa de política: um apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o outro, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Nesse cenário, as pessoas se digladiam por questões políticas, defendendo identidade, crenças e valores… Ao mesmo tempo, esquecem que diálogo e respeito às diferenças são opcionais. No Brasil, a polarização política se alimenta sozinha, graças à mídia e às redes sociais, que só inflacionam ilusões e distribuem o útero confortável do rebanho aos covardes que terceirizam o próprio cérebro. Hoje, esquerda e direita são amuletos tribais pendurados no vazio, reluzem na vaidade, apodrecem na razão e regem, com prazer mórbido, o ritual de autodestruição de uma sociedade que trocou consciência por histeria e ainda batiza a própria degradação de virtude. Na medida em que fanáticos partidários se estraçalham por seus candidatos, os medalhões políticos nadam no luxo e na riqueza, completamente alheios ao sofrimento e à realidade de seus próprios correligionários. Em conclusão, não desperdice sua sanidade nem destrua relações por partidos. Você se desgasta defendendo siglas que jamais saberão seu nome. Lula, Bolsonaro, Aécio, Alckmin, Flávio, Tarcísio, Zema, Haddad, Marina e todo o conjunto da classe política vivem no luxo, brindando à sua ingenuidade. Por você? Nem o copo levantam. Seus triunfos virão do seu esforço e da sua persistência, não da expectativa de soluções prometidas por líderes que raramente entregam o que anunciam.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Albert Einstein sempre teve razão

 

Entre 1879 e 1955, Albert Einstein marcou a história como um dos maiores cientistas de todos os tempos. Físico e matemático, tornou-se referência mundial ao revolucionar a ciência com contribuições decisivas para a Física Moderna, especialmente a Teoria da Relatividade e a célebre equação E=mc², que redefiniu a compreensão sobre energia e matéria. Em 1921, recebeu o Prêmio Nobel de Física por suas pesquisas sobre o efeito fotoelétrico, consideradas relevantes para o avanço da física quântica. Embora a Teoria da Relatividade tenha ampliado sua notoriedade internacional, a premiação concedida pela Academia Sueca referiu-se oficialmente aos seus estudos sobre a interação entre luz e matéria. Para além de suas descobertas, o cientista teórico também se manifestou publicamente em favor da paz. Foi um dos signatários do Manifesto Russell-Einstein, documento que advertia sobre os riscos das armas nucleares e instava a comunidade internacional a assumir responsabilidade científica e política... O formulador da Teoria da Relatividade também propôs análises que transcendem a física e evidenciam fragilidades no comportamento humano, questionando a ciência dissociada da consciência, o conhecimento desvinculado da ética e o progresso alheio à responsabilidade social. Entre as diversas citações a ele atribuídas, sobressai a que sintetiza seu pensamento acerca da condição humana: “Chegará um dia em que a tecnologia ultrapassará a interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas”. O Mestre já alertava, muita conexão, nenhum laço, telas cheias, humanidade vazia. Não condena a tecnologia em si, mas o uso irresponsável que dela se faz. Sem ética e maturidade emocional, o progresso técnico produz equipamentos cada vez mais sofisticados, e indivíduos gradualmente substituíveis. No fim, Albert Einstein sempre teve razão, as ferramentas tecnológicas evoluem com atualização automática; o homem insiste na versão beta da própria ignorância. O erro? Claro, não é do código, é do “usuário avançado”.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Fé não é espetáculo

 


A súplica escolhida, a convicção de que algo inesperado poderia ocorrer e as emoções intensas e significativas se concretizam na passagem Mateus (9,28 – 30): “E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé.  E os olhos se lhes abriram. E Jesus ameaçou-os, dizendo: Olhai que ninguém o saiba”. O episódio bíblico ilustra o fortalecimento da fé e da esperança, ao mostrar Jesus orientando os homens reestabelecidos a manterem silêncio sobre a cura. Na hipótese de agir assim, poderiam ser afetados por críticas céticas ou depreciativas de terceiros. Essa circunstância, estaria sujeito a descaracterizar o benefício recebido de Jesus, ao incutirem na mente sentimentos de apreensão, incerteza, expectativa.  Em conclusão, o versículo indica que a fé não se limita a palavras, mas se expressa em confiança prática. Os cegos não solicitaram evidências, apenas confiaram. O milagre resulta da fé, não da exibição. Jesus responde à confiança genuína, não ao interesse superficial. E recorda que nem toda graça precisa ser divulgada.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Sem água e sem luz

 

O século XXI é  marcado por tecologias como: internet,   cibernética, robótica, realidade virtual,  inteligência artificial , impressão 3D.  Na era da evolução é inadmissível a falta de energia elétrica e  água.   A incompetência e a desconsideração das empresas  CEMIG e COPASA ainda fazem o povo sofrer.   Em Goianá MG,  voltamos para o Brasil rural,  o país do abandono,  da precariedade, da falta  de estrutura, uma verdadeira lástima! Ontem faltou luz e  continuamos sem energia.   De sexta _feira passada até o presente momento,  a água sumiu das torneiras.  O carnaval inicia oficialmente no dia 13 de fevereiro de 2026,  a situação será resolvida?  Torcemos para que tudo seja solucionado.. Mas antes da folia começar, as  famílias goianaenses precisam sobreviver.  Queremos uma satisfação! CEMIG ?  COPASA ? PREFEITURA MUNICIPAL? Autoridades locais? Até quando ficaremos sem água e sem luz? 

