sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Cabeça Vazia, Cargo Cheio. E Agora?

 

E, ao que tudo indica, tem neurônio fazendo hora extra.  Pena que sem resultado! Basta um cargo, meia dúzia de aplausos e pronto.  O sujeito se convence de que virou autoridade, porém só ganhou um crachá. De repente, o indivíduo descobre que nasceu para mandar. Estranho... Até ontem, ninguém tinha percebido. Confunde autoridade com superioridade, respeito com medo e liderança com submissão. Passa a distribuir ordens como quem oferece favores, e ainda espera aplausos pela generosidade de mandar. O problema não é o poder; é quando ele encontra uma cabeça vazia... Aí, a arrogância finalmente encontra onde morar. Porque, quando falta caráter, sobra cinismo. E ainda aparece quem confunda isso com autoridade. E quando falta competência, o personagem compensa no gogó e chama de autoridade o que não passa de mediocridade. Por isso, não foi o poder que subiu à cabeça, apenas encontrou espaço. E quando a cabeça vem vazia, qualquer cargo parece grande demais. Coincidência ou falta de conteúdo mesmo?

Texto publicado no Blog dos Letrados Desalienados (https://blogdosletradosdesalienados.blogspot.com/2026/09/cabeca-vazia-cargo-cheio-e-agora.html), em comemoração aos 10 anos de resistência crítica e literária do espaço criado pelo jornalista Sérgio Murilo Rodrigues Lopes, dedicado à palavra como forma de consciência, sensibilidade e liberdade.

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