          Sérgio Lopes Jornalista 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A incompetência da COPASA continua em 2026

 


No final de dezembro de 2025, a cidade de Goianá MG sofreu com falta de água. Os bairros Progresso, Morro São Sebastião e arredores foram prejudicados. Decorridos menos de 60 dias, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) segue firme com a mesma incompetência de sempre.  Em fevereiro de 2026, (06, 07, 08) e hoje (09), as torneiras estão em situação de escassez.  A incapacidade da COPASA é fruto de um conjunto bem ensaiado de falhas estruturais, entre as quais: deficiência na comunicação clara e eficiente com os usuários, ausência de responsabilidade na prestação do serviço e desrespeito aos direitos dos consumidores. A rotina de falta de água  transforma a incapacidade da companhia em fato notório, não em mera acusação. A ausência de soluções efetivas para a qualidade da água e a resistência quase militante à modernização expõem uma administração que prefere a estagnação ao dever. Quem, afinal, será capaz de pôr fim ao recorrente desabastecimento de água em Goianá? A falta de água só começa a ser “resolvida” quando gestão municipal, COPASA e população resolvem, finalmente, fazer algo além de empurrar a responsabilidade uns para os outros. Exige o fim do teatro, políticas que não sejam mentira, conservação que não seja maquiagem, infraestrutura que saia da sucata e uma “sustentabilidade” que não morra no slide de abertura. Os moradores de Goianá precisam parar de fingir que a falta d’água é castigo da natureza e começar a tratá-la como o que é: um direito básico sistematicamente negado. As autoridades municipais, por sua vez, precisam abandonar o conforto das notas oficiais e trocar a retórica burocrática por fiscalização de verdade e pressão política sobre a COPASA. Contratos devem ser revistos e metas cobradas. A reincidência do desabastecimento já não sugere falha, confirma vocação. Na Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a ineficiência é estável, a omissão é política institucional e a responsabilidade segue em eterno regime de terceirização, sempre distante, sempre alheia, sempre impune.

  

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

 

 

 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Informações referentes ao IPVA

 


As pessoas físicas e jurídicas proprietárias de veículos automotores registrados no Brasil estão sujeitas ao pagamento anual do imposto conhecido como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Embora faça parte da obrigação anual de milhões de contribuintes, ainda é alvo de questionamentos frequentes. Qual é a finalidade? Qual é a origem desse tributo? Qual é a destinação dos recursos arrecadados? Como ocorre o processo de arrecadação?  O IPVA é um imposto patrimonial que incide sobre a propriedade do veículo, independentemente de estar em circulação. A posse do bem já gera a obrigação tributária. Foi instituído na década de 1980 em substituição à Taxa Rodoviária Única (TRU), que visava financiar a manutenção das rodovias, mas apresentava limitações estruturais e de arrecadação. Com a Constituição Federal de 1988, os Estados passaram a ter competência para instituir o IPVA, consolidando-o como imposto estadual sem vinculação específica à manutenção de rodovias. A partir de então, passou a representar uma relevante fonte de receita para os Estados, com reflexos diretos no orçamento público. Ao contrário da ideia difundida, o IPVA não possui destinação exclusiva para rodovias, pois, como imposto, não tem vinculação específica. Do valor arrecadado, metade é destinada ao Estado e a outra metade ao município onde o veículo está registrado. Esses recursos são aplicados em áreas como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura urbana e transporte, de acordo com as prioridades orçamentárias de cada ente federativo. O contribuinte do IPVA é o proprietário do veículo em 1º de janeiro de cada exercício. Assim, mesmo que haja alienação posterior, a responsabilidade pelo imposto permanece com quem figurava como proprietário nessa data. O IPVA tem como base de cálculo o valor venal do veículo, definido por tabelas de referência ou por critérios estabelecidos pela legislação de cada Estado.  As alíquotas variam segundo o Estado e o tipo de veículo, refletindo as políticas fiscais e econômicas estaduais. É comum confundir o IPVA com o licenciamento e as multas. O IPVA é um imposto sobre a propriedade, enquanto o licenciamento autoriza a circulação e as multas decorrem de infrações. Embora distintos, o não pagamento do IPVA pode impedir o licenciamento anual. Cada Estado estabelece suas próprias hipóteses de isenção, que costumam abranger veículos antigos, pessoas com deficiência, táxis, veículos de transporte coletivo ou escolar, além de veículos oficiais ou vinculados a entidades específicas. Assim, é necessário consultar a legislação estadual para verificar a existência de benefício aplicável.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Artigo Tribuna de Minas

Meu artigo divulgado no Jornal Tribuna de Minas    Leia no link abaixo: https://tribunademinas.com.br/opiniao/tribuna-livre/05-02-2026/acostamentos-e-calcadas.htm

Sérgio Lopes Jornalista 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Ano letivo 2026 é vida nova, será?

 


O ano letivo de 2026 inicia-se sem mudanças significativas. Apesar do discurso oficial de renovação, a realidade mantém problemas já conhecidos. Em Minas Gerais, a educação passou a reproduzir um processo anual marcado pela falta de efetividade. Parte dos estudantes ingressa nas instituições sem envolvimento consistente com o processo educacional. Regras e normas têm sido frequentemente relativizadas. Muitos responsáveis continuam a lidar com condutas em desacordo com regulamentos internos como se não devessem ser objeto de correção. A responsabilidade é, com frequência, atribuída aos professores, evitando-se a corresponsabilização. Paralelamente, alguns Diretores desfilam com sonhos megalomaníacos de “escola modelo”, modelos que só existem em PowerPoint e na mente de iluminados delirantes. Determinados supervisores exercem práticas excessivamente burocráticas e interventivas, classificando-as como ações de gestão. Enquanto isso, o professor afunda em papéis, relatórios e cobranças inúteis. Trata-se de uma burocracia que não contribui para o ensino, não promove melhorias e não soluciona problemas, limitando-se a gerar desgaste. Nas Secretarias de Educação, alguns profissionais sem experiência direta em sala de aula exercem funções decisórias e administrativas. Os criadores das leis, protegidos pelo ar-condicionado, legislam no escuro. Não conhecem a fome do aluno, nem o cansaço do docente. Desconhecem as dificuldades enfrentadas pelo magistério no deslocamento entre municípios, muitas vezes realizado sob condições adversas para cumprimento de horários. Não consideram o adoecimento dos educadores, enquanto o sistema mantém a aparência de normalidade. Ansiedade, depressão, dores na coluna, voz destruída, mas o silêncio prevalece nos gabinetes.  Marginalização dos professores no processo e os poderosos seguem aplaudindo a própria incompetência... A educação tem se configurado como um esforço cotidiano sustentado à custa da saúde física e mental da mão de obra pedagógica precarizada, enquanto instâncias de poder mantêm avaliações complacentes sobre sua própria atuação. Seria trágico se não fosse tão grotescamente previsível, há possibilidade de mudanças em 2026? Apenas mediante uma ruptura profunda com práticas institucionais marcadas pela incoerência entre discurso e ação. Caso os responsáveis decidam sair da omissão, de forma efetiva e com diluição conveniente da culpa pela educação de filhos com comportamentos indisciplinados. Caso certos diretores, embalados por utopias pessoais, larguem seus delírios de grandeza. Caso alguns gestores compreendam, ainda que por acidente, a diferença entre autoridade e autoritarismo, talvez parem de confundir liderança com controle e responsabilidade com retórica vazia. Se legisladores conhecerem a escola e a categoria agir, a precariedade pode deixar de ser política. Em tese, 2026 poderia anunciar vida nova. Na prática, com os mesmos de sempre no comando, será apenas o velho desastre com embalagem relançada. Nada muda porque não é para mudar. O sistema não falha, ele funciona exatamente assim, produzindo fracasso em série, legitimado por normas, discursos vazios e eficiência burocrática.

                                                      Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A distribuição de remédios no SUS

 


A assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamental para assegurar o acesso igualitário aos medicamentos e apoiar as ações de saúde pública, especialmente, no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Amostra analisada pelo Banco Mundial, com base na avaliação dos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de modo geral, apontou que os gastos com saúde correspondem a 13% do orçamento das famílias brasileiras. Desconsiderando os planos de saúde privados, os dispêndios com assistência médica representam, em média, 10,5% do orçamento das famílias. “Os mais ricos gastam mais com plano de saúde e os mais pobres, mais com remédio", observa Edson Correia Araújo, economista sênior do Banco Mundial e um dos autores do estudo, ao lado de Bernardo Dantas Pereira Coelho. Ainda de acordo com os pesquisadores, em média, os medicamentos representam 46% do gasto com saúde das famílias brasileiras. Para os mais pobres, o peso é de 84%, quase três vezes a média das famílias mais ricas (29%). De forma complementar, medicamentos para doenças raras têm alto custo, e o produto final inclui impostos e taxas de importação, que variam conforme a legislação de cada país. o Brasil enfrenta desafios como dificuldades logísticas na distribuição de medicamentos, falta de qualificação técnica e baixa articulação entre os níveis de atenção do SUS. Em vista disso, esses fatores comprometem o funcionamento do sistema e impactam diretamente a qualidade do atendimento à população. As necessidades de grupos em situação de vulnerabilidade, áreas afastadas, pacientes com condições financeiras menos favoráveis deveriam ser contemplados com o desenvolvimento de políticas sólidas e integradas A qualidade do cuidado, a uniformidade no ingresso e o uso racional dos recursos públicos têm de ser objeto de análise aprofundada. A implementação de iniciativas governamentais para integrar os níveis de gestão e reforçar a atenção à saúde deve ser aprimorada.  Em resumo, pesquisas sobre administração e utilização adequada de medicamentos são essenciais para a assistência farmacêutica no SUS e para um sistema de saúde acessível a todos.

Sérgio Lopes Jornalista

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Manuel Bandeira foi o poeta visionário e incompreendido

 


O pernambucano, Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (1886-1968), nasceu em Recife, ainda criança mudou para Rio de Janeiro. Estudou no Colégio Pedro II, iniciou o curso de Engenharia na Escola Politécnica de São Paulo, porém desistiu, em função de condições de saúde decorrentes da tuberculose, que o afetou ao longo de grande parte de sua vida. Mesmo diante da doença, Bandeira iniciou a produção literária no início do século XX, com poemas publicados em periódicos. Seu primeiro livro, A Cinza das Horas (1917), reflete sua experiência com a tuberculose, com temas de melancolia e desencanto, destacando-se pelo verso livre e pela linguagem coloquial. Em 1930, publicou Libertinagem, obra que reúne o poema “Vou-me Embora pra Pasárgada” e marca a transição entre a primeira e a segunda gerações do modernismo brasileiro; também teve participação indireta na Semana de Arte Moderna de 1922, com o poema “Os Sapos”. Bandeira dedicou sua vida à literatura (poesia, ensaios críticos, crônicas) e ao enfrentamento da tuberculose. É um dos principais poetas brasileiros, influenciou gerações, integrou a Academia Brasileira de Letras e sua obra destaca-se pela inovação estilística e relevância literária. Entretanto, o célebre pernambucano é apontado por muitos como poeta incompreendido. O fato decorre da criação literária  de linguagem acessível, marcada por profundidade emocional e crítica social nem sempre assimiladas de imediato. Sua poesia reflete o cotidiano e a fragilidade da vida, promovendo reflexão sobre a condição humana, o que pode gerar incompreensão em alguns leitores. A iminência da morte esteve presente ao longo de sua vida; nascido em 19 de abril de 1886, na capital pernambucana, recebeu diagnóstico de tuberculose aos 18 anos, o que marcou sua trajetória, embora tenha vivido 82 anos. A reflexão final desta crônica é  o poema “O Bicho”, produzido na década de quarenta do século passado.

O Bicho

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

 O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeira

Em suma, “O Bicho” continua mais atual do que nunca, a obra utiliza linguagem simples para expressar crítica à miséria, à fome e à exclusão social dos anos de 1940, infelizmente, ainda presente nos anos 2000. 

Sérgio Lopes Jornalista

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O insuportável e A Insuportável

 


O pessimismo existencial, o egoísmo latente, a impaciência real, a raiva incontrolável, a procrastinação dominante, a intolerância cotidiana são imperfeições dos insuportáveis.  Eles e elas podem ser reconhecidos como: Intolerável, intragável, inconveniente, detestável, abominável, irritante. Os atributos marcantes do insuportável e da insuportável são os seguintes:

1 – Interromper conversas: interrompem os outros quando estão falando, seja para expor seu ponto de vista, relatar uma história ou somente para chamar a atenção.

2 – Reclamação incessante: encontram razões para desaprovar, sem apresentar resoluções. Sempre estão prontos para mostrar o que está incorreto e jamais apontam respostas.

3 – Falam em voz alta: propendem a esbravejar ao invés de conversa. O rompante da fala é extremamente desagradável e execrável. 

4 – Criticam excessivamente: os criticados são familiares, amigos, colegas. Aliás, tudo é alvo de crítica.

5 – Busca ativa para ser notado ou reconhecido: deseja ser o centro das atenções, se considera o inteligente, acha que tem conhecimento a respeito de qualquer assunto.

O insuportável pode ser considerado o autêntico aproveitador. Não é capaz de arcar com as próprias responsabilidades, busca atribuir o ônus a outra pessoa, a quem acredita caber tal obrigação. Por isso mesmo, o insuportável e a insuportável manifestam competitividade e inveja em suas relações. Além disso, sempre requerem auxílio alheio. Porém frequentemente, desvalorizam terceiros e enfatizam excessivamente a si próprios. E para evitar atrair ou manter pessoas de convivência difícil ao seu redor, abstenha-se de jogos críticos cujo objetivo seja provocar culpa e vulnerabilidade, sustente a autoconfiança, interrompa a interação e permita que a outra parte gerencie seus próprios impasses. Confie no próprio discernimento, distancie-se da interação e permita que a pessoa enfrente seu próprio processo de amadurecimento, aprendendo a oferecer e acolher atitudes positivas.   Em síntese, não assuma o processo do outro em prejuízo próprio. Posicione-se, estabeleça limites e siga adiante. O que não acrescenta apenas sobrecarrega e dificulta o caminho. Priorize uma trajetória mais leve.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A decadência do Banco Master e os contrastes da Justiça

 

Daniel Vorcaro é proprietário do Banco Master

Em novembro de 2025, o Banco Master deixou de constar como instituição ativa no sistema do Banco Central. O motivo decorreu de múltiplas falhas que teve forte efeito sobre o sistema financeiro brasileiro. O episódio envolve suspeitas de irregularidades financeiras bilionárias, emprego de fundos de investimento para dissimular perdas, e medidas de suporte financeiro articuladas com banco público. Sob controle do banqueiro Daniel Vorcaro, o Master avançou rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade substancialmente superior à média do setor. Para assegurar a continuidade do modelo, conforme a Polícia Federal, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava. O prejuízo financeiro associado à quebra do Master atinge R$ 47 bilhões,  as investigações da PF e os relatórios do BC indicam que o colapso do Master não se limitou ao aspecto financeiro, alcançando também o âmbito institucional. A negociação de venda com o Banco de Brasília (BRB) e as movimentações direcionadas a órgãos reguladores transformaram o caso em um cenário de elevada complexidade, com impacto imediato sobre investidores e sobre a confiança nas instituições.  Daniel Vorcaro, proprietário do Master, tentou embarcar para Dubai. Porém foi preso, em novembro do ano passado, na “Operação Compliance Zero” da Polícia Federal, que investiga fraude bilionária e gestão fraudulenta. Vorcaro ficou preso dez dias, contestou a acusação de fraude em depoimento à Polícia Federal e apontou alterações nas regras do Fundo Garantidor de Créditos como causa da crise de liquidez do Master.  Depois, obteve liberdade, por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)), sob cumprimento de medidas cautelares determinadas judicialmente, com determinação de uso de tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte.  Em uma nação democrática como o Brasil, a aplicação da lei não é igual para todos. Um abastado acusado de fraude e irregularidades no sistema bancário, ficou poucos dias presos e passou a cumprir medidas cautelares.  O contraste é evidente, enquanto investigados com poder econômico obtêm determinações judiciais preventivas, cidadãos pobres permanecem detidos por crimes semelhantes. Em conclusão, a lei é dura com uns, flexível com outros e o critério muda conforme quem está no banco dos réus.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Acostamentos e Calçadas

 

Milhões de brasileiros caminham com as próprias pernas ou usam uma cadeira de rodas em seus trajetos. Eles enfrentam verdadeiro tormento, deparam com (buracos, degraus, poças, desníveis, rachaduras, lixo, dificuldades variadas) e, frequentemente, sofrem lesões, em algumas ocorrências são consideradas graves... O nosso país ainda está muito distante de assegurar proteção a todos os brasileiros no exercício do direito de ir e vir. Em várias rodovias e vias urbanas, a insegurança é a realidade de muitos acostamentos. O desgaste, a ausência de sinalização, a falta de estrutura podem provocar acidentes e riscos à segurança dos condutores de veículos e transeuntes. A lei determina punições graves para o uso inadequado de acostamentos, incorporando multas e pontos na Carteira Nacional de Habilitação. É essencial que o motorista seja consciente das regras de trânsito e das infrações em relação ao uso dos acostamentos, porém, muitos não são. Além disso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou no ano passado que: mais de 80% dos brasileiros que moram em áreas urbanas convivem com calçadas obstruídas perto de casa. Desde 2010, o número de ruas com rampas para cadeirante cresceu, mas ainda está longe de garantir acessibilidade para todos. Apenas 15,2% dos brasileiros que vivem em áreas urbanas têm rampas nas ruas onde moram. Ainda de acordo com o IBGE, quase 20 milhões de brasileiros, que moram em áreas urbanas, vivem em vias não pavimentadas. E também levantou a presença de árvores do lado de fora das casas. Um em cada três brasileiros vive em rua sem uma única árvore. os acostamentos e as calçadas são precários em todo território nacional.  Presidente da República, Senadores, Governador, Prefeito, Vereadores, Deputados Federais e Estaduais podem resolver a situação? O povo brasileiro não aguenta tanto descaso e merece respeito. Em síntese, reivindicar acostamentos e calçadas acessíveis não é pedir “favores” ao município, ao estado, à federação. É solicitar o cumprimento de direitos garantidos por lei.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

Reivindicar acostamentos e calçadas acessíveis não é pedir “favores” ao município, ao estado, à federação. É solicitar o cumprimento de direitos garantidos por lei.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

História e desenvolvimento do Aeroporto de Goianá e Rio Novo

 


O Aeroporto Regional da Zona da Mata é localizado entre os municípios mineiros de Goianá e Rio Novo. O projeto foi idealizado pelo ex-presidente do país e ex-governador de Minas Gerais: Itamar Augusto Cautiero Franco. Contudo, foi construído pelo então governador Aécio Neves da Cunha, durante o primeiro mandato, no período de 2003 a 2005. Mesmo com a “concretização das obras”, inicialmente, o aeroporto não operou voos comerciais, ficou esquecido por alguns anos. Entre 2006 e 2007, o Brasil viveu crise no setor de transporte aéreo, determinada pelos veículos de comunicação como “caos aéreo” ou “apagão aéreo”. Provocada por um acidente aéreo, a crise teve como personagens principais os controladores de tráfego aéreo, que a desconfiança de erro operativo e diálogo complicado com as autoridades do setor, protestaram através de um processo de operação-padrão (greve branca). Essa condição, somada à carência de mão de obra, ocasionou, de novembro de 2006 até meados de 2007, o descontrole operacional dos principais aeroportos do país, com enormes perdas aos usuários. Diante disso, no ano de 2007, uma reportagem do programa Fantástico da Rede Globo foi divulgada e denunciou o descaso com recursos públicos empregados na construção do aeroporto do interior de Minas. O assunto ganhou impacto e indignação em todo território nacional. Depois de uma longa espera, em 2011, o então governador Antonio Augusto Junho Anastasia inaugurou oficialmente o Aeroporto Presidente Itamar  Franco. A proposta primordial do projeto é impulsionar a economia da Zona da Mata, favorecer o transporte de cargas, expandir a demanda de transporte público, explorar a posição geográfica diferenciada em relação às capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte). Ademais, o aeroporto é polo de transporte da região, com a pretensão de expandir a área de transporte de carga e transformá-lo em terminal comercial de passageiros. Nos anos de 2011 até 2026, a rodovia MG-353, que liga o Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco à BR-040, recebeu melhorias? Há diálogo entre o setor público e as companhias aéreas? A classificação de terminal industrial ainda está sob discussão? Há incentivos para atrair investimentos privados?  Promove o turismo local? O desenvolvimento do aeroporto foi realizado de maneira sustentável? O fluxo de passageiros no Aeroporto Regional da Zona da Mata (Presidente Itamar Franco), entre Rio Novo e Goianá, caiu mais de 30% em 2025, na comparação com 2024, declinando de 198 mil viajantes para 136 mil, considerando embarques e desembarques. A concessionária responsável pela administração do espaço atribui a queda, principalmente, à readequação da malha aérea ao longo do período, em decorrência do encerramento das operações da companhia aérea Voepass, após suspensão determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em março do ano passado. De acordo com a concessionária do Aeroporto Regional da Zona da Mata, entre janeiro e dezembro de 2025 foram realizados 1.652 voos comerciais. O número ficou 47,9% abaixo das 3.172 frequências da aviação em 2024 no mesmo terminal. “A empresa (VoePass) respondia por, aproximadamente, 39% da oferta total de assentos mensais do aeroporto, enquanto as companhias Azul e Gol representavam, respectivamente, cerca de 35% e 26% da oferta disponível”. Ainda conforme a concessionária, em dezembro do ano passado, a Gol liderou a oferta de assentos mensais do empreendimento – cerca de nove mil em ambos sentidos -, equivalente a 68% da capacidade disponibilizada no período, enquanto a companhia Azul respondeu por 32%, com quatro mil assentos ofertados. As informações foram divulgadas pelo Jornal Tribuna de Minas edição 23 de janeiro de 2026.  Em suma, o crescimento e o progresso é mais que um requisito logístico; é circunstância estratégica para embalar a sustentabilidade estabilizada.  Ao assumir um ponto de vista incorporado que convenciona base resistente, aperfeiçoamento, capacitação e gestão responsável de recurso, o Aeroporto de Goianá e Rio Novo pode transformar-se em mecanismo de crescimento econômico e social, cooperando expressivamente para a resistência e abundância da Zona da Mata inteira.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

 

"Uma fé pequena leva as almas até o céu, mas uma grande fé traz o céu até as almas". "A fé não é algo para se entender, é um estado para se transformar".  "Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo". "A força mais potente do universo é a fé". "Aquela que tem fé nunca está só". “A fé remove montanhas”. “Confia em Deus, mas amarra o teu camelo". "Não cai uma folha da árvore sem que Deus queira". "Quem semeia vento, colhe tempestade".  "É dando que se recebe”.  As citações inspiradoras e os ditados a respeito de fé sempre foram marcantes na cultura popular. Ao longo do tempo, aprendemos essas tradições e ensinamentos religiosos, com o intuito de disseminar integridade, expectativa, persistência e honestidade.  Contudo, o mundo é marcado por crises internas, instabilidade, confusão, desordem. A prática da fé pode tornar-se difícil? Ainda é possível viver de acordo com os valores universais e atemporais (amor, honestidade, humildade)? Muitas pessoas têm muita facilidade para citar versículos bíblicos, filósofos ou falar de confiança quando a paz e a harmonia reinam nos lares. Porém aplicar a fé nos momentos de decisões, na dignidade, na moral, na essência, na personalidade, na ética e, sobretudo, no tratamento com os indivíduos é provação permanente. Em síntese, a fé é uma maneira de refletir, uma atitude mental, uma convicção pessoal, uma certeza que a ideia que aceitamos será concretizada.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Impostos trilhões, benefícios zero

 


O Brasil arrecada muito dinheiro com os pagamentos de impostos. Eles são divididos em três esferas. Federais correspondem por cerca  de 60% das arrecadações do país, tais como: (IOF, IPI, IRPF, IRPJ, COFINS, PIS / Pasep, CSLL, INSS). Estaduais representam cerca de 28% das arrecadações, exemplos: (ICMS, IPVA, ITCMD...). Já os Municipais configuram aproximadamente 5,5% das arrecadações, nomeadamente (IPTU, ISS, ITBI...).  Os valores são utilizados para atender às necessidades da sociedade, ou seja, os serviços públicos primordiais (saúde, educação, segurança, infraestrutura). No ano de 2025, a arrecadação atingiu a cifra recorde. A soma de impostos, contribuições e demais receitas atingiu o montante de R$ 2,89 trilhões, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal na quinta-feira (22/1/2026). A quantia representa um aumento real de 3,65% na comparação com o ano passado, quando encerrou o ano com R$ 2,652 trilhões. Segundo a Receita, esta é a maior arrecadação já registrada em um ano desde o início da série histórica, em 1995. No último mês do ano passado, a arrecadação também alcançou o maior patamar da série histórica, registrando R$ 292,7 bilhões. Mesmo diante desta quantidade astronômica de dinheiro, a maior parte da população não tem qualidade de vida. Estupro, assédio, importunação sexual, homicídio, agressões, assalto, sequestro, assassinato, tiroteio ocorrem em vários lugares do país. As possíveis causas da escalada da violência podem ser desemprego, desigualdade social, falta de oportunidade, presença de organizações criminosas. Além disso, os serviços públicos são ineficientes.  Muitos postos de saúde e hospitais apresentam problemas de atendimento que englobam lentidão demasiada, inadequação do processo de triagem, más condições e profissionais que não atendem corretamente.  Ademais, em algumas cidades, o trânsito é caótico, a sinalização é falha, o congestionamento é real, os ônibus estão atrasados, os pontos ficam lotados, as ruas e as calçadas são esburacadas....  Bem como, várias escolas estão sucateadas. A falta de recurso financeiro adequado, a ausência de políticas eficazes de assistência estudantil, os profissionais qualificados reduzidos podem ser apontados como causas que concorrem para o sucateamento dos estabelecimentos de ensino. O Brasil possui problemas sociais, infelizmente, ainda não solucionaram as mazelas.  Em conclusão, o certo é que o brasileiro honra as contas e não tem direito a nada. O governo arrecada trilhões e não melhora a vida de ninguém.  Até quando o povo vai pagar impostos?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Novos médicos não têm nível para atuar?

 


Certamente, você já se sentiu mal e foi ao hospital ou à unidade básica de saúde, tanto pública quanto particular. O atendimento prestado pelo médico  atendeu as expectativas? O profissional assistiu o paciente com qualidade? Em algumas circunstâncias, há reclamações recorrentes contra formados em medicina... E englobam: problemas de comunicação indevidos, falhas cirúrgicas, identificação equivocada de condição médica, complicações pós-operatórias, indicação inoportuna de medicação.  A duração média do curso de Medicina no Brasil é de 6 anos, isto é, 12 semestres. Os acadêmicos estudam as ciências básicas e teóricas, empregam seus conhecimentos teóricos no conjunto de métodos e técnicas utilizados na prestação de cuidados de saúde. Além disso, no fim do curso, os estudantes fazem estágio sob supervisão em ambientes hospitalares e estabelecimentos que oferece serviço de saúde à população. Perante o exposto, surgiu o Enade, conforme o portal https://enade.inf.br, criado em 2004 sob a Lei nº. 10.861, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, mais conhecido como Enade, é o instrumento usado pelo MEC (Ministério da Educação) para fazer o controle de qualidade dos cursos de nível superior do Brasil. Ainda de acordo com o portal https://enade.inf.br, o resultado é usado no cálculo do conceito Enade das instituições, que varia de 1 a 5.  As notas 1 e 2 são consideradas insuficientes pelo MEC. Além disso, a avaliação permite que o resultado seja aproveitado em processos seletivos de programas de residência médica.  Na segunda-feira (19/01/2026), o Ministério da Educação divulgou que cerca de um terço dos cursos de medicina do país teve desempenho baixo no Enade. O governo afirma que pode aplicar sanções, que vão de restrições em contratos do Fies à suspensão de novos vestibulares. Em meio a esse cenário, instituições privadas passaram a questionar a aplicação de punições já no primeiro ciclo da avaliação e apontam risco de danos reputacionais e materiais. A informação é do Jornal Tribuna de Minas. Diante desta realidade, o recém-formado de instituições que obtiveram conceito insuficiente no Enade está legalmente autorizado a atender pacientes?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Silêncio


A correria do cotidiano, o consumismo exagerado, o gasto desenfreado, o uso prolongado de redes sociais, a falta de atividade física, a péssima alimentação, as noites mal dormidas provocam estresse e prejudicam a qualidade de vida de vários indivíduos. No calor da emoção, muitos agem sem pensar...  Utilizam palavras de baixo calão, praticam atos de vandalismo, cometem violência contra animais indefesos e, principalmente, agressão (física, psicológica, verbal) para uma pessoa ou um grupo...  O que fazer diante dos atos deploráveis de homens e mulheres? É primordial atuar com tranquilidade e deferência, evitando ações precipitadas. Talvez, o silêncio possa ser a resposta mais sensata em algumas ocasiões, tais como:

Mesmo sofrendo injustiças, as pessoas do bem sempre serão respeitadas na sociedade, porque elas estimulam princípios indispensáveis como compreensão, reciprocidade, apoio, comunhão, acolhimento. Enfim, o gesto de amor e a generosidade concorrem para elaboração de um processo de garantia que todos os seres humanos tenham acesso democrático a circunstâncias favoráveis, meios usados para conseguir algo  e prerrogativas legais, independentemente de suas diferenças.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Aquisição do Castelo pode ser esperança para a região

 


O Grupo Mansur capilar ratificou, no dia 16 de janeiro de 2026, a compra do Castelo Monalisa, localizado no distrito de Carlos Alves, em São João Nepomuceno MG.  Segundo o site https://tribunademinas.com.br/noticias, a propriedade de 192 hectares pertencia originalmente ao ex-deputado Edmar Moreira, tem três lagos naturais e estava anunciada por R$ 50 milhões pela SSP Imobiliária. A negociação contou com financiamento e foi finalizada no início deste ano, com o objetivo central de instalar um “complexo hospitalar de referência internacional, unindo tecnologia médica de ponta a uma infraestrutura de acolhimento diferenciada”. Ainda de acordo com https://tribunademinas.com.br/noticias, “este investimento representa um passo decisivo no plano de expansão da empresa e reafirma seu compromisso com a excelência no setor de saúde e bem-estar, setor no qual atua com pioneirismo e tradição na realização de transplantes capilares desde 1977”, destacou a empresa, por meio de nota. A proximidade do castelo com o Aeroporto Regional da Zona da Mata, que fica a menos de 20 quilômetros, também pesou na decisão do grupo, porque muitos pacientes vêm de outras regiões. Diante desta aquisição, a esperança é que o empreendimento movimente a economia local, gere empregos, desenvolva a infraestrutura e, sobretudo, provoque impactos na região. Em entrevista à estação de Rádio Itatiaia, o novo proprietário, João Mansur explica os planos da clínica para o Castelo desenvolver na Zona da Mata Mineira.  João Mansur afirmou: “A Mansur Transplante Capilar adquiriu o castelo para fazer um resort de transplante de cabelo é assim captar pacientes de transplante de cabelo do mundo inteiro, através do aeroporto da Zona da Mata. O empreendimento é uma obra fantástica, foram 12 anos de obra, não só a construção do castelo, mas também o parque de 1.200 hectares. Emprega muitas pessoas da região, não só na área de transplante capilar, mas também nas áreas de turismo e o futuro é muito promissor para a região”. Por fim, a expectativa é que o projeto tenha sucesso, proporcione mais qualidade de vida para os pacientes e consiga trazer desenvolvimento para a população. 

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Quais são as respostas?

 

Na efêmera passagem pela Terra, alguns questionamentos apresentam ou não apresentam resposta? Dr. Josef Murphy, PHD, é autor do grande best seller “O Poder do Subconsciente”, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos no Brasil.  No livro, doutor Murphy lançou 11 perguntas:

1 – Por que tantas pessoas boas, bondosas, religiosas, sofrem, na mente e no corpo, as torturas dos condenados ao inferno?

2 – Por que tantas pessoas imorais e ateias têm sucesso, prosperam e desfrutam uma saúde radiante?

3 – Por que o casamento de uma pessoa é feliz e o de outra, infeliz e frustrado?

4 – Por que uma pessoa está triste e a outra, feliz?

5 – Por que uma vive alegre e próspera e a outra, pobre e sofredora?

6 – Por que uma está assustada e ansiosa e a outras, transbordante de fé e confiança?

7 – Por que alguém tem uma casa bela e luxuosa, enquanto a outra leva uma existência humilde em um cortiço?

8 – Por que uma é um grande sucesso na vida, e a outra, um abjeto fracasso?

9 – Por que um orador é notável e imensamente popular e o outro, medíocre e ignorado?

10 – Por que uma é um gênio em seu trabalho ou profissão liberal, enquanto outra trabalha penosamente durante toda a vida, sem conseguir realizar coisa alguma que valha a pena?

11 – Por que uma é salva de uma doença considerada incurável e outra, não?

Enfim, haverá respostas para essas perguntas?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O interior paga, a capital acorda

 

                 Vídeo do Joãozinho Jornalista 

As postagens publicadas no Blog dos Letrados Desalienados, do jornalista Sérgio Lopes, nos dias 14 e 15 de janeiro de 2026, escancararam o descaso histórico da Cemig com pequenos municípios mineiros. A denúncia, amplificada pela Rádio Educativa de Goianá, na voz do locutor Wenderson Flores, quebrou o silêncio imposto ao interior e ultrapassou os limites regionais. O problema deixou de ser local. Chegou à capital. Em Belo Horizonte, a repercussão ganhou densidade política com a manifestação do jornalista João Valdomiro de Jesus Perpétuo, o Joãozinho Jornalista, de 59 anos. Natural de Peçanha, criado em Virgolândia e residente na capital desde 1984, Joãozinho construiu uma trajetória alinhada às lutas populares e à defesa de pautas historicamente negligenciadas pelo poder público mineiro: valorização do magistério, meio ambiente, justiça tributária, saúde e educação. Em vídeo divulgado nas redes sociais , foi direto e sem rodeios. Apontou o abandono operacional da Cemig em Goianá e Coronel Pacheco, expôs a incompetência reiterada da concessionária e evidenciou o desrespeito institucional com a população do interior de Minas Gerais. Não se trata de falha pontual, mas de um método conhecido, tolerado e convenientemente naturalizado. A repercussão amplia a pressão pública sobre a empresa e desmonta a narrativa confortável dos “incidentes técnicos”. O que se impõe é a constatação de uma precarização crônica de um serviço essencial, sustentado por tarifas elevadas e devolvido à população em forma de apagões e descaso. A omissão deixou de ser invisível. Virou pauta estadual e, mais que isso, um problema político que já não cabe mais debaixo do tapete.

Sérgio Lopes Jornalista

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Cemig: Onde o Escuro é Garantido

 

A Cemig segue fiel à sua vocação: prestar um serviço ruim com impressionante regularidade. Entre os dias 12, 13, 14 e 15 de janeiro de 2026, cidades do interior de Minas Gerais foram presenteadas com apagões prolongados, hospitais operando no limite, comunicações instáveis, transporte comprometido e ruas mergulhadas na escuridão. Empresas viram a produção parar, dados evaporarem e prejuízos se acumularem. Em casa, o cardápio foi simples: alimentos estragados, eletrônicos queimados, alarmes mudos, rotinas paralisadas, insegurança generalizada. O saldo é óbvio, caos operacional, atrasos em cadeia e perdas econômicas e materiais relevantes. Nada de novo, a inconstância virou regra, as reclamações são rotina e as soluções, uma lenda urbana. A Cemig não falha por acaso, falha por hábito. Até quando a senhora Cemig continuará encenando esse espetáculo grotesco de interrupções, improviso crônico e desprezo por quem paga caro para ficar no escuro?

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

CEMIG: Cobrança, Apagão, Cinismo

 

A CEMIG chama de instabilidade o que, nos pequenos municípios mineiros, atende por estrago. A energia oscila. Os aparelhos queimam. A fatura chega intacta e pontual como sempre. A saída? Ligar 116. Não é atendimento, é um rito de desgaste emocional. A música repete. A paciência evapora. O defeito continua ali, confortável. Promete ajuda, transfere, empurra para outro ramal. Depois, some. A ligação cai. A falha, não. O que deveria ser obrigação aparece maquiado de gentileza. As cidades sangram. Os moradores pagam. A concessionária se explica. Explicar, aliás, é o único serviço contínuo. Muito discurso. Nenhuma entrega. Rede cansada, equipamentos no limite, tolerância em colapso. Os apagões são frequentes. A criatividade é só no nome. O prejuízo é concreto, o pico vem rápido, a indenização nunca.  O relógio corre. A responsabilidade, como sempre, finge não ouvir. Senhora CEMIG: falta luz, sobra cobrança. E, no fim, respeito e competência seguem fora de área.

Sérgio Lopes Jornalista

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (blogdosletradosdesalienados.blogspot.com), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